TaniAraujo Consultoria e Design de Serviços

TaniAraujo Consultoria e Design de Serviços Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de TaniAraujo Consultoria e Design de Serviços, Empresa de consultoria, Rio de Janeiro.

A atividade de planejamento e organização de pessoas, infra-estrutura, comunicação e componentes materiais de um serviço, a fim de melhorar a sua qualidade e da interação entre prestador de serviços e clientes é o que se denomina Design de Serviços.
”O SEU SONHO PODE SE TORNAR REALIDADE DESDE QUE ELE DEIXE DE SER SONHO.”

Experiência do UsuárioParece simples, mas quando pensamos na Qualidade do serviço que contratamos todos os dias, tem sem...
04/10/2016

Experiência do Usuário

Parece simples, mas quando pensamos na Qualidade do serviço que contratamos todos os dias, tem sempre uma destas pernas quebradas. Preste atenção em cada uma das etapas:

Vou te dar um exemplo:
Você conhece determinado produto e quer comprar, faz a tradicional pergunta :
" Como funciona?" aí vem a resposta:

1 - se é pelo telefone: "entra no site da empresaa que lá a senhora tem todas as informações"
2 - se é pessoalmente: primeiro tentam chamar um a um da loja/estabelecimento comercial para ver se alguém sabe, aí f**a pior pois cada um te dá uma informação diferente, em quem confiar? Depois alguém encontra o manual e num suspiro diz - "aqui a senhora encontra todas as informações"
3 - se é pela internet, não tem especif**ações bem descritas e você não tem a quem perguntar. Já encontrei muitos sites que você manda uma pergunta e tem uma resposta , mas infelizmente não é a maioria.

Pois é e se uma destas pernas estiver quebrada... o cliente não compra, se comprar não indica e não volta.

Se você presta algum tipo de serviço, pense onde pode melhorar, escute mais o seu cliente, ele sempre tem a resposta.
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A experiência do usuário se dá desde o momento em que ele conhece o produto/serviço, até o suporte após a compra. veja um pouco mais e reflita...

Qual é a hora certa para o treinamento da equipe?O treinamento é tão importante para o novo colaborador, quanto para os ...
03/05/2016

Qual é a hora certa para o treinamento da equipe?

O treinamento é tão importante para o novo colaborador, quanto para os mais antigos, é isso mesmo. Você acredita que o colaborador que está a mais tempo na empresa está pronto para ensinar quem acabou de entrar, cuidado, pode não ser bem assim, te enumero alguns motivos:

Ø Ele pode não estar mais desenvolvendo seu trabalho de acordo com os critérios de qualidade propostos pela empresa, ou seja, cheio de vícios;

Ø Pode achar que não vai ganhar nada com isso;

Ø Que os colegas vão vê-lo como “puxa saco”;

Ø Pode estar com algum problema pessoal, que irá interferir na sua performance e a acumulação de atribuições prejudicará seu desempenho; entre outros.

O treinamento e a reciclagem são fundamentais, principalmente quando você não está o tempo todo acompanhando, pois a qualidade do produto ou serviço pode f**ar comprometida.

Na admissão, para um bom treinamento precisa ter alguém que conhece todos os fluxos e processos do negócio e é fundamental, quem tem informação tem poder. Poder para negociar, para vender a empresa e o produto, ou serviço. O colaborador precisa ter total conhecimento e segurança das informações que presta. Um colaborador bem treinado certamente melhora seus resultados.

Mas depois de um tempo...muitos fatores podem fazer com que aquele funcionário bem contratado e bem treinado já não consiga ter mais excelência e a qualidade dos serviços cai. É a hora da reciclagem, e esta então, precisa ser motivacional, mas para isso entender exatamente onde estão os problemas, e estes podem não estar apenas no colaborador, os fluxos podem estar falhos, os processos ineficientes, portanto é importante ir além se aprofundar para buscar a melhor solução.

Pense nisso e ponha em pratica.
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Se você está se fazendo esta pergunta é porque a hora já chegou, como eu já disse no post anterior a Qualidade dos Serviços é a Chave para o Sucesso. E para isso manter a equipe treinada é fundamental.

