16/09/2022
Nas últimas décadas, a população mundial vivenciou diversas mudanças sociais e econômicas que causaram profundos impactos no perfil alimentar de todas as pessoas - a esse conjunto de transformações na dieta e na saúde dá-se o nome de transição nutricional.
A transição nutricional tem como característica principal o aumento da presença de alguns tipos de alimentos e nutrientes na alimentação, como por exemplo, açúcares, gorduras e alimentos refinados, além de uma acentuada redução no consumo de fibras e de carboidratos complexos - esse cenário está diretamente relacionado com o aumento no risco de sobrepeso, obesidade e doenças cardiovasculares.
Falando especificamente sobre o Brasil, uma das características marcantes desse processo é a tendência atual à obesidade, que é comprovada pelos dados que mostram a redução na taxa de desnutridos e aumento da prevalência de excesso de peso na população brasileira.
Como era de se esperar, o aumento do consumo de alimentos poucos nutritivos e altamente energético (ex.: ultraprocessados), e a redução nos índices de atividade física são os principais fatores que contribuem para o aumento do excesso de peso no Brasil.
Além disso, dados do IBGE apontam que a ingestão de frutas, legumes e verduras se encontra abaixo do nível ideal, independentemente da situação econômica da região estudada
Ou seja, a alimentação dos brasileiros é ruim e pobre em termos nutricionais, o que só contribui para o aumento e desenvolvimento de doenças!
E o que fazer para mudar isso?
Desembalar menos e descascar mais, ou seja, abandonar definitivamente o consumo de alimentos ultraprocessados, cheios de gorduras e açúcares, e priorizar o consumo de alimentos com alto valor nutricional, como os grãos integrais, frutas, verduras, legumes, proteínas magras e boas fontes de carboidratos.
Agora, cabe a você pensar e refletir sobre como está a sua alimentação. 😉