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Para uma Melhor Decisão de ConsumoTomar decisões é realmente algo muito importante, envolve responsabilidade e pode ser ...
03/12/2024

Para uma Melhor Decisão de Consumo

Tomar decisões é realmente algo muito importante, envolve responsabilidade e pode ser às vezes muito complicado dependendo da situação.
Ainda mais se referindo ao ato de consumir, ou seja, como indivíduos, temos que escolher entre consumir no presente ou no futuro (decisão intertemporal de consumo – formulada por Irving Fisher).
Os últimos posts informaram que a decisão de consumo pode ser baseada em vários fatores, tais como: a restrição orçamentária, as preferências, a escolha, a utilidade, a demanda e a busca pelo excedente (do consumidor).
Contudo, pode acontecer situações em que a pessoa pode consumir mais do que o esperado ou o desejado. E isso pode acarretar em desequilíbrio econômico e financeiro (tanto individualmente quanto familiar) futuramente.
Conforme Luttwak (2009), o consumismo ou o consumo exagerado sem equilíbrio pode ocasionar o surgimento de um montante considerável e até elevado de dividas, o qual torna-se muito difícil de pagar. E posteriormente pode também impactar em outras áreas da vida de um indivíduo, levando a transtornos e doenças emocionais, como: ansiedade, depressão, bem como a pessoa tirar a própria vida.
Além da escolha racional, também existem escolhas que não são racionais do ponto de vista econômico, isto é, fogem do processo de escolha normal, mas que em muitos casos a economia comportamental explica e fornece a base para esse tipo de decisão. Entretanto, isto não será descrito neste post.

Por isso, aprender e entender mais sobre a decisão de consumir, além de ser inteligente, pode (e deve) envolver um planejamento. Isso vai facilitar a vida e até evitar problemas e prejuízos no futuro.
Conforme a teoria tradicional de microeconomia, o indivíduo pode começar na prática tentando consumir dentro de sua possibilidade econômica (financeira), ou seja, não consumir mais do que sua renda (esta considerada como a restrição orçamentária). E se for possível poupar no mínimo 10% no início, isto já seria uma ação que poderia influenciar em seu futuro (pensando na questão da escolha intertemporal de consumo).
Pensar sobre qual tipo de bem para consumir (normal, inferior, luxo e bem de Giffen) também impactará em um bom planejamento econômico familiar e doméstico.
Além disso, usar os efeitos de renda e de substituição auxiliará o consumidor diante dos cenários econômicos adversos e incomuns conforme variar a conjuntura.
O efeito renda consiste no evento econômico de variação do consumo devida à alteração do poder aquisitivo (isto é, a variação da renda diante do cenário de preços relativos dos bens permanecerem constantes).
O efeito substituição pode ocorrer o cenário em que há variação dos preços dos bens e assim indica como a demanda varia, de forma que a cesta de bens ainda pode ser comprada.
O sinal do efeito substituição é sempre negativo, pois há a troca de consumo entre os bens para manter o consumo original (da cesta de bens).
Entretanto, o sinal do efeito renda pode ser positivo ou negativo (visto que a renda pode aumentar ou diminuir – além do fato que os impostos também incidem sobre a renda). Lembrar sempre que deve ser considerado como indispensável observar a renda líquida (após a incidência dos impostos).
Portanto, o efeito final no consumo será a soma dos efeitos renda e substituição.
Sempre tentar proteger o seu dinheiro da taxa de inflação, evitando o poder de corrosão e de perda de compra, diversificando pelos variados tipos de ativos (moeda manual e depósitos a vista, aplicações financeiras de curto prazo e de longo prazo). Geralmente, manter o dinheiro em moeda corrente somente para uso (consumo) imediato. O restante poderá ser investido em aplicações que tenham um rendimento superior à taxa de inflação corrente e futura (prevista).
E, por último, lembrar-se de usar o dinheiro conforme a necessidade. Os motivos de precaução e de especulação decorrem em mais tempo do que a transação (ato de troca).
Além disso, realocar parte da renda para o pagamento de dívidas é essencial para poder se ter um maior consumo futuro. Lembrando que o ato de pagar dívidas faz reduzir o consumo atual.
Consumir adequadamente envolve a utilização de se considerar a satisfação, bem como a saciedade. Esta significa o ponto de consumo ótimo, onde ocorre a maximização da utilidade (ou seja, não há outra cesta de consumo que pode ser melhor que ela).
Lembrando que o consumo de modo inapropriado de um bem poderá causar males à saúde do próprio indivíduo. Tenha cuidado e controle para que não ocorra isso.
Portanto, o consumidor que se pautar dessas dicas da microeconomia poderá atingir um melhor benefício (não só a nível econômico), mas também deverá equilibrar considerando a sua saúde.

Referências Bibliográficas

LUTTWAK, Edward. Turbocapitalismo: Perdedores e Ganhadores na Economia Globalizada. São Paulo: Editora Nova Alexandria, 2001.
VARIAN, H. R. Microeconomia: Princípios Básicos. 2ª ed. (trad.). Rio de Janeiro: Campus, 1994.

