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De Thomas Logan Ritchie.                             "Você quer que eu faço (sic)?"Em pleno acordo com o texto (de Getúl...
07/06/2021

De Thomas Logan Ritchie. "Você quer que eu faço (sic)?"

Em pleno acordo com o texto (de Getúlio Valls) que segue. O empobrecimento da linguagem certamente inibe e limita a capacidade de exprimir idéias, pensamentos, sentimentos, sensações, descrições, narrativas e, por conseguinte, cerceia o desenvolvimento da inteligência. A língua pátria (o vernáculo) é o veículo pelo qual herdamos o legado cultural do nosso passado e, não fosse ela gradualmente erodida e empobrecida, seria por ela que transmitiríamos esse legado às gerações futuras. Não por acaso, (em nome do "progresso" e da "inclusão") os reformadores da sociedade visam ao vernáculo como alvo dileto de suas investidas. O que vale é "passar o recado", "a norma culta não passa de um instrumento de preconceito, exclusão e opressão das elites dominantes" costumam dizer. Astutamente, descobriram que o declínio da linguagem e o olvido das tradições é o caminho mais rápido para a revolução que tanto almejam.

Antes de chegar ao texto, alguns pontos e observações:

1. Quanto ao título "Você que que eu faço?", ouvi muito essa omissão do subjuntivo por meu pai, um estrangeiro, cuja língua materna (o inglês) perdera (ao longo dos séculos) o subjuntivo. Hoje, é muito comum ouvir brasileiros fazendo exatamente essa omissão.

2. "Façamos (e não fazemos) com que nossos filhos...."
É curioso (e sintomático) que o próprio autor desse brilhante texto se esqueça, ele mesmo, do subjuntivo.

3. O português é a única língua viva (que eu conheça) que ainda preserva o futuro do subjuntivo, o tempo das suposições, dos ideais, das quimeras, em sua forma falada. Puder (poder), puser (por), quiser (querer), for (ir, ser), vier (vir), vir (ver) nos tornam únicos (os lusófonos) no planeta Terra. Quisera eu, não perdêssemos a capacidade e o dom de exprimir quimeras.

Ao texto do Getúlio Valls, enfim!

“O QI médio da população mundial, que sempre aumentou desde o pós-guerra até o final dos anos 90, diminuiu nos últimos vinte anos ...
É a inversão do efeito Flynn. Parece que o nível de inteligência medido pelos te**es diminui nos países mais desenvolvidos. Pode haver muitas causas para esse fenômeno.
Um deles pode ser o empobrecimento da linguagem.
Na verdade, vários estudos mostram a diminuição do conhecimento lexical e o empobrecimento da linguagem: não é apenas a redução do vocabulário utilizado, mas também as sutilezas linguísticas que permitem elaborar e formular pensamentos complexos.
O desaparecimento gradual dos tempos (subjuntivo, imperfeito, formas compostas do futuro, particípio passado) dá origem a um pensamento quase sempre no presente, limitado ao momento: incapaz de projeções no tempo.
A simplificação dos tutoriais, o desaparecimento das letras maiúsculas e da pontuação são exemplos de "golpes mortais" na precisão e variedade de expressão.
Apenas um exemplo: eliminar a palavra "signorina" (agora obsoleta) não significa apenas abrir mão da estética de uma palavra, mas também promover involuntariamente a ideia de que entre uma menina e uma mulher não existem fases intermediárias.
Menos palavras e menos verbos conjugados significam menos capacidade de expressar emoções e menos capacidade de processar um pensamento.
Estudos têm mostrado que parte da violência nas esferas pública e privada decorre diretamente da incapacidade de descrever as emoções em palavras.
Sem palavras para construir um argumento, o pensamento complexo torna-se impossível. Quanto mais pobre a linguagem, mais o pensamento desaparece.
A história está cheia de exemplos e muitos livros (Georges Orwell - "1984"; Ray Bradbury - "Fahrenheit 451") contam como todos os regimes totalitários sempre atrapalharam o pensamento, reduzindo o número e o significado das palavras.
Se não houver pensamentos, não há pensamentos críticos. E não há pensamento sem palavras.
Como construir um pensamento hipotético-dedutivo sem o condicional?
Como pensar o futuro sem uma conjugação com o futuro?
Como é possível captar uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, e sua duração relativa, sem uma linguagem que distinga entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que poderia ser, e o que será depois do que pode ter acontecido, realmente aconteceu?
Caros pais e professores: Fazemos com que nossos filhos, nossos alunos falem, leiam e escrevam. Ensinar e praticar o idioma em suas mais diversas formas. Mesmo que pareça complicado. Principalmente se for complicado.
Porque nesse esforço existe liberdade.
Aqueles que afirmam a necessidade de simplificar a grafia, descartar a linguagem de seus "defeitos", abolir gêneros, tempos, nuances, tudo que cria complexidade, são os verdadeiros arquitetos do empobrecimento da mente humana.

