30/03/2020
EM FOCO______________________Octavio Perelló
REDES SOCIAIS
As redes sociais se tornaram fórum de opinião, reunindo pessoas pela liberdade de se manifestar, no elogio ou na crítica. Pela instantaneidade com que passaram a servir à comunicação, expandiram-se rapidamente como novas mídias e ocuparam a função tanto de repercutir quanto de pautar as notícias. Porém, tanto sucesso não lhes garante a condição de fonte de informação confiável, que por vezes tentam protagonizar. Os riscos de distorção dos fatos e de disseminação de notícias falsas indicam a necessidade de filtros para quem as utiliza e de depuração de conteúdo por parte dos seus administradores. Isso não significa censura, mas responsabilidade com a divulgação do conteúdo. Um exemplo recente foi a decisão acertada do Twitter de retirar do ar as postagens do atual presidente do Brasil visitando o comércio da capital do país e cumprimentando o público nas ruas no ápice da pandemia do Corona Vírus, contrariando as recomendações da OMS e do próprio Ministério da Saúde. Esse isolamento de um chefe de Estado demonstra o que todos deveriam saber e respeitar: que deve haver limites para a vaidade e a irresponsabilidade até mesmo nas redes sociais.
O QUE SE DIZ POR AÍ
Metade do planeta (3,5 bilhões de pessoas) usa redes sociais, adensando as relações pessoais, repercutindo discussões de gabinetes, corredores e esquinas, rivalizando defesas e ataques. A politização se solta dos enquadramentos que a mídia tradicional tem de respeitar. A pancadaria verbal tem até suscitado queixas-crime e algumas transitam em processos judiciais. Entre grandes contribuições e depreciações, o fenômeno das redes sociais evidenciaram a ameaça de que a informação sobressaia às ferramentas do escândalo.