15/05/2026
Mas no fim, quem são "eles"?
Muitas vezes, quando olhamos para essa frase, pensamos logo nas pressões externas, nas pessoas ao nosso redor ou em uma sociedade que exige que estejamos sempre bem. Mas, olhando um pouquinho mais de perto, "eles" também podem ser os nossos próprios fantasmas internos: a dúvida, o medo, a insegurança, a vergonha, a ansiedade e a culpa.
Quantas vezes você já engoliu o choro, guardou um incômodo para si ou fingiu que estava tudo bem só para não "dar trabalho" ou por medo de não ser compreendido?
O problema é que o silêncio não apaga o que sentimos. Pelo contrário, o que o coração esconde, o corpo e a mente costumam gritar em forma de sintoma, seja através daquela ansiedade que aperta o peito ou de um esgotamento que parece não ter fim.
O pai da psicanálise, Sigmund Freud, já nos alertava sobre isso com uma sabedoria cirúrgica: "As emoções não expressas nunca morrem. Elas são enterradas vivas e saem das piores formas mais tarde."
Falar sobre as nossas dores, colocar em palavras o que nos machuca, é o primeiro e mais potente passo para a resolução de qualquer conflito — seja com o outro ou com nós mesmos. A palavra tem poder de cura. Quando damos nome ao que sentimos, tiramos o peso do monstro que criamos na nossa cabeça.
Se o peito estiver muito apertado e as palavras difíceis de saírem sozinhas, lembre-se de que a psicoterapia é um espaço seguro, livre de julgamentos e feito justamente para dar voz ao que você guardou por tanto tempo.
Pense nisso! 🩷