11/08/2026
Eles poderiam ter ficado milionários. Preferiram salvar milhões de vidas.
No início dos anos 1920, um diagnóstico de diabetes tipo 1 era quase uma sentença de morte.
Não havia insulina como tratamento. Médicos tentavam prolongar a vida dos pacientes com dietas extremamente restritivas, mas pouco podiam fazer.
Até que, em Toronto, um grupo de pesquisadores mudou a história da medicina.
Frederick Banting, Charles Best e James Collip, com o apoio de John Macleod, trabalharam no desenvolvimento e purificação da insulina.
Em janeiro de 1922, Leonard Thompson, um adolescente de apenas 14 anos gravemente doente, tornou-se um dos primeiros seres humanos a receber o tratamento.
Funcionou.
Pela primeira vez, uma doença que quase inevitavelmente levava crianças e jovens à morte poderia ser controlada.
Mas talvez a parte mais bonita dessa história tenha acontecido depois.
A descoberta tinha um potencial comercial gigantesco.
Eles poderiam tentar controlar a patente e construir uma enorme fortuna.
Escolheram outro caminho.
Em 1923, Banting, Best e Collip transferiram seus direitos da patente para a Universidade de Toronto por 1 dólar cada.
Três dólares ao todo.
A ideia era simples e poderosa: uma descoberta capaz de salvar tantas vidas não deveria servir para enriquecer algumas poucas pessoas.
Naquele mesmo ano, Banting e Macleod receberam o Nobel de Medicina.