21/07/2020
O artigo abaixo tem como objetivo não ser uma verdade imutável, ele é a opinião de uma gestão, é a visão e a busca corporativa pela qual a empresa está aplicando tempo e desenvolvendo mudanças, não só dentro das nossas paredes, mas atuando.
Somos uma empresa de consultoria com foco financeiro, contábil e organizacional, analisamos números, geramos relatórios e estatísticas, mas nunca esquecemos que por trás da responsabilidade sobre aqueles números existem pessoas, famílias e todo um legado que decidimos apoiar quando assinamos o contrato com você cliente!
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ESPAÇO DA MULHER E DO HOMEM NA GESTÃO CORPORTATIVA:
Por que estou escrevendo sobre esse tema? Sou heterossexual, homem, exerço um cargo de nível superior em uma indústria multinacional, empresário, estudei em um colégio elitista e passei no vestibular para uma faculdade pública, o que me qualifica para escrever sobre o tema? NÃO SER CEGO!
O fato de negligenciarmos o que não nos afeta, não nos torna menos culpados ou ultrajantes diante dos problemas e da inata ignorância sobre o óbvio, por mais que eu me exemplifique. Tenho 38 anos e nas dez empresas pelas quais passei, nove foram multinacionais e sete mulheres ocupavam cargos de gestão diretamente superiores a mim, porém, nessas dez, somente em uma havia uma mulher ocupando cargo de direção, e por coincidência era uma indústria de cosméticos, isso em nada deprecia o talento e a capacidade dela, mas talvez agregue relevância pelo nicho, seria apenas mais um ponto de coesão nessa estatística.
O intelecto e a capacidade de gestão não estão associados a um gênero e sim à qualificação, como podemos ignorar quem nos antecedeu, como uma gradação citamos Sören Kierkegaard, Sartre, Simone de Beauvoir referenciando e se colocando sobre o existencialismo e a ética e assim mesmo deixamos de enxergar o senso comum que suas obras instituíram.
Historicamente, temos mudanças na sociedade, mesmo que mudanças horizontais, através de revoltas, de sanções, de revoluções e essas, infelizmente, não são construídas com diálogos. A posição da mulher precisa ser revista e a ela atribuído destaque, minhas colocações não têm cunho feminista, mas sim, para evitar um contrassenso, precisamos tornar comum o olhar respeitador por outro ser humano, tornar igual o patamar que os gêneros ocupam, deixar de oprimir pela força, pelo assédio e/ou pela violência, pois a premissa que ainda falta é a do respeito.
A trajetória da taxa de atividade feminina no Brasil revela um aumento da atuação das mulheres de 15 e 64 anos de idade entre 2001 e 2005, quando passou de 58 para 63%, permanecendo estável daí em diante. Já os homens mantiveram sua atividade praticamente no mesmo patamar nesse período, em torno de 85%, de modo que ainda prossegue uma diferença na presença por gênero. Logo, a participação feminina brasileira apresentou uma evolução positiva tanto no cenário internacional quanto internamente. Persiste, todavia, um grande diferencial entre as taxas de segundo gênero que pode estar sinalizando que ainda existe uma subutilização laboral das mulheres. Adicionalmente, quando o universo de análise é Brasil metropolitano, as mulheres cônjuges já representam quase metade da força de trabalho feminina, enquanto as chefes equivalem a 1/5 da População Economicamente Ativa.
O preconceito está em todo lugar, de toda forma e se apresenta inclusive em algumas mulheres que, doutrinadas, se enxergam menores e gratas por conseguirem chegar até ali, quando em suas mentes ainda fazem suas segregações do que é um dever do homem, seja em uma relação ou em uma atribuição física, ainda terá ali um grilhão mantendo-a sobre o poder do seu maior algoz, ela mesma. Os conceitos sociais estão sendo combatidos, porém os anseios e os medos precisam ser enfrentados e ter o coro aumentado contra a submissão velada existente.
A BCX não apoia a servidão ou a divisão de gêneros, temos como nossa diretriz não nos omitir diante de abusos ou preconceitos, somos proativos e buscamos, entre nosso quadro de colaboradores, disseminar ideias positivas e que estimulem a inclusão. Mudar pensamentos e desconstruir dogmas requer o trabalho de mais de uma geração, porém, se não seguirmos tentando, nada mudará!