Design de Serviços: envolva as pessoas e crie negócios encantadoresSEBRAE NACIONAL - 15/02/2016Falar em experiências e s...
15/02/2016

Design de Serviços: envolva as pessoas e crie negócios encantadores
SEBRAE NACIONAL - 15/02/2016
Falar em experiências e serviços encantadores pode parecer um pouco abstrato demais, especialmente se o negócio ainda está nas suas etapas iniciais. O aumento pela procura do Design de Serviços, no entanto, mostra a relevância estratégica que esse tema pode ter para o sucesso de um empreendimento.

O grande diferencial está em levar tanto clientes quanto colaboradores para o processo de entender e pensar o serviço oferecido, criando propostas mais relevantes para os usuários e mais eficientes para as empresas. O Sebrae conversou com Luis Alt, sócio da Livework no Brasil, para esclarecer um pouco mais o assunto e explicar como essa abordagem pode ajudar os pequenos negócios.

Disseminador da necessidade de bons serviços, Luis acredita que tudo começa por entender o cliente e suas necessidades. Com empatia, colaboração e experimentação, grandes empresas ou pequenos empreendedores podem oferecer experiências realmente relevantes para seus usuários.

Na entrevista a seguir, você confere um pouco mais sobre como Luis propõe que uma empresa pode servir os seus clientes.

O que você faz atualmente? Qual foi a sua trajetória até aqui?

Luis Alt

Atualmente estou à frente da Livework, a primeira consultoria do mundo a trabalhar com inovação em serviços sob a perspectiva do Design.

Por esse pioneirismo, dedico grande parte do meu tempo também à produção e disseminação de conteúdo através de palestras e aulas (tenho curso de Design Thinking na ESPM, sou professor de MBA da FAAP e na Parsons New School em Nova Iorque).

Acho que o principal objetivo do meu trabalho, hoje, é sensibilizar as pessoas e empresas sobre a importância de se prestar um bom serviço.

Quanto à minha trajetória, eu sou formado em Engenharia de Produção (pensar em sistemas e processos) e Design de Produtos (pensar em soluções de produtos através das pessoas).

Nunca achei que as duas áreas pudessem se encontrar até que, durante o mestrado que estava fazendo em Gestão de Design, em Barcelona, conheci o Design de Serviços, que nada mais é do que colocar as pessoas no centro da construção de soluções de sistemas e processos.

Na hora pensei: “é para isso que venho me preparando todo esse tempo”.

Voltei para o Brasil, abri uma consultoria em Santa Catarina e fui englobado pela Livework pouco depois.

Qual o trabalho da Livework? E a sua atuação dentro dela?

A Livework trabalha em três frentes: ajudamos as organizações a entender quem são os seus clientes e como é a experiência deles quando se relacionam com a sua organização; pensamos na experiência dos serviços que as empresas deveriam prestar, seja para novas ofertas ou para melhoria de existentes; e trabalhamos com transferência de conhecimento, ao estruturar e capacitar equipes para que possam fazer, dentro das organizações, o que fazemos em nossos projetos.

Minha responsabilidade é dar direcionamento estratégico à empresa e me certif**ar que a promessa que fazemos (parte comercial) esteja sendo entregue (parte de projetos). Trabalho também com a produção de bastante conteúdo para publicar em nosso site, portais, revistas e jornais. Inclusive, estou atualmente escrevendo um novo livro, “Servir bem para servir sempre!”.

O que é Design de Serviços?

É uma disciplina que propõe o pensamento estratégico e operacional dos serviços com a visão de quem os utiliza e os provê. É sobre entender as necessidades e desejos das pessoas e projetar, junto com elas, soluções de serviços que sejam tanto encantadoras para quem os utiliza quanto eficientes para as organizações.

Como foi o seu primeiro contato com o Design de Serviços?

Fiz um workshop com um concorrente da Livework. Logo depois, senti que havia descoberto algo com grande potencial e fui pesquisar mais a respeito. Como era o começo de tudo, tive a oportunidade de alguns meses depois participar do primeiro congresso da história da disciplina, que aconteceu na Holanda.

De que forma essa abordagem pode trazer melhores soluções para os negócios?

