29/04/2020
O Fundo Emergências Econômicas, criado para socorrer financeiramente empreendedores das periferias brasileiras, atingiu 80% da sua meta de captação de R$ 1 milhão em menos de um mês. “Até meados de maio devemos finalizar essa primeira rodada. Por ser emergencial, trata-se de um fundo ‘vivo’. À medida que vamos captando já vamos selecionando empreendedores nas nossas redes para fazer o acompanhamento”, diz Fernanda Ribeiro, da Afrobusiness, uma das seis organizações que formam a coalização Éditodos, idealizadora do fundo.
Essas pessoas precisam de ajuda imediatamente, não há tempo a perder. Levantamento feito pelas organizações da coalização na semana passada indicava que 59% dos empreendedores da rede estavam parados sem faturar. “Temos muitos negócios que são da área de economia criativa, alimentação, eventos, temos artistas, músicos, empreendedores de moda, são setores que estão parados”, diz Fernanda.
A maioria deles está sem suporte do governo que limitou o auxílio emergencial a microempreendedores com rendimentos tributáveis anuais de até R$ 28.559,70. “A gente percebeu que precisava apoiar esses empreendedores na base da economia, muitos não estão dentro da faixa que vai receber o auxílio emergencial do governo, porque faturavam um pouco mais.
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