20/08/2026
Wedgwood entendeu que, para sair da disputa comum, não bastava produzir mais uma peça de cerâmica. Era preciso mudar o contexto. Associar o produto a prestígio, desejo e pertencimento. Quando conquistou o direito de usar a chancela “Queen’s Ware”, ele não estava apenas vendendo louça. Estava reposicionando aquilo que produzia.
E isso vale para qualquer negócio.
Se o mercado enxerga você como commodity, a conversa inevitavelmente termina em preço. Mas quando existe posicionamento, narrativa, experiência e autoridade, o cliente deixa de comparar apenas números.
Preço é facilmente comparável. Valor percebido, não.
Muitos empresários tentam resolver queda de vendas oferecendo desconto, quando talvez o problema esteja muito antes disso: na forma como o mercado enxerga aquilo que a empresa faz.
A pergunta não é apenas: “Meu produto é bom?”
A pergunta é: “Eu construí um contexto que faz o mercado compreender por que ele vale o que vale?”
Porque quem não governa a própria percepção de valor acaba deixando o mercado defini-la.
E no seu negócio: você está competindo por preço ou construindo posicionamento?