Ao nos concentrarmos nas pessoas e não nas estruturas internas, começamos pensando em soluções que sejam realmente relevantes para elas para depois entender o que é mais eficiente sob o ponto de vista da organização.

O resultado são serviços mais inteligentes, econômicos e rentáveis pois, diferentemente de outras abordagens, ao envolver usuários e pessoas da organização na criação, nos certif**amos que ao final do projeto tenhamos uma solução alinhada com o que as pessoas querem e a organização consegue entregar, deixando de gastar dinheiro com “achismos” inúteis.

Qual a relação de Design Thinking com Design de Serviços?

O Design de Serviços utiliza a abordagem do Design Thinking para pensar em serviços. Os pilares do Design Thinking, o pensamento do Design, são empatia (entender profundamente as pessoas), colaboração (colocar essas pessoas para encontrar as soluções juntas) e experimentação (verif**ar constantemente se os caminhos escolhidos são os corretos).

Contudo, o Design de Serviços tem uma camada a mais de complexidade por obrigar os profissionais a terem um conhecimento profundo de alavancas de relacionamento. Quem trabalha apenas com Design Thinking, por exemplo, não necessariamente precisa saber o que é omni-channel, ponto de contato, service blueprint, princípios de serviço, etc. Estes são conceitos necessários para a criação de serviços.

Que tipo de dificuldades os clientes costumam resolver por meio dessa abordagem?

Eu gosto muito de nosso trabalho porque todo dia estou trabalhando em um desafio completamente diferente. Na Livework já ajudamos empresas a repensarem os seus produtos como um serviço (será que eu preciso comprar tinta ou o que eu realmente quero é uma parede pintada?), modif**arem tecnologias e plataformas de serviço pensando na experiência (como criar uma melhor experiência de uso e acesso ao transporte público?), se reposicionar.

Como um empreendedor pode aplicar o Design de Serviços à sua realidade?

Acho que qualquer empreendedor deve começar entendendo quem é o seu cliente e o que ele procura. A partir daí, repensar a sua oferta de serviço ou produto de forma que seja uma proposta fácil de entender, de acessar e utilizar, além de ser uma experiência agradável.

Você lembra algum caso em que o Design de Serviços impactou radicalmente algum pequeno negócio?

Fizemos um trabalho com o Sebrae de Minas Gerais para ajudar pequenas empresas que fornecem soluções de tecnologia no setor de saúde a repensarem as suas ofertas. Trabalhamos em uma capacitação inicial em Design de Serviços para os profissionais desses negócios e depois realizamos vários encontros de mentoria para auxiliar as empresas a implementarem as suas ideias.

Hoje estamos todos no setor de serviços, até mesmo as indústrias, e utilizar o design de serviços torna-se chave para encontrar uma forma de se diferenciar no mercado.

Que dica você daria para um pequeno empreendedor que está dando os primeiros passos? E para aqueles que já têm um negócio consolidado?

Não tenha medo de conversar com os seus clientes, envolver as pessoas (clientes e equipe) e testar novas soluções para o seu negócio, esteja ele dando os primeiros passos ou já consolidado. Um serviço que hoje parece muito atual e relevante certamente não será daqui a cinco anos se f**ar parado. Todos precisamos constantemente repensar o que oferecemos e como fazemos isso. Sucesso!

O professor Luis Alt, Engenheiro de Produção e Designer de Produtos, durante o mestrado conheceu o Design de Serviços, a atuação que agregaria todas as suas competências. Fala sobre como usar o potencial dos colaboradores e clientes para construir projetos relevantes, eficientes e que entregam aquil…

22/01/2016

Estratégias de Marketing para divulgar sua empresa qual a forma correta, será que ela existe? Qual a forma que vai tocar o seu cliente, que vai fazê-lo se envolver com seu negócio. A matéria a seguir fala um pouco sobre isso,

Leia o post e pense um pouco sobre isso principalmente se você tem um negócio, pode te ajudar.Serviços em Tempos de Cris...
02/12/2015

Leia o post e pense um pouco sobre isso principalmente se você tem um negócio, pode te ajudar.

