Caio Lemos Psicanalista especializado em Relacionamentos amorosos e sexualidade. Ajudo a vivenciar relações mais saudáveis e uma sexualidade mais prazerosa e conectada.

Tem gente que termina uma relação, mas continua vivendo dentro dela o dia inteiro. Pensando no que poderia ter dito. No ...
08/09/2026

Tem gente que termina uma relação, mas continua vivendo dentro dela o dia inteiro. Pensando no que poderia ter dito. No que o outro está sentindo. Se ainda existe amor. Se vai voltar. Se deveria mandar mensagem. Se algum dia vai encontrar alguém de novo. E, sem perceber, vai gastando uma quantidade enorme de energia tentando encontrar respostas para perguntas que ainda não podem ser respondidas.

Eu entendo essa necessidade. Quando alguma coisa importante f**a incerta, a mente tenta transformar pensamento em controle. Ela acredita que, se pensar mais um pouco, revisar mais uma conversa, imaginar mais um cenário, talvez consiga finalmente encontrar uma saída.

Mas existe um momento em que pensar deixa de organizar e começa a consumir. Você não encontra uma resposta. Encontra outra pergunta. E talvez uma parte importante da cura seja perceber que nem toda incerteza precisa ser resolvida hoje.

Você pode não saber se ele vai voltar. Pode não saber se essa relação ainda tem futuro. Pode não saber quando a saudade vai diminuir. Pode não saber quem você vai amar depois disso. E ainda assim tomar café.
Trabalhar. Encontrar alguém querido. Cuidar do seu corpo. Dar uma volta. Rir de alguma bobagem. Dormir um pouco melhor esta noite.

Porque a vida não precisa f**ar em espera enquanto o futuro não responde. Às vezes, a paz não chega quando finalmente descobrimos o que vai acontecer.
Ela começa quando conseguimos dizer:
“Eu ainda não sei. E por hoje, não preciso saber.” Existe muita vida possível entre a pergunta e a resposta. 🥰

Caio

30/08/2026

Foram horas acompanhando a Lud, vendo de perto uma força que eu conhecia nela, mas que naquele dia ganhou outra dimensão.

Eu queria ajudar. Queria aliviar. Queria resolver. E talvez uma das coisas mais difíceis para quem ama seja descobrir que existem momentos em que você não consegue tirar a dor de quem está ao seu lado. Você só pode f**ar. Segurar a mão. Respirar junto. Fazer carinho. Dizer “eu estou aqui” de todas as formas possíveis.

E ali veio outro aprendizado bonito: nem sempre mudar o caminho signif**a que alguma coisa deu errado. Às vezes, amar também é saber abandonar o roteiro que imaginamos para acolher o caminho que a vida está pedindo.

E então veio aquele chorinho. Depois de tantas horas pensando, tentando ajudar, esperando e sentindo tantas coisas ao mesmo tempo, por alguns segundos, tudo ficou absurdamente simples.

Ela estava aqui. Ayla chegou. E talvez essa tenha sido minha maior percepção daquele dia: a gente passa boa parte da vida tentando controlar como as coisas deveriam acontecer, até viver um daqueles momentos que nos lembram que o essencial nunca esteve no controle.

Estava naquela sala. Na Lud. Na Ayla. Naquela mão que eu não queria soltar. E na sensação difícil de explicar de olhar para as duas e pensar: “É isso. É aqui que eu quero estar.” ❤️

12/07/2026

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São Gonçalo, RJ

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