No primeiro post desse tema ambiental que ganhou muita visibilidade nas últimas décadas, falamos um pouco sobre algumas ...
09/07/2023

No primeiro post desse tema ambiental que ganhou muita visibilidade nas últimas décadas, falamos um pouco sobre algumas soluções que poderiam ser implantadas nas empresas para que o custo de suas atividades e a poluição causada ao meio ambiente fosse minimizada, ocasionando menos externalidades negativas para a sociedade como um todo.
Neste post, será descrito sobre a política ambiental, que normalmente as autoridades superiores (ou seja, o governo) estabelecem e impõem para que a sociedade e as empresas possam causar o menor prejuízo ao meio ambiente (a natureza, os ecossistemas, a biodiversidade, a fauna e a flora). E também o que as empresas podem fazer utilizando os instrumentos dessa política.
Note que não devemos olhar, pensar e encarar isso de uma maneira negativa, mas sempre como uma oportunidade de fazermos o nosso melhor, cuidando do planeta e do meio onde vivemos, lembrando que quanto menos poluímos e as empresas poluírem é melhor para todos.
Fazendo um “gancho” com o parágrafo anterior, há um grande debate entre o nível de produção e a atitude de preservação do meio ambiente, de modo que a questão da sustentabilidade é muito importante para a manutenção e a preservação das gerações posteriores.
A política ambiental consiste em um “conjunto de metas e instrumentos que visam reduzir os impactos negativos da ação antrópica” (aquelas resultantes da ação humana sobre o meio ambiente). E se baseia em metas e instrumentos, em fundamentação teórica e também prevê penalidades para quem não cumprem as normas estabelecidas.
A política ambiental é necessária para induzir ou forçar os agentes econômicos a adotarem posturas e procedimentos menos agressivos ao meio ambiente, ou seja, a reduzir a quantidade de poluentes lançados no ambiente e minimizar a depleção dos recursos naturais.
E possui 3 tipos de instrumentos: instrumentos de comando e de controle, instrumentos econômicos e instrumentos de comunicação.
Os instrumentos de comando e de controle são aqueles que visam o controle direto sobre os que emitem poluentes.
Já os instrumentos econômicos possuem o objetivo de visar a internalização das externalidades negativas ou de custos, os quais não seriam incorridos normalmente pelo poluidor ou usuário dos recursos ambientais.
E, por fim, os instrumentos de comunicação, os quais são utilizados para a conscientização e a informação da população e também dos agentes poluidores sobre diversos temas ambientais. E tentar promover atitudes preventivas e o conhecimento através do ensino sobre danos ambientais, mercados ambientais e tecnologias menos agressivas ao meio ambiente.
Como instrumentos de comando e controle, podem ter: a utilização de filtros, a fixação de cotas para extração de recursos naturais (madeira, pesca e minérios) e a concessão de licenças de funcionamento de fábricas, além da obrigatoriedade de substituição de fontes energéticas (por exemplo: lenha ou carvão por unidade hidrelétrica).
Isso pode ser fiscalizado de forma contínua e efetiva pelos órgãos reguladores, que visam o controle dos danos ambientais. Lembrando que os órgãos reguladores estabelecem uma série de normas, controles, procedimentos, padrões e penalidades.
Enquanto que os instrumentos econômicos podem ser: possibilitar a utilização de tecnologias menos intensivas em bens e serviços ambientais com o incentivo de redução de despesas fiscais devido à provável redução de carga poluente; atuar na emissão de certificados de poluição, de maneira que os agentes possam utilizar os bens ambientais e com isso, também garantir os recursos para pagamento dos incentivos e prêmios ou capacitar os órgãos ambientais, gerando receitas através de taxas, tarifas ou na própria emissão dos certificados e, por último, considerar as diferenças de custo de controle entre os agentes e alocar de forma mais eficiente os recursos econômicos à disposição da sociedade, permitindo que aqueles com custos menores tenham incentivos para expandir as ações de controle.
Todos estes instrumentos de política ambiental são relevantes para a sociedade como um todo, de forma a tentar promover uma redução do dano e da poluição ambiental, fazendo com que ações sejam tomadas e haja uma maior prevenção e conhecimento por parte das empresas e das pessoas também.
Sendo assim, no próximo post, ainda neste tema ambiental, vamos ver e saber um pouco mais sobre as técnicas de valoração ambiental.
Um grande abraço e caso a sua empresa necessite de alguma consultoria e mentoria nessa área ambiental, não deixe de nos procurar.