Serviços em Tempos de Crise

Sempre atuei profissionalmente em área comercial e acho que isso me tornou uma cliente mais exigente, talvez isso tenha me feito estudar sobre Design de Serviços. Se entro um lugar para fazer uma compra ou simplesmente entro para tomar um café não me sinto recebida com atenção, vou embora mesmo que esteja precisando muito do que fui buscar.

Você já entrou em algum lugar para uma compra de qualquer natureza e foi atendido com se te prestassem um favor?

“Quando você tem duas cafeterias, uma ao lado da outra, e elas vendem exatamente o mesmo café, exatamente ao mesmo preço, Design de Serviços é o que faz você entrar em uma e não na outra. ”

Em tempos de vacas gordas quando todo mundo está empregado, as empresas tendo muito lucro, a economia está crescendo, todos têm resultado, quem trabalha para um bom atendimento tem bons resultados e quem trabalha sem se preocupar muito com a qualidade também.

É, mas em tempos mais difíceis o cliente que hoje já é mais exigente por acesso fácil a informação, f**a ainda mais porque dá mais valor ao seu dinheiro. E por vezes vemos o movimento diminuir e atribuímos isso a crise e mais uma vez esquecemos de olhar o que é preciso melhorar.

Para as grandes empresas isso é fácil porque é monitorado o tempo todo, por isso sempre pensei em como fazer o pequeno empresário que detém hoje boa parte do mercado, perceber o quanto é importante cuidar do seu negócio pensando em todo o Processo que envolve uma complexidade de elementos Cliente + Funcionário + Empresa.

Cliente- o que o meu cliente espera, que tipo de serviços/produtos, que ambiente ele espera encontrar, que qualidade de atendimento ele deseja?

Funcionário- meu funcionário está preparado por mim para apresentar os produtos e serviços que o cliente está buscando, ele está qualif**ado para dar um atendimento no mesmo padrão de qualidade para todos os clientes que entram, como está o nível de satisfação do meu colaborador?

Empresa- tem os produtos e serviços que se propôs a oferecer com qualidade e preços justos, o ambiente de atendimento está adequado ao tipo de negócio, espaço físico é atrativo ao cliente, os processos de atendimento são adequados, rápidos e de qualidade?

Se uma apenas uma destas 3 pontas falhar o processo não está adequado, então o cliente desaparece. Não deixe que a “crise” mascare pontos que são importantíssimos para seu negócio, olhe para dentro da sua empresa sem medo, só assim poderá realmente promover mudanças que farão a diferença.

Bons negócios.

Você já entrou em algum lugar para uma compra de qualquer natureza e foi atendido com se te prestassem um favor? Em tempos de vacas gordas quando todo mundo está empregado, as empresas tendo muito lucro, a economia está crescendo, todos têm resultado, quem trabalha para um bom atendimento tem bons r…

O que é Service Design?Blog de AI - 28/10/2015 “Quando você tem duas cafeterias, uma ao lado da outra, e elas vendem exa...
28/10/2015

O que é Service Design?
Blog de AI - 28/10/2015

“Quando você tem duas cafeterias, uma ao lado da outra, e elas vendem exatamente o mesmo café, exatamente ao mesmo preço, Design de Serviços é o que faz você entrar em uma e não na outra.”

O que é o Service Design?

Essencialmente, o Service Design tenta responder a algumas perguntas básicasque dizem respeito à experiência das pessoas ao interagirem com determinado serviço.

Como deve ser a experiência do consumidor ao usar este serviço?
Como deve ser a experiência do funcionário ao prestar este serviço?
Como uma empresa se mantém fiel à sua missão e se mantém relevante para o consumidor, ao mesmo tempo?
Utilizando metodologias do Design, o Service Design trabalha para entender o perfil dos consumidores, seus desejos e suas necessidades a fim de garantir que determinado serviço seja competitivo para o mercado e relevante para quem o usa.

Mas por que o termo veio à tona?

Talvez algumas pessoas não concordem que o termo tenha “vindo à tona”, já que o Design de Serviços existe desde que… os serviços existem.

Mas os serviços têm mudado bastante nos últimos anos, assim como a expectativa das pessoas em relação a eles. A tecnologia tem permitido que os consumidores interajam com as marcas de formas completamente novas.

