02/08/2026
Assisti ao vídeo de um cachorro robô da Unitree e, por alguns minutos, fiquei imaginando como será o mundo daqui a dez anos
Ele corre, salta, muda de direção em segundos e reage ao ambiente com uma velocidade impossível para qualquer ser humano. A primeira reação é pensar que estamos perigosamente perto dos filmes de ficção científ**a
Mas, depois, me dei conta de uma coisa
Talvez o robô não seja a parte mais interessante dessa história
A humanidade sempre teve medo da próxima grande tecnologia
Já tivemos medo do arado, das máquinas, da eletricidade, das linhas de produção e da internet. Em todas essas épocas, havia quem acreditasse que o futuro seria um desastre
Agora chegou a vez da Inteligência Artificial
Será que o medo está nas máquinas... ou na nossa dificuldade de imaginar um mundo diferente daquele em que crescemos?
É curioso pensar que a IA tem menos de quatro anos de vida e já influencia decisões, cria imagens, escreve textos, programa sistemas e aprende em uma velocidade que nunca vimos antes
Enquanto isso, nós continuamos fazendo o que sempre fizemos diante do desconhecido:
tentando prever o pior.
Talvez esse medo seja inevitável. Talvez ele até seja necessário.
Porque, no fim, não é a tecnologia que decide como o futuro será.
Somos nós.
Pelo menos por enquanto.
E você… Quando pensa no futuro da Inteligência Artificial, sente mais curiosidade ou mais medo?