30/05/2023
Minimização de CustosNeste post, será discorrido sobre a minimização dos custos, a qual conduzirá o empresário e a empre...
18/05/2023

Minimização de Custos
Neste post, será discorrido sobre a minimização dos custos, a qual conduzirá o empresário e a empresa para alcançar um nível dado de produto, além de escolher o melhor produto mais lucrativo dentro do leque de produtos vendidos. Isso também serve para serviços.
A minimização dos custos também é um dos problemas que são muito discutidos no ambiente acadêmico, dentro da microeconomia. E tão importante quanto o processo de maximização de lucro e para as empresas.
Na microeconomia tradicional, os custos dependem dos insumos e também do nível de produção da empresa.
A produção da empresa depende de sua função baseada nos bens, mercadorias ou serviços que ela oferta, bem como do tipo de tecnologia que ela utiliza. Essa tecnologia pode ter retornos de escala constantes, crescentes ou decrescentes.
E nisso o empresário juntamente com os demais departamentos da empresa (caso tiver) deve planejar, organizar e se pautar.
Os retornos constantes de escala faz com que a empresa produza mais de acordo com a quantidade utilizada de insumo, ou seja, se a empresa dobra a quantidade de insumos, ela produzirá o dobro.
Os retornos decrescentes de escala proporcionarão gastos a mais, isto é, se a empresa dobrar a produção fará com que a mesma utilize mais do que o dobro da quantidade de insumos (ou seja, os custos serão maiores do que o dobro da produção).
Já os retornos crescentes da escala propõem o oposto: se a firma dobrar a quantidade de insumos, ela conseguirá obter uma produção maior do que o dobro, desde que os preços dos fatores permaneçam fixos.
Observar também que a função de custo médio se refere ao custo por unidade de produzir y unidades de produção, levando sempre em consideração a tecnologia disponível.
Se a tecnologia de produção possuir retornos constantes de escala, o custo unitário de produção será constante.
Caso a tecnologia de produção possuir retornos decrescentes de escala, os custos médios irão crescer à medida que o produto aumente.
Já se a tecnologia de produção possuir retornos crescentes de escala, os custos médios decrescerão à medida que a produção aumente.
E lembre-se disso, caro (a) empresário (a) que para que com o aumento em escala da produção da sua firma (ou empresa), os custos médios acabarão reduzindo e os retornos serão decrescentes, mas isso até atingir o ponto mínimo, e sempre observando os custos marginais de produção.
No próximo post, será falado mais sobre os demais custos, bem como o comportamento dos mesmos no curto e no longo prazos, os quais são fundamentais para o planejamento, desenvolvimento, evolução e sobrevivência da empresa.

Abraços.

Referências Bibliográficas

VARIAN, H. R. Microeconomia: Princípios Básicos. 2ª ed. (trad.). Rio de Janeiro: Campus, 1994.

Neste post, será discorrido sobre a maximização do lucro, a qual é baseada em um modelo econômico, consistindo em um pro...
04/05/2023

Neste post, será discorrido sobre a maximização do lucro, a qual é baseada em um modelo econômico, consistindo em um processo que uma empresa deve escolher a quantidade para produzir e o método de produção empregado.
A maximização de lucro é um dos problemas mais discutidos no ambiente interno das empresas. E ainda na mentalidade empresarial se refere a uma das metas de curto prazo que deveria ser mais atingida, ainda mais que o processo de criação de valor, visto que trata-se também quanto a sobrevivência da mesma.
Na microeconomia tradicional, os lucros são o resultado da diferença entre as receitas e os custos.
As receitas podem ser administradas de acordo com a quantidade produzida de produtos e/ou mercadorias e/ou serviços. Variam também com a escala e a elasticidade, além do preço de venda dos mesmos.
Os custos de empresas geralmente são divididos em duas partes: fixos e variáveis, embora na economia ainda tenha outro tipo, que é os quase fixos.
Lembrando que os custos econômicos são medidos a preços de mercado, e não conforme preços históricos, visto que estes são utilizados pela contabilidade.
Os lucros também devem ser medidos como valores presentes, de forma a poder representar o valor da firma (exceto o intangível) que os empresários esperam obter.
Importante também considerar que nos custos, alguns fatores de produção são fixos no curto prazo, mas podem ser variáveis no longo prazo. Sempre se atentar quanto a isso.
E lembre-se disso, caro (a) empresário (a) que o aumento em escala da produção da sua firma (ou empresa) vale apenas se observar o impacto que causará no lucro (econômico) e se sua produção terá demanda por parte dos consumidores, tanto no curto quanto no longo prazo (nesse caso, deverá observar e analisar no mercado de atuação a elasticidade do produto da empresa e a incerteza futura).
Vimos que nem sempre uma maior receita ou uma maior escala promove o aumento do lucro. Pode ocorrer isso, mexendo apenas na estrutura dos insumos (ou custos), que será o tema a ser descrito no próximo post.
No próximo post, será falado mais sobre os custos e a minimização deles, e como isso também é muito importante para a empresa, de modo que ela tenha uma melhor noção, um melhor planejamento e direcionamento, além de uma melhor eficiência.

Abraços.

Referências Bibliográficas
VARIAN, H. R. Microeconomia: Princípios Básicos. 2ª ed. (trad.). Rio de Janeiro: Campus, 1994.

25/01/2023

A importância de uma árvore numa única foto!🌱🌳
Fonte: Auto sustentável

24/01/2023

Mãe Natureza

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