Vamos pegar o mercado automotivo, por exemplo. Pessoas buscando por concessionárias no Google, ferramentas online de customização de carros, aplicativos de celular onde você cuida e organiza a manutenção do seu automóvel, computadores de bordo dentro dos veículos que monitoram sua performance no volante – nada disso existia há dez anos, vinte, ou sabe-se lá quando o Design de Serviços oficialmente começou a existir. E tudo isso faz parte do serviço de vendas de carros prestado por uma montadora e sua rede de concessionárias.

Com a evolução da tecnologia nos últimos anos e com a existência de serviços cada vez mais “digitais”, as empresas prestadoras de serviços perceberam que deveriam começar a abraçar a tecnologia caso não quisessem ser passadas para trás. E nesse sentido, o Service Design começou a esbarrar na área de atuação doUser Experience Design e do Interaction Design.

E qual a diferença entre Service Design e User Experience Design?

O Design de Serviços (Service Design), por definição, estuda as interações entre todas as pessoas envolvidas no serviço, e não apenas o consumidor. Além disso, cuida dos processos, dos espaços, dos dispositivos onde esse serviço acontece e da experiência que a empresa deseja que os usuários tenham. O designer de serviços é o profissional que cuida disso tudo ao mesmo tempo, em tempo real, identif**ando os pontos falhos e sugerindo melhorias para eles.

Já o Design da Experiência do Usuário (UX Design) não necessariamente conta com todos esses fatores, por f**ar mais focado no Usuário (o U do UX).

Se você é um UX designer mas acaba pensando em todo o sistema e em todos os aspectos do ecossistema onde vive o serviço, você poderia também ser chamado de service designer. É aquela velha história de que talvez esteja na hora de tirar o U do UX Design. Mas uma das grandes diferenças para o Service Design é que lá você não precisa necessariamente construir a solução ou executá-la.

Vale a pena destacar também algumas semelhanças entre as duas áreas:

Serviços são desenhados pensando no consumidor que os utilizam. Claro, o Service Design procura atender muitos outros stakeholders, mas somente entendendo o que o consumidor precisa os designers conseguirão criar um serviço verdadeiramente fácil de usar e mais propenso ao sucesso. É nesse sentido que os profissionais de UX podem contribuir para o Design de Serviços, já que tentar entender o consumidor é algo que fazemos no nosso dia-a-dia.
Há quem diga que os experience designers seguem os mesmos princípios dos service designers, compartilhando também alguns processos e ferramentas. O que faz sentido, uma vez que todas essas disciplinas estão enraizadas nas mesmas diretrizes. Isso também vale para o Interaction Design e algumas outras disciplinas do Design. Cada vez mais utilizo práticas do Service Design em meu trabalho em agências de publicidade.
Visualizar sequencialmente como funciona um serviço é algo bem parecido com um fluxo de navegação de um site. Analisar cada um dos pontos de contato entre consumidor e serviço é semelhante a analisar cada uma das telas desse mesmo site. A essência é a mesma: entender o que o consumidor precisa naquele momento, qual a melhor forma de apresentar a informação para ele e o que se espera que ele faça a seguir.
Quem são os Service Designers?

São especialistas que vieram de diversas disciplinas. Designers de produto, designers gráficos, designers de interação, estrategistas, etnógrafos, gerentes de operações – entre muitas outras. Recentemente surgirem os cursos de graduação focados 100% em Service Design – mas principalmente em universidades americanas e européias.

Fora os profissionais que são oficialmente chamados de service designers, o Service Design é praticado em muitas outras áreas e empresas. Dois ótimos exemplos citados neste artigo são o dos designers gráficos que fazem projetos de sinalização para guiar os visitantes de um evento, ou o dos designers de produto que trabalham em uma empresa de elevadores e precisam aumentar a eficiência do fluxo de pessoas em um shopping.

O que fazem os Service Designers?

Resumindo ao extremo: eles criam um framework de como determinado serviço irá funcionar. É difícil citar apenas uma metodologia ou um processo, já que o que os designers de serviço mais fazem é levantar perguntas sobre o que está funcionando ou não dentro daquela experiência – e a partir daí definir qual processo será usado para corrigi-la.

