22/07/2026
O varejo brasileiro não está competindo só com preço.
Está competindo contra estruturas de custo completamente diferentes.
O avanço de 116% nas encomendas internacionais após o fim da taxa das blusinhas escancara isso: não é uma questão de apetite de consumo. É assimetria competitiva.
Na análise de Ana Paula Tozzi, CEO da AGR Consultores, as plataformas internacionais já vinham ganhando escala, reduzindo prazos, ampliando sortimento e usando tecnologia para personalizar ofertas. A redução da tributação apenas acelerou um movimento que já estava em curso.
O varejo nacional não ficou parado — investiu em logística, dados, automação e integração entre canais. Mas há um teto para essa eficiência: quando a carga tributária, os custos regulatórios e a complexidade operacional pesam de forma desigual entre quem vende de dentro e quem vende de fora, otimizar processo interno resolve só parte da conta.
Cortar custo não vai decidir essa disputa.
Quem vencer vai ser quem transformar presença física, conhecimento do consumidor, entrega rápida e relacionamento em vantagem real — coisa que plataforma nenhuma replica só com escala.
E na sua operação, o que pesa mais hoje: o preço da concorrência ou a estrutura por trás dele?
Matéria completa no O Globo:
https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/18/compras-em-e-commerces-internacionais-mais-que-dobram-apos-fim-da-taxa-das-blusinhas.ghtml