10/01/2019
Quem não se comunica, se trumbica.
08/01/2019
Como o velho guerreiro falava ainda na década dos anos 1960, a comunicação é uma das chaves que definem o sucesso ou o fracasso de uma pessoa. Eu que cheguei em 1969 pela primeira vez no Brasil onde atualmente é conhecido como Pier Mauá do Porto Maravilha, sei muito bem disso. Naquele dia eu só sabia contar de um a dez. Onze e doze eu ainda não sabia.
Quem gosta de animais sabe que a linguagem não é a exclusividade de ser humano, Homo Sapiens. Porém os estudiosos afirmam que o uso de língua com a gramática é exclusivo do humano. As baleias, os outros primatas, por exemplo, possuem as palavras, mas não formam frases mais complexas (ainda). Podemos dizer que o uso da linguagem mais complexa é uma condição humana.
A linguagem seja ela escrita, falada, gestual, de expressão facial ou qualquer outro meio, é a ferramenta para a comunicação. Se não servir para comunicar, não é linguagem. Eu diria até que se não comunicar, um ser humano perde a grande parte da condição humana.
Agora vamos analisar como usamos a língua.
1. O primeiro indivíduo, o emissor, tem algo na sua mente que quer transmitir. Ele converte esse algo em sinais usando uma linguagem (escrita, falada, gestual, de expressão facial ou qualquer outra). Ou ele “traduziu” esse algo em sinais. Para tanto ele usou algum tipo de tradutor ou dicionário que tem na cabeça dele, o resultado do aprendizado ao longo da sua vida. Ou podemos dizer que o emissor fez a codificação usando o dicionário exclusivo dele e enviou os sinais codificados.
2. O sinal enviado é recebido pelo outro indivíduo, receptor. O receptor coverte esses sinais em ideia, opinião, sentimento, fato, etc. na sua cabeça. Podemos dizer que o receptor decodificou os sinais em algo em seu cérebro. Para essa conversão é usada outro tradutor ou dicionário que o receptor tem exclusivamente.
3. Notem que o tradutor ou o dicionário que o emissor tem nem sempre é igual ao tradutor ou o dicionário que o receptor tem. Aliás, à via da regra, elas são diferentes. Afinal eles são indivíduos literalmente com experiências e aprendizados diferentes entre si.
4. Assim, quando a transmissão é feita pelo primeiro indivíduo para o segundo, o que o receptor entendeu da transmissão pode ser diferente do que o emissor pretendeu a passar.
5. Ainda podemos ter os ruídos ou as deficiências na transmissão que atrapalham a compreensão na recepção.
Eu recomendo que vocês já estejam preparados que nesse tipo de transmissão unilateral o conteúdo recebido muitas vezes ser diferente do conteúdo da emissão.
Na comunicação face a face ou num diálogo, o que há é você, o emissor percebe pela tom ou timbre da voz, gestual, de expressão facial, etc. do receptor se há algo errado na comunicação.
Num texto, numa mensagem enviada, o emissor em geral não conta com as linguagens colaterais do receptor que informam sobre a percepção no receptor.
Então o que fazer? Eu recomendo:
• Emissor: Pede que o receptor informe o que ele entendeu.
• Receptor: Resuma o que entendeu do emissor.
Alguns chamam isto de FEEDBACK.
Quando um monólogo for convertido em diálogo, o discurso se transformar numa conversa, o risco do receptor entender coisa diferente do que o emissor pretendeu cai muito.
Mas mesmo assim, lembrem-se, a comunicação sempre é sujeita ao erro de interpretação pela individualidade inerente entre as pessoas.
Se a comunicação pretendida for de massa, convém verificar o entendimento através da pesquisa de opinião ou de satisfação pela amostragem ou total. Ao menos procurem saber a reação (as linguagens colaterais) do público.
Quanto ao meio de comunicação, prefira aquele que pode ser revisto, reproduzido. Oral se perde fácil, exceto quando for gravado. Facial ou gestual pode não ser percebido. Na linguagem não formal, a variação entre indivíduos pode se muito grande causando erros de interpretação.
Assim, desde que as escritas forem inventadas o ser humano tem dado a preferência nesse canal de comunicação.
Eu acho que o sucesso da WhatsApp se deve ao fato de nele é simples usar o formato que pode ser lido ou escutado novamente.