12/05/2025
Em 2010, eu tomei uma decisão improvável.
Estava no quinto ano da faculdade de Direito — não por vocação, mas por inércia.
Faltava pouco pra “terminar”. Mas sabe o que faltava muito mais? Sentido.
Eu escolhi recomeçar.
Sem diploma, sem aplausos — mas com uma convicção que ninguém entendia, só eu.
Fui pra Enfermagem.
E não era só uma troca de curso. Era uma virada de vida.
Ali eu entendi o que era estar onde eu deveria.
Cuidar de gente. De verdade. Com presença, com toque, com pensamento clínico afiado e um coração inteiro.
Me tornei enfermeira obstetra.
Desde então, venho cuidando de gestantes, bebês, mães, famílias — e também cuidando de outras profissionais.
Hoje, fora do hospital, sigo atendendo de forma particular, com autonomia e propósito.
Junto com minha sócia, a enfermeira Mariana Capel, formamos profissionais da saúde que querem se tornar consultoras de amamentação de verdade.
Sem romantismo. Sem fórmulas prontas.
Com conteúdo, experiência e seriedade.
Ser enfermeira, pra mim, é entender que o cuidado não se limita a um plantão.
É presença ativa.
É raciocínio clínico, sensibilidade e coragem.
Nesse 12 de maio, eu celebro a escolha que mudou tudo.
E celebro também cada enfermeira que, como eu, carrega no peito a ciência, a prática e o instinto de fazer a diferença.
Feliz Dia da Enfermeira.
A gente não só cuida.
A gente transforma.