Não há liberdade sem necessidade.

Não há beleza sem o pensamento da beleza. "
(Getúlio Valls)

tags: português, línguas, idiomas, subjuntivo.

07/01/2020

ESTE ano de 2022 (não use "esse")

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03/03/2018

Concordância Nominal
Subs + Subs + Adjetivo = Plural ou Singular?

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09/06/2017

E há quem afirme que o Google Tradutor funciona!

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04/06/2017

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04/05/2017

Não use TARIFA, use PREÇO

Taxa, Tarifa (Preço Público)
Preço (Privado) e Preço Semiprivado ou
Quase-Privado1Você cobra um valor ou preço pela tradução.
Taxa, Tarifa (Preço Público)
Preço (Privado) e Preço Semiprivado ou
Quase-Privado1

TAXA, PREÇO PÚBLICO E TARIFA: DISTINÇÃO E APLICABILIDADE PRÁTICA. Rodrigo Costa Barbosa. Advogado. Salvador/BA 1- INTRODUÇÃO Uma das maiores dificuldades que se enfrenta…

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01/05/2017

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“First do no harm” is a difficult promise to keep when language barriers interfere with communication between doctors and patients. Medical translation and interpreting can break down those barriers, but quality is of the utmost importance when lives hang in the balance. These four examples of medi...

Dia do Revisor e Dia do Diagramador
29/03/2017

Dia do Revisor e Dia do Diagramador

23/03/2017

"Por tudo que" ou "Por tudo o que"?

1) Dispomos de tudo o que há de mais moderno.
2) Li tudo o que você escreveu.

No caso acima, o "o" não é artigo. É pronome demonstrativo neutro.

Jornalismo literário. Textos, imagens, áudios e vídeos sobre literatura. Portal de divulgação de crônicas, contos, ensaios, poemas, novelas, romances etc. Colaboram grandes escritores. Editor: Dílson Lages Monteiro.

18/03/2017

Item gramatical de hoje: PLURAL (?) DISTRIBUTIVO
“Nosso coração batia descompassado.” "Coração" permanece no singular, porque é o coração de cada um (as pessoas só têm um coração);
“Eles vestiram a camisa e saíram rapidamente.” "Camisa" permanece no singular, porque cada um vestiu sua própria camisa, uso individual;
“As autoridades não desmentiram nem confirmaram tal versão, limitando-se a dizer que as investigações para determinar a identidade dos mortos prosseguem.” "Indentidade" permanece no singular, pois cada morto só tem uma identidade.

Fonte: Napoleão Mendes de Almeida, Dicionário de Questões Vernáculas.

08/03/2017

Word of the day
Taxpayer = Contribuinte (não é pagador de imposto)

Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal - Unafisco Sindical

08/03/2017

Word of the day
Packing list = Romaneio (não é lista de embalagem)

A nota fiscal deve acompanhar a mercadoria desde a saída do estabelecimento até a efetiva liberação junto à Receita Federal do Brasil - RFB. Ela precisa acompanhar o produto somente no trânsito interno.

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