22/07/2023
O endividamento das famílias brasileiras, que registrou patamar recorde em 2022, está diminuindo, de acordo com os últimos dados do Banco Central do Brasil. Em fevereiro deste ano, a relação entre o valor das dívidas das famílias com o SFN (Sistema Financeiro Nacional) e a renda acumulada por elas nos últimos 12 meses foi de 48,6%. Em julho do ano passado, chegou a 50%, mas tem caído desde então.
Por outro lado, o comprometimento da renda das famílias com dívidas aumentou de janeiro de 2022 para fevereiro deste ano, saindo de 26,6% para 27,4%, ainda segundo o Banco Central. Sobre a inadimplência da pessoa física no crédito livre, ela vem crescendo ao longo dos meses, tendo atingido 6,2% em março deste ano. Todos esses dados são os mais recentes divulgados pelo BC.
A desaceleração da inflação e a resiliência do mercado de trabalho estão entre os fatores apontados como positivos para o arrefecimento do endividamento das famílias. Embora tenha havido aumento do comprometimento da renda com dívidas, ele se mantém abaixo de 30%, porcentagem máxima recomendada. A educação financeira tem contribuído para a melhor gestão do orçamento, incluindo a contratação mais inteligente ou racional de crédito, com observância das melhores práticas.