15/08/2024
Embora já existam alguns projetos de prefeituras em que os resíduos sólidos urbanos são incinerados ou reciclados, grande parte do lixo ainda tem sua disposição no solo como prática mais comum. Diferentemente dos lixões, nos aterros sanitários existe uma preparação de solo para que não haja contaminação do lençol freático e áreas ao entorno. Obtém-se um monitoramento do ar para verificar as emissões de gases dos resíduos enterrados e que estão se decompondo. Os aterros são ambientes favoráveis para o crescimento de bactérias, principalmente as anaeróbias, que são responsáveis pela produção do biogás por meio de decomposição da matéria orgânica.
Os aterros sanitários são ambientes favoráveis para o crescimento de bactérias, principalmente as anaeróbias, que são responsáveis pela produção do biogás por meio de decomposição da matéria orgânica. O biogás é composto por dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) e para que esses gases não sejam eliminados na atmosfera sem tratamento, influenciando no aquecimento global, o biogás pode ser captado e aproveitado energeticamente ou ser incinerado em altas temperaturas, transformando-o em um gás com um potencial menor de poluição. Assim, os aterros que fazem todo esse processo estão aptos a transformarem a queima do metano em créditos de carbono.
No país, alguns municípios já utilizam essa iniciativa. A exemplo disso, citamos a Prefeitura de São Paulo que no ano de 2007, leiloou mais de 800 mil créditos de carbono ao preço mínimo de 12,79 euros por tonelada. Todos os créditos vieram do controle de metano do aterro dos Bandeirantes. A Prefeitura de Manaus também desenvolve um projeto desde 2008, realizando a queima limpa de GEE. Por mês são eliminadas 40 mil toneladas de biogás, gerando créditos de carbono ao município.
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