Service Blueprint
Service Blueprint, um dos documentos produzidos pelos Service Designers

Quer um outro exemplo rápido? Quando você se hospeda em um hotel e a camareira limpa seu banheiro deixando a ponta do papel higiênico dobrada em forma de triângulo – aquilo também faz parte da experiência do serviço de quarto. É um pequeno feedback de que a camareira passou por lá e limpou o seu banheiro, e só vai ser percebido quando você for usá-lo novamente.

Este artigo aqui divide o processo de Design de Serviços em quatro estágios:

Estágio 1: Exploração

Envolve entender a cultura e a organização sob a perspectiva do consumidor, identif**ando qual o real problema de design que precisa ser resolvido. Depois o Service Design utiliza vários processos diferentes na hora de entender a etnografia do público, visualizar os resultados que a pesquisa encontrou e fazer com que os problemas e as oportunidades daquele serviço se tornem mais tangíveis para poderem ser, depois, solucionadas.

Estágio 2: Criação

Depois de definido o problema, vem a parte de gerar ideias e conceitos para aquele serviço. É a “fase dos post-its”, onde as ideias são anotadas, realocadas, descartadas, reconstruídas e modif**adas umas dezenas de vezes. Usa-se muito o post-it porque ele agiliza bastante os fluxos de iteração. É importante que, nessa fase, o maior número de pessoas que sabe algo sobre o serviço seja envolvido no processo – incluindo consumidores, stakeholders e funcionários da empresa.

Post-its

Estágio 3: Reflexão

“What’s challenging about service design—as opposed to digital or product design, for example—is prototyping a service experience and all of its nuances effectively.”

Os conceitos que surgiram na fase 2 e sobreviveram ao processo de “seleção natural” são agora desenvolvidos com mais calma – e muitas vezes prototipados para que possam ser testados. É a etapa dos rabiscos, protótipos de papel, protótipos funcionais e te**es. Nesse ponto do trabalho as ideias não são mais apenas textuais; é preciso que todas as pessoas envolvidas no serviço consigam visualizar como a nova ideia funcionará. Muitas técnicas de teatro são utilizadas nesse passo: roteiros, role-playing, cenários e tudo o mais que for possível utilizar para reconstruir um caso de uso do serviço com o máximo de fidelidade.

Estágio 4: Implementação

Implementar uma ideia de Service Design não signif**a necessariamente criar uma aplicação/ferramenta/interface/roteiro, mas sim entender quais mudanças gerenciais são precisas para que o novo serviço seja operacionalizado. É nessa etapa que a visualização do serviço deve ser mais clara possível, para que todas as pessoas que o implementarão consigam entender com facilidade o antes e o depois do redesign.

Quais ferramentas eles usam?


Nos estágios iniciais de pesquisa, as ferramentas são bem parecidas com as de um User Experience Designer, já que o objetivo é entender quem é o consumidor, o que ele pensa sobre determinado serviço e qual é o mapeamento da experiência do usuário no estágio atual do serviço – caso ele já exista. Personas, consumer journey maps, entrevistas, elaboração de cenários de uso, entre outros.

A diferença é que a parte digital da experiência é apenas uma das etapas da interação entre o consumidor e a empresa.

O designer de serviços se preocupa com todos os pontos de contato entre consumidor e empresa: o roteiro da ligação que você recebe do call-center do seu plano de saúde, o uniforme que o atendente da loja de pacotes turísticos veste, o lugar onde você apoia os braços para esperar ser atendido naquele restaurante fast-food que você adora em segredo, o número de etapas de um procedimento estético cirúrgico, o tempo médio de espera ao telefonar para sua operadora de celular e a música que você ouve enquanto essa espera acontece.

Como mencionado anteriormente, eles também utilizam algumas técnicas teatrais para entender ou demonstrar como o serviço funcionará. Fazer com que o funcionário passe pela mesma experiência que seu cliente é uma boa tática para começar a disseminar o design thinking por dentro da empresa prestadora do serviço. E também para que, mais para frente, essas mesmas pessoas aceitem com mais facilidade as sugestões de melhorias que você propõe a elas.

