08/09/2016
Nesse setor nada é fácil, embora a minha amiga e super repórter Karen Fuchs, que nos oferece uma dose seleta e assertiva dessa bela matéria, “Um Nó Chamado Saúde Suplementar”, Revista Cobertura, Edição 117 Agosto 2016, pág. 20 e 22, nos remete a no mínimo pensar que todos somos responsáveis nessa cadeia chamada “Saúde Suplementar”.
Na minha “humilde” opinião, todos os beneficiários deveriam ser informados diretamente de seus gastos, sinistralidade da carteira e a sua posição em relação aos gastos e tratamentos propostos pelos referenciados da operadora, e ainda ao final de cada atendimento, seja esse atendimento uma simples consulta de rotina, um exame complexo ou mesmo uma cirurgia complexa, ele deveria receber um e-mail, sms, whatsapp, ou ainda uma telefonema da operadora, para ser informado do que fez e avaliar esse atendimento. Bem, sabemos que nada é fácil, como bem relata a Dra. Fuchs, nessa pesquisa com personalidades ímpares de nosso setor, que buscam o melhor para os beneficiários, mas principalmente para o mutualismo da carteira. O acumulo de reservas por meio dos pagamentos realizados pelos clientes de operadoras de planos de saúde suplementar, individuais ou empresariais, são de vital importância para a perenidade do setor, e esta reserva esta comprometida de forma absoluta com as obrigações existentes e reguladas pela ANS, são elas as evolução tecnológica, novos procedimentos, que devem ser acertadamente provisionadas para não comprometer os direitos de quem já os conquistou, porque a forma usada para explicar deve ser assertiva e clara lá na ponta, pelo corretor, seus prepostos ou vendedores, o que implica em educação continuada e treinamentos de reciclagens quase que instantâneos a essas mudanças e novos procedimentos, visando fortalecer do setor e as relações assertivas com seus distribuidores diretos ou indiretos. O consumidor deve entender que sua liberdade é norteada em contrato, e que a qualquer momento ele pode deixar de contribuir saindo do sistema com prévio aviso, e se optar por trocar de operadora dentro do prazo determinado, desde que não haja uma preexistência, terá suas carências reduzidas ou mesmo isentas, para que possa ter seus direitos preservados nesse mesmo sistema, mesmo que inicialmente utilize reservas existentes de outros beneficiários, e para que isso fique claro por parte do beneficiário ele deve compreender que a operadora não pode simplesmente deixar de arcar com as despesas que incorreram de atendimentos anteriores, desse mesmo cliente e muito menos deixar de ser solidaria nas relações de atendimentos passados. O médico, que tem um papel chave entre o beneficiário e a operadora, deve entender que não adianta sugerir uma cobertura experimental ou por meio de medicamentos e te**es e ou ainda não previstos no rol da agência, porque isso levará a uma judicialização desnecessária e perigosa, inclusive para o cliente, porque as operadoras devem inclusive ser justas com todos os clientes que continuam pagando e ira buscar meios de defesa para ressarcir - devolver - o dinheiro ao sistema, e o juiz que autorizou, está simplesmente repassando a resolução do problema para outro magistrado resolver, e esse poderá ter uma interpretação diferente da inicial, o que fará com que, quem se beneficiou nesse caso o cliente, possa após a resolução de seu problema de saúde, ter de arcar com todas as despesas adiantadas pela seguradora conforme judicialização imposta, como também com despesas inesperadas, porque simplesmente a solução - coberturas adversas - não fazia parte desse rol autorizado pelo órgão regulador.
Esso é o verdadeiro nó entre as responsabilidades cruzadas do Governo Federal e sua Agência Reguladora, a ANS, entre as operadoras de planos de saúde suplementar - olha o adjetivo suplementar - e complementar, a evolução tecnológica e sua cadeia de distribuição, os corretores de seguros habilitados e os aventureiros de plantão que não consegue manter sua perenidade e apenas indisciplinam as relações nesse mercado vendendo promessas e muitas vezes, até sumindo dessa relação.
Síntese geral e tentativa de fundi-los, esse é o desafio, mas sempre pode ser minimizado quando cada um conhece o seu real papel.
“Uma formiga que ajuda na lida para colher alimentos para seu grupo no verão, poderá não sobrevier ao inverno quando ele chegar, mas nem por isso deixara de se comprometer com a sua parte.”
O SUS que por sua vez deveria pensar em devolver o beneficio de seguridade, que não é e nunca foi social, uma vez que todos pagamos uma alta carga tributária e nem sempre gozamos de um retorno justo, não deve pautar suas obrigações com as reservas da saúde suplementar, porque os clientes desse sistema, não podem ser reembolsados, quando arcam com uma despesa particular que não é prevista no rol da agência, e nem imaginam que essa seria a judicialização educadora do sistema, o que faria com que muitos governantes se atentassem a suas obrigações. Sempre disse que o SUS é um grande corrente do setor privado, mas infelizmente não é capaz de entender isso.
REVISTA COBERTURA - Edição 177