31/08/2026
Durante muito tempo, falar de advocacia significou, principalmente, falar sobre o que fazer quando o problema já estava posto.
Mas existe uma dimensão do Direito que me interessa especialmente: aquela que participa das decisões capazes de definir o destino de uma empresa, de um patrimônio e, muitas vezes, de uma geração.
Ao longo do último ano, foi a esse campo que dediquei grande parte da minha atuação nos bastidores. Ao lado de famílias empresárias, passei a concentrar meu trabalho nas estruturas que sustentam patrimônio, poder, continuidade e legado.
Isso passa por governança e sucessão familiar, organização das estruturas societárias e patrimoniais. Contratos que não apenas formalizam relações, mas estabelecem regras, responsabilidades e segurança para decisões relevantes.
E também pela proteção de marcas, reputação e ativos intangíveis que, embora nem sempre apareçam no balanço, carregam parte significativa do valor e da história de uma empresa.
No centro de tudo isso existe uma questão maior: como uma geração administra bem aquilo que recebeu ou construiu e cria condições para que esse valor atravesse o tempo?
É nisso que tenho trabalhado.
E, a partir de agora, é também sobre isso que este perfil passa a tratar exclusivamente.
Há um princípio em Provérbios que traduz bem essa visão: “com sabedoria se edifica a casa, e com entendimento ela se estabelece.”
Provérbios 24:3
Perpetuar não significa simplesmente transferir bens. Significa organizar relações, preparar pessoas, estabelecer critérios e dar estrutura àquilo que deverá continuar quando as circunstâncias mudarem.
Esta nova fase será dedicada a estruturar as decisões que protegem o patrimônio, organizam a sucessão e sustentam a continuidade de famílias empresárias.