29/06/2020
Na semana do dia 24 de maio eu fiz uma enquete nos stories e prometi a resposta no feed, não fiz. Primeiramente peço desculpa, o conteúdo prometido será postado amanhã e aos poucos volto a movimentar o ig novamente.
Pensei bastante antes de escrever aqui mas acredito que o é válido uma vez que as autoridades forçam cada dia mais a população voltar as atividades normais.
Eu não postei o conteúdo porque eu passei mal, foi quando os primeiros sintomas de apareceram. Cansaço, já não conseguia fazer nada ao chegar do trabalho, o corpo doído, a cabeça estourava pensei: o estresse está acabando comigo. Dormi cedo 1 dia, 2 dias, repousei o final de semana inteiro e ainda assim na segunda-feira as dores triplicaram. Terça-feira a falta de ar me acordou, o banho acabou comigo e eu já tinha um PCR para covid agendado para aquela tarde. O plano era ir trabalhar até a hora do teste mas eu não consegui, foi quando eu fui pela primeira vez ao hospital.
Saí de lá com as medicações/ orientações para e muito medo.
Teste ok
Segunda mudança durante a quarentena ok
A partir daí os sintomas pioraram e após 5 dias eu tive uma falsa sensação de melhora. O teste deu negativo mas segui com a quarentena e achei que já dava para lavar uma camisola bem fininha no tanque, era rapidinho. Engano meu! O ar faltou, coração acelerou e eu só pensei que ia apagar. Volto para o repouso total, muito líquido, zero fome, boca estourada, dor de estômago, último dia de antibiótico mas minhas costas doem. No dia seguinte doía mais. Engraçado, era para eu estar melhorando... Terceiro dia de dor intensa e eu na emergência de novo. Mais exames, mais medo, crise de ansiedade e uma pneumonia. Repeti o teste: positivo. Mais remédios e a boca estoura, o estômago dói, almocei mas quero vomitar. Aqui a saúde mental já pedia socorro. Vou morrer? Não quero ficar internada! Vou ter coragem de sair de novo? Não quero mais ir trabalhar! Mas sobrevivi a mim e ao vírus.
Fazem 20 dias que voltei a trabalhar. Além de tudo que senti, vi minha família desesperada. Se cuidem, continuem em casa e não menosprezem essa doença.