01/04/2024
A maternidade não me transformou, mas me resgatou.
Eu tive medo de me tornar outra pessoa depois do nascimento do Theo. Eu gostava de quem era e não queria uma nova versão ou transformação, como muitas mulheres me disseram que iria acontecer.
Mas a maternidade veio para me resgatar, não para me transformar.
Me resgatar da minha dureza, que já não me emocionava com coisas simples da vida.
Me resgatar do meu egoísmo, que achava que as minhas necessidades estavam sempre em primeiro lugar.
Me resgatar do meu anseio por controle, que planejava cada detalhe e fazia de tudo para seguir o plano à risca.
Me resgatar da minha insensibilidade, que achava que as pessoas faziam muito “mimimi” e que a vida era muito mais direta e objetiva.
Me resgatar da dedicação extrema ao trabalho, que agarrava projetos grandes sem nem saber como daria conta.
A maternidade me resgatou.
Trouxe de volta uma Eli que há muitos anos eu não encontrava.
Uma Eli que entende mais do que nunca que o mais importante da vida não está nos números que você alcança, mas sim nas pessoas que você alcança.
Uma Eli que deseja impactar a vida das pessoas, mas sabe que antes de fazer isso para o mundo precisa fazer isso para a sua própria família.
Uma Eli que entende que por mais planos que eu faça, no final as coisas irão acontecer como têm que acontecer e não como eu gostaria que fossem.
Uma Eli que agora, finalmente, entende o amor que Deus tem por mim.
A maternidade não me transformou, mas me resgatou e segue me resgatando todos os dias.