16/08/2026
Hoje comemoramos o Dia da Gestante!
Nesta foto, eu estava com 5 meses de gestação 🌸. Vivendo a calmaria, o planejamento e a doce espera de ver a minha barriga crescer. O que eu não sabia é que, apenas um mês depois, aos 6 meses, a vida mudaria drasticamente e a minha filha chegaria ao mundo antes da hora. Ser mãe de UTI e vivenciar a prematuridade extrema ressignif**a tudo o que sabemos sobre o amor e o cuidado. O colo que deveria ser o útero vira o berço aquecido. O toque é sutil, monitorado por aparelhos. O instinto materno se desdobra em uma vigília constante, onde cada grama ganha e cada respiração sem ajuda são vitais. O cuidado de uma mãe de prematuro vai muito além do afeto: é um trabalho de sobrevivência, resiliência e entrega absoluta. Mas o amor materno não pode lutar sozinho. Falar de prematuridade é também falar de direitos e políticas públicas de saúde. Mães de bebês prematuros precisam de suporte real: desde o acesso a UTIs neonatais humanizadas e equipadas pelo SUS, até a garantia de uma licença-maternidade estendida que respeite o tempo de internação do bebê, conforme a Decisão do STF na ADI 6327. Cuidar de quem cuida é um dever do Estado. Que o meu registro de 5 meses sirva para lembrar que a gestação é linda, mas a rede de apoio institucional e governamental precisa ser forte o suficiente para acolher os imprevistos da vida. 💜