01/09/2021
Quem não quer ser capa da Vogue?!
Foi assim que comemoramos o primeiro ano do Ruella. O meu irmão e então marido da minha sócia e cunhada, certo, , assim mesmo, história de família, nos conhecemos quando eles voltaram da França para meu casamento.
Ele empreendedor e agitador cultural, emplacou a gente nessa...na capa do encarte especial da Vogue Brasil de 1997.
E lá contamos a nossa epopeia, buffet na casa da minha mãe, entrega de sobremesas em restaurantes, nossa breve, mas célebre, passagem no Bar Flamingo (tem um post anterior); que despertou a curiosidade de um dos sócios , que já era do ramo, e viu nessa irreverente e talentosa dupla uma oportunidade - "Eu invisto em vocês, não querem abrir um restaurante"?
Na mesma hora saímos a busca de ponto, conceito, planos, ideias, referências, riscos e rabiscos...fizemos todo projeto. Faltava um sócio investidor ainda e lá foi , meu eterno entusiasta e marido na época, buscar o quarto mosqueteiro. chegou mesmo como D'Artagnan, do mercado financeiro, veio para embarcar nesta aventura investindo no projeto. Tudo era inovação: o bairro fora do circuito jardins, o que era uma super novidade, o formato de atendimento com jovens atendentes, a figura da hostess que não era usual ainda, a música alta, trilhas inusitadas, a luz baixa, a decoração diferente com a sala de estar, fomos precursoras do lounge, sem saber... queríamos um lugar para receber os amigos como são recebidos em casa para um drink antes do jantar, na sala com sofá, e o lounge foi um grande sucesso. "Ahhh se esse lounge falasse rsrs..." As cadeiras todas diferentes vieram dos brique - braques debaixo da ponte na Av São João, mix de, o que podíamos pagar, com fazer diferente, assim como, os objetos de decoração trazidos de casa, garimpados nas feirinhas. Queríamos que tudo fosse único, inédito ou tivesse uma história para contar.
A ideia era ter um restaurante Francês moderno, diferente do que tinha então na cidade, os grandes chefs franceses, pomposos. Éramos jovens, queríamos uma cozinha francesa descomplicada e acessível, por isso Ruella, uma brincadeira com ruelle, em português pra facilitar inspirada na viela lateral. Eu publicitária, já fazia branding, naming...rs
Achamos o ponto, uma surpresa porque quando entramos, olhando da rua, achamos que era um imóvel pequenino na frente, quando abrimos, aquele pé direito alto, era uma oficina de motos de três andares.. Mas eramos inocentemente destemidas e já que estávamos lá, fomos com toda nossa sorte de principiante.
Em alguns meses estávamos de portas abertas. Com a colaboração de muitas mãos, agradeço a todos que colaboraram com nosso sonhos e construíram com a gente essa historia: o Gean que veio desde o Flamingo e foi nosso braço direito, e seguiu anos com a Dahoui. E os muitos talentos, arquiteta e da Aroeira, sala , afresco , logotipo do , uniforme do Marcelo Sommer, pães do então francês recém chegado ao Brasil , coluna paladar , colunista social, , o primeiro restaurante a gente nunca esquece.
Quanta história.. que time... quem lembrar mais conta aqui!!