Você pode não saber o que é Design de Serviços, mas certamente já experimentou o que ele pode provocar quando aplicado ou, não em uma prestação de serviços enquanto consumidor. Entenda um pouco mais.

Nômades digitais’Linkedin - 02/08/2015‘Nômades digitais’ trocam rotina por vida de viagens e trabalho onlinePor Ligia Ag...
05/08/2015

Nômades digitais’
Linkedin - 02/08/2015
‘Nômades digitais’ trocam rotina por vida de viagens e trabalho online

Por Ligia Agylar

Em busca de mais liberdade na vida pessoal e na profissional, uma nova geração de autônomos e de empreendedores escolhe viajar pelo mundo e morar temporariamente em outros países enquanto trabalha remotamente por meio da internet

ARQUIVO PESSOAL

Débora e Felipe viajam pela Europa com os dois cachorros enquanto trabalham
O casal de publicitários Débora Corrano e Felipe Pacheco, ambos com 25 anos, deixou o emprego em uma agência para trabalhar como autônomos e buscar mais qualidade de vida, mas acabaram presos a uma rotina de longas horas no trânsito ao se deslocar entre um cliente e outro. A solução foi trabalhar de casa e realizar reuniões por ferramentas de teleconferência como o Skype. “Tudo começou a ser feito na esfera digital e percebemos que não faria diferença trabalhar da nossa casa em Santana (na zona norte da capital) ou de Berlim”, diz Pacheco, que decidiu levar a ideia ao pé da letra.

Junto com a namorada, Pacheco guardou dinheiro por um ano e no começo de 2014 mudou-se com mala, cuia e dois cachorros para Berlim, aderindo ao movimento conhecido como Nômades Digitais, formado por empreendedores e profissionais autônomos que uniram a vontade de viajar o mundo com um trabalho que pode ser executado remotamente por meio da internet. “É uma questão de liberdade. Você percebe que faz sentido ser nômade no momento em que enxerga que gasta 4 horas do seu dia em deslocamentos para trabalhar em algo que talvez você não goste tanto”, diz Débora, da casa onde atualmente vive com Pacheco e os dois cachorros em Córdoba, na Espanha.

Depois de nove meses em Berlim, o casal passou uma temporada em Barcelona e migrou para Córdoba antes de seguir até o próximo destino: Lisboa. Os nômades vivem assim: passam uma temporada de algumas semanas ou meses em um país até migrarem para o próximo destino que oferecer uma boa conexão Wi-Fi.

ARQUIVO PESSOAL

Débora e o namorado alugam carro nos países por onde passam para viajar com os dois cachorros
Ainda não há estatísticas sobre o nomadismo digital do mundo. Um dos principais marcos do movimento é o livro Trabalhe 4 horas por semana, de Tim Ferris, publicado em 2007 e que se debruça sobre as técnicas de como trabalhar online e por menos horas.

Há também centenas de ferramentas e blogs que abordam o dia a dia da vida de nômade e dão dicas para quem deseja se unir ao movimento. Débora mantém com Pacheco o blogPequenos Monstros, que mostra a rotina de quem carrega a vida em uma mala e o emprego no laptop.

O nômade holandês Pieter Levels criou a Nomad List, que indica os melhores lugares para os nômades viverem; o site “Remote | OK”, que lista trabalhos que podem ser realizados à distância; e o canal , na ferramenta de bate-papo Slack. “A primeira coisa a fazer é descobrir como ganhar dinheiro trabalhando online”, diz Débora, que faz questão de frisar que a vida de um nômade digital não é tão fácil quanto parece. “Existe um movimento hoje que diz: ‘Largue tudo agora e vá viajar’, e nós sempre dizemos: ‘Não, não largue seu emprego agora’, faça um planejamento antes senão você f**ará perdido”, diz ela.

É o que defende também a publicitária Fernanda Neute, de 34 anos, criadora do blog Fêliz com a Vida, que tornou-se nômade digital há 2 anos por influência do namorado, o norte-americano Mark Manson.

Sharon Eve Smith

Fernanda Neute viaja com o namorado e busca lugares com boa conexão Wi-Fi, como cafés, para trabalhar como publicitária
“De 40 reuniões que eu fiz quando virei nômade, uma resultou em um cliente. Demorei quatro meses para conseguir um trabalho e ralei muito, mesmo sendo uma profissional com boa reputação e contatos no Brasil”, diz ela, que teve como primeiro destino a Tailândia e hoje está em Nova York.

