25/05/2026
Você securitizaria a dívida de um trabalhador com o salário zerado?
Antes de responder, deixa eu te contar um causo… 👀
Desde março de 2025, o governo lançou o Crédito do Trabalhador, o consignado privado para CLT.
O trabalhador pode usar até 10% do FGTS e 100% da multa rescisória como garantia, com desconto direto na folha.
Em 12 meses, esse crédito saltou de R$ 41 bi para mais de R$ 100 bi, um crescimento de 142%. 📈
E como caso prático, trago o Assaí Atacadista.
Um a cada quatro trabalhadores, cerca de 22 mil pessoas, terminou abril com o salário zerado porque os descontos consumiram tudo.
E adivinha quem está de olho nessa operação?
As securitizadoras.
Muitas já querem securitizar essas carteiras de consignado.
Tecnicamente é possível.
Financeiramente é atrativo.
Mas antes, deixa eu te perguntar: qual é a razão social da sua securitizadora?
E não estou falando do nome no estatuto social.
Estou falando da razão de ser social dela.
Quando se pensa só no ganho rápido, só se olha o spread, um problema social é deixado de lado: trabalhadores endividados, holerites zerados, famílias quebradas e empresas perdendo produtividade. ⚠️
E aqui tem um ponto que poucos param pra pensar: a empresa empregadora é o principal cliente da securitizadora, pois é dela que vêm os recebíveis.
Quando o trabalhador adoece financeiramente, a produtividade cai, a rotatividade sobe e a empresa enfraquece.
Ou seja, no afã de ganhar de um lado, está se minando justamente o cliente que sustenta a atividade do outro.
A securitizadora não vive fora da economia, muito pelo contrário.
O mercado de recebíveis é um dos grandes motores do crescimento econômico do país.
Então, voltando à pergunta inicial: você securitizaria?