24/06/2025
Você ouve o seu público? Parece fácil de responder, né? Mas não é, quer ver?
Pense em todas as suas interações sociais, em casa, no trabalho, no bar com amigos, com parceiros, numa reunião, no teatro, no cinema, com crianças, autoridades, com subordinados.
Agora responda: quantas vezes você para e reflete sobre o que acabou de ouvir/ver antes de responder? O quanto você compreende o que o outro disse ou o que uma obra de arte te conta?
O crítico e historiador argentino Jorge Dubatti, autor do livro Filosofia do teatro, criou em 2001 a Escola de Espectadores de Buenos Aires para dividir e compartilhar com o público ferramentas de teoria, história e análise do teatro ampliando o olhar do espectador e fomentando o prazer no ato de ir ao teatro. Ele diz que é importante “não dizer ao público o que nós pensamos, mas escutar o que eles pensam”.
Sem escuta não há comunicação, há apenas a emissão de palavras, conceitos, imagens. Em tempos de difusão de informações em tempo real, precisamos refletir sobre a qualidade e a capacidade de transformar ideias em uma comunicação que convide o outro, que inclua, que permita contrapontos.
Se você respondeu 1 e 2 às perguntas do feed, é hora de começar a escutar melhor. Siga a máxima do escritor Rubem Alves e pratique a escuta longa e silenciosa que gere uma comunicação eficiente e saudável – mesmo com discordâncias.
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