02/09/2026
“A inteligência está se tornando gratuita e infinitamente disponível.”
Li esta afirmação durante uma pesquisa de livros — ela está na descrição do site — e me gerou um certo “incômodo” pensar em como estamos, literalmente, terceirizando a construção da nossa própria inteligência para a IA.
Pesquisando conceitos sobre inteligência, temos:
“Capacidade de entender ideias complexas, adaptar-se ao ambiente, aprender com a experiência e superar obstáculos por meio do pensamento.”
“Capacidade mental geral que envolve raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata e aprender rapidamente.”
Lendo essas descrições, temos em comum o raciocínio e abstração, a capacidade de aprender e a adaptação ao ambiente. Acho que a grande pergunta que precisamos nos fazer é como estão nossas habilidades em relação a essas descrições. De fato, a IA tem todas essas habilidades... e nós? Quando você terceiriza seu racional totalmente para a IA, o que te sobra?
Existem tipos de inteligência que a IA não domina, apenas simula: a inteligência emocional, a social, a relacional e a intuitiva. E nessas vejo que também estamos, infelizmente, perdendo o jogo. A IA pode simular a forma da conexão — o acolhimento, a resposta no tom certo — mas o que ela não tem é a capacidade de criar conexão real e genuína, aquela que exige risco, reciprocidade e vulnerabilidade entre duas pessoas. Quando você não exercita essas inteligências, por estar cada vez mais envolvido com as máquinas e menos com pessoas e experiências, elas também acabam por não serem desenvolvidas.
Por isso, desenvolver a habilidade de conviver é importante para trabalhar essas inteligências também. Você anda desenvolvendo as suas ou se escondo entre máquinas e telas? 😉