28/08/2025
De box braids a nagô, as tranças não se limitam a um modelo de negócio, são também uma poderosa expressão de autoestima e valorização da beleza ancestral da história negra. A mineira de Poços de Caldas, Vanessa dos Santos Adão, de 24 anos, atua profissionalmente como trancista desde 2017, mas conta que a habilidade de trançar fios crespos e cacheados surgiu ainda na infância, quando cuidava dos próprios cabelos e dos fios da irmã caçula.
Na última semana, a empreendedora ganhou destaque nas redes sociais após compartilhar um vídeo em seu Instagram que já ultrapassa 1,3 milhão de visualizações. No conteúdo, ela relata sua participação em uma batalha de tranças em Belo Horizonte, onde teve a oportunidade de criar um penteado em formato de árvore em uma modelo, uma homenagem às raízes africanas desse saber ancestral. Em entrevista a PEGN, Vanessa compartilhou detalhes da sua trajetória, dos bastidores do evento e da força que sustenta seu negócio.
Vanessa já trançava desde a infância. Antes mesmo de se tornar trancista profissional, gostava de fazer penteados em si mesma e na irmã mais nova para irem à escola. No entanto, ela conta que, naquela época, as tranças surgiram como uma forma de esconder os fios crespos — alvo constante de racismo, a jovem sentia a necessidade de disfarçar seu cabelo para se proteger.
Com o tempo, ao trançar os cabelos de familiares, começou a ser abordada nas ruas por pessoas curiosas, perguntando quem havia feito seus penteados.
Até que, aos 13 anos, uma conhecida decidiu presentear a filha com tranças de aniversário e pediu que Vanessa fizesse o trabalho. Foi assim que, ainda inexperiente e recebendo apenas R$ 50, ela fez sua primeira trança profissional — o início de uma trajetória que, mais tarde, se tornaria um negócio de impacto e autoestima.
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