16/10/2017
O Pensador Nordestino
Em nossas andanças, como bons colecionadores de souvenirs, minha família e eu, deparamo-nos com uma modesta loja de artes na cidade do Prado-BA, e mal sabíamos o tesouro que encontraríamos ali. De forma singela, nos encontrávamos apreciando de um lado, uma arte sustentável, que trabalhava com reciclagem de metais, construindo belas obras que retratam cenas e objetos do dia a dia, e do outro, pinturas com traçados suaves, de muito bom gosto e precisão. Não que eu seja um expert em arte, longe disso, bem longe disso, mas uma obra específica me chamara atenção, e me despertara o interesse não pelo seu aspecto artístico, pois como já disse, estou mais para um ignorante do que para um expert, contudo em seu significado, quando o seu autor me explicara um pouco sobre alguns acontecimentos recentes em sua vida, e que dava todo sentido não apenas ao trabalho dele, mas também a um dos trabalhos que desenvolvo, o Coaching para alcance de resultados.
O Pensador Nordestino, assim denominado pelo seu criador Elias Diprado, eis que chamá-lo-ei de João (pela simbologia de ser um nome muito comum e retratar a realidade de muitas pessoas) se encontra desamparado, pensando no que fazer de sua vida, buscando uma solução para resolução de problemas e angústias financeiras, e encontra-se impossibilitado de enxergar o que há em sua volta, uma vez que ele se encontra no meio do nada e sentando em uma gigantesca pepita de ouro.
Em nossa vida pessoal e profissional, não digo vidas, pois acredito veementemente que estas estejam conectadas como uma só, não podendo ser separada uma da outra; estamos cercados por dificuldades e angústias, e facilmente encontramo-nos na zona de PROBLEMAS (Zona P), pensando apenas em sua existência, e impossibilitando a visualização de um big picture (cenário), que possibilite a sua resolução.
Assim como João, estamos cheio de recursos internos ou externos, que podem amenizar ou até resolver as nossas maiores angústias, entretanto, pela facilidade de escorregarmos e cairmos nesta “Zona P”, talvez por vitimismo ou simplesmente por comodidade, haja vista que reclamar sempre é mais fácil do que fazer algo para mudar o status quo (a situação atual), nos sabotamos colocando uma “viseira de burro”, que nos impede enxergar os caminhos e aquilo que está ao nosso redor como recurso para as mudanças que tanto almejamos.
Levante e veja se você não está sentado em cima de sua pepita.