29/09/2026
Ixi ♻️ LIXO ZERO | A capital fluminense está entre as sete cidades do mundo escolhidas como piloto para o programa global Distritos Lixo Zero, de gestão de resíduos e redução de metano.
De acordo com o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, o Rio de Janeiro é a cidade brasileira que lidera o ranking de emissões de gases do efeito estufa no setor de resíduos.
Também fazem parte da iniciativa as cidades de George Town, Penang e Kuala Lumpur (Malásia), Santiago e Patagônia (Chile) e Kisumu (Quênia).
O programa é uma iniciativa da Fundação Zero Desperdício com o apoio da rede internacional Global Methane Hub (GMH). O objetivo é construir modelos de governança, mensuração e financiamento para gestão de resíduos, especialmente os orgânicos, nos distritos (bairros) das cidades-piloto antes da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP31), marcada para novembro, em Antalya, na Turquia.
As propostas precisam ser capazes de desviar dos aterros sanitários pelo menos 70% dos resíduos até 2030 e 90% até 2040. Com isso, as cidades emitem menos metano e diminuem a poluição no ar, com resultados positivos para o meio ambiente e a saúde das populações.
O anúncio das cidades-piloto foi feito em Nova York, nessa quinta-feira (24), durante a Semana do Clima, encontro que integra a agenda climática global das Nações Unidas.
Um exemplo é a implantação do monitoramento mensal de plumas de metano por satélite, iniciado em 2023, no Centro de Tratamento de Resíduos da Comlurb (CTR-Rio), em Seropédica, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
A iniciativa ajudou a identif**ar onde intervir no aterro para reduzir as emissões e, em colaboração com a rede GMH e a Comlurb, incorporou quase 500 poços à rede de captação de biogás em 2025, aumentando em 7,35%, em relação a 2024, o aproveitamento do metano para fins energéticos.
"O CTR-Rio é apenas um exemplo de uma estratégia que pode ser reproduzida em aterros sanitários em todo o mundo e proporcionar comunidades mais saudáveis e sustentáveis", conclui o diretor regional do GMH para a América Latina, Henrique Bezerra.
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📸 Reprodução