18/05/2026
Brasil brilha em Cannes, mas ainda sem incentivo federal de produção
Por Steve Solot
O Brasil adora celebrar sua força criativa e se orgulha de seu talento, de suas locações deslumbrantes, de seus estúdios em crescimento, de seus profissionais técnicos e de seu enorme mercado interno. Basta ver o impressionante “show” apresentado este ano no Festival de Cannes por Rio Filme, Spcine, Embratur e Ministério da Cultura. Ainda assim, uma pergunta desconfortável continua a assombrar o setor:
Se o Brasil reúne tantas vantagens, por que tantas produções internacionais continuam escolhendo Colômbia, Espanha, Portugal, República Dominicana, Tailândia e tantos outros países?
A resposta tem se tornado cada vez mais difícil — e cada vez mais constrangedora — de ignorar. O Brasil tenta competir em uma corrida global correndo “com apenas um sapato”.
O mundo mudou drasticamente. Os incentivos à produção audiovisual deixaram de ser políticas culturais opcionais e se tornaram instrumentos estratégicos de desenvolvimento econômico. Os países disputam agressivamente investimentos em cinema e televisão porque entenderam uma realidade básica: o audiovisual não é apenas cultura — é geração de empregos, turismo, desenvolvimento de infraestrutura, exportações, inovação, projeção internacional e “big business”.
No entanto, o Brasil ainda não dispõe de um incentivo nacional de produção capaz de atrair, de forma contínua, projetos internacionais.
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https://revistadecinema.com.br/2026/05/brasil-brilha-em-cannes-mas-ainda-sem-incentivo-federal-de-producao/