O principal desafio está em convencer as empresas nacionais de que dá para confiar em alguém que está trabalhando do outro lado do mundo. Ao mesmo tempo, a rotina de nômade exige organização. “As pessoas pensam que eu fico fazendo reunião por Skype da praia. Se você quer ter uma carreira melhor, não tem essa de trabalhar 4 horas por dia e f**ar na praia”, diz.

Para os nômades digitais o principal valor não está em ter uma vida fácil ou com menos trabalho, mas um novo estilo de vida. “A tecnologia proporciona às pessoas a possibilidade de serem livres”, diz Fernanda.

Estratégia
ARQUIVO PESSOAL
Marcus Lucas toca cinco negócios pela web enquanto conhece a Tailândia
Marcus Lucas, de 31 anos, toca cinco negócios no mundo digital em meio a outros projetos individuais. A maioria é baseada na venda de livros e treinamentos sobre empreendedorismo, que garantiram recursos para ele viajar por oito países desde que se tornou nômade, em 2011. “Muitas pessoas simplesmente guardam um montante para a viagem. Sugiro criar múltiplas fontes de renda no Brasil para obter rendimentos mensais consistentes antes de viajar”, diz.

Ele recomenda ter um fundo de emergência de R$ 20 mil e uma renda mensal entre R$ 2 mil a R$ 3 mil para se manter como nômade digital, valor que também faz parte da média recomendada por outros adeptos do estilo de vida. “Em Chiang Mai (Tailândia) pagava R$ 500 de aluguel em um condomínio com piscina”, diz.

O baixo custo de vida e a facilidade de visto são os fatores que tornam a Ásia um dos destinos favoritos dos nômades digitais. “Muitas pessoas acreditam que ser nômade é não parar em nenhum lugar, o que pode ser um tanto quanto equivocado”, diz Lucas. “A grande maioria dos nômades f**a no mínimo de um a dois meses em um país para ter maior imersão na cultura e firmar laços de amizade com os locais”, diz ele, que planeja f**ar por mais um ano na Tailândia, onde mora atualmente, para aprender o idioma local e muay thai.

ARQUIVO PESSOAL

Mesa de trabalho de Fernanda Nêute durante passagem por Bali, na Indonésia
Há também quem depois de um tempo planeje estabelecer-se em um local. Fernanda quer voltar ao Brasil. “Toda vez que volto a São Paulo o meu telefone começa a tocar (com propostas de trabalho). A melhor parte de ser nômade é ter flexibilidade para estar onde é importante”, diz. “Pretendo empreender e o lugar onde preciso estar agora é São Paulo.”

Já o casal Débora e Pacheco decidiu manter um apartamento alugado em Berlim para criar uma base na Europa entre uma viagem e outra. Eles apostam que as experiências de vida farão a diferença no currículo se voltarem ao Brasil. “Temos medo de fazer tudo errado, mas quem não tem?”, questiona Pacheco.

Como vivem os nômades digitais?

MORADIA

Os nômades vivem em apartamentos alugados por temporada (como no Airbnb) ou em albergues. Viajam com visto de turismo e a maioria vai para países da Ásia, onde o custo de vida é baixo e o trânsito entre os países é mais fácil – na Europa, por exemplo, a permanência máxima para um turista sem cidadania europeia é de três meses.

DINHEIRO

Como não param em um só país, os nômades costumam manter uma conta no Brasil e pagar as despesas com cartão de crédito internacional. Cartões pré-pagos são a alternativa para saques em dinheiro e muitos recebem pagamentos de clientes via PayPal.

TELEFONE

Skype e WhatsApp são os meios de comunicação favoritos para evitar o alto custo com roaming.

SEGURO-SAÚDE

Existem planos específicos para nômades, como o World Nomads, que oferece cobertura global e seguro específico para quem pratica esportes radicais.

Empreendedorismo, liberdade, equilibrio entre vida pessoal e profisional é possível, os nômades digitais nos mostram como fazem.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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