20/11/2025
Hoje é 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
E, antes de qualquer coisa, é um dia para escutar, reconhecer e agir.
O Brasil que a gente vive foi construído por mãos negras.
Mas é o mesmo Brasil onde a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado, onde mulheres negras são as que mais sofrem violência doméstica, feminicídio, desemprego e falta de acesso à saúde. E isso não são “opiniões”. São dados. São vidas.
Por isso, quando falamos de diversidade, justiça racial e equidade de gênero, não estamos falando de “temas”.
Estamos falando de dignidade. De humanidade. De futuro. E existe um ponto fundamental aqui: pessoas brancas têm, sim, a responsabilidade de reconhecer o racismo estrutural, isso não é apropriação, é consciência política.
Como mulher, sei que desigualdade de gênero pesa. Mas, como mulher branca, sei que o peso do racismo é outro, e não é meu.
E é exatamente por isso que reconhecer, apoiar e agir faz parte da minha responsabilidade.
O feminismo que eu acredito é o que entende raça, classe, território e cuidado.
É o feminismo que sabe que não existe igualdade possível enquanto mulheres negras seguirem sendo as mais atingidas em todos os indicadores de violência e desigualdade.
Hoje, mais do que celebrar, é dia de honrar a trajetória, reconhecer a injustiça e lembrar que consciência não é data é prática diária, é responsabilidade compartilhada, é compromisso com um país que só respira por causa da resistência negra.
Consciência é movimento. E movimento exige coragem.