Salsada Cria e desenvolve elos no universo da alimentação brasileira Somos construtores de pontes entre os agentes responsáveis pela alimentação no Brasil.

O universo da alimentação contribui amplamente para a construção econômica, política, social e cultural do Brasil. Entender os interesses e deveres de todos os agentes envolvidos nessa cadeia, em um país de proporções continentais, é uma tarefa complexa. Unir tudo e todos é um desafio que se faz cada dia mais necessário para que, através do conhecimento em torno da alimentação e de um diálogo cons

tante, todos possamos usufruir harmonicamente de nossa riquíssima biodiversidade. Sejam pequenos produtores, veículos de comunicação, ONGs, patrocinadores, empresas ou governo, entendemos que todos são necessários para a evolução desse cenário. Para que a valorização de nossa história semeie um futuro mais próspero e justo. Com retorno para investidores e, principalmente, para a sociedade brasileira. Criamos e desenvolvemos elos através do fomento à educação, à autonomia, à segurança alimentar, ao desenvolvimento de produtos e marcas com impacto positivo para a cadeia e para o meio ambiente, além de trabalharmos pela promoção da diversidade cultural alimentar nacional. Atuamos através de três frentes: educação, intermediação e concepção.

Olá, tudo bom?Já faz dois anos que nós, da Salsada, estudamos o universo da alimentação com o intuito de, através da nos...
18/04/2018

Olá, tudo bom?

Já faz dois anos que nós, da Salsada, estudamos o universo da alimentação com o intuito de, através da nossa atuação, ajudar a promover esse setor tão importante para o nosso país. Entendendo o momento complexo pelo qual a alimentação vem passando, no Brasil e no mundo, criamos um curso introdutório para tratar das tensões e crises que ele enfrenta e que colocam sua sustentabilidade em jogo.

“A crise alimentar contemporânea: como viemos parar aqui?” será um curso expositivo que abordará os principais acontecimentos no universo da alimentação que influenciaram a forma como a gente produz e consome comida hoje com o intuito de capacitar seus participantes a entenderem melhor a relação com os alimentos que consomem e/ou com os quais trabalham, buscando uma reflexão sobre como ter uma atuação mais consciente e positiva no dia a dia.

Serão 3 encontros de 3 horas cada :)

Apenas 20 vagas disponíveis!

Se inscreva já: https://goo.gl/dzpR7s
Mais informações: https://goo.gl/cEPCsK

1. Vem cá, me diz uma coisa: o que signif**a sustentabilidade? Isso está escrito em todo lugar, mas nunca vejo ninguém e...
02/03/2018

1. Vem cá, me diz uma coisa: o que signif**a sustentabilidade? Isso está escrito em todo lugar, mas nunca vejo ninguém explicar o que é!

Essa é uma ótima pergunta. Sustentabilidade é uma palavra que entrou na moda, mas ninguém diz o que ela quer dizer de verdade. Ela surgiu em 1987 e apareceu pela primeira vez no Relatório Brundtland. Esse foi um documento publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na verdade, o termo usado foi "desenvolvimento sustentável".

2. O que isso quer dizer?

A definição de desenvolvimento sustentável é: um tipo de desenvolvimento que "satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades".

3. Ah, certo. E isso tem a ver com o meio ambiente?

Sim, tem relação com o meio ambiente, mas com muitos outros fatores. A economia, a política e a sociedade como um todo também entram nessa definição.

4. Economia e política? Mas o que isso tem a ver?

Está tudo relacionado! A economia determina que tipo de produto e serviço tem demanda, quanto dinheiro um tipo de produção gera, por exemplo. A política também tem muita influência. Dependendo de qual grupo está no poder pode ser mais fácil ou mais difícil aprovar leis que protejam o meio ambiente. Se os grupos ligados ao agronegócio têm muita influência, a sociedade vai ter muita dificuldade para conseguir criar restrições à derrubada de matas, por exemplo. Por isso, a ideia de desenvolvimento sustentável envolve praticamente todos os setores da sociedade.

5. Ainda não entendi exatamente como a ideia de sustentabilidade se relaciona com outras coisas que não o ambiente. Me explica?

Claro. A ideia é a de que devemos mudar comportamentos e sistemas que geram desperdício e desigualdade de uma maneira geral. Oded Grajew, presidente emérito do Instituto Ethos, resume isso de uma maneira simples: "Esgotar recursos naturais não é sustentável. Reciclar e evitar desperdícios são sustentáveis. Corrupção é insustentável. Ética é sustentável. Violência é insustentável. Paz é sustentável. Desigualdade é insustentável. Justiça social é sustentável. Baixos indicadores educacionais são insustentáveis. Educação de qualidade para todos é sustentável. Ditadura e autoritarismo são insustentáveis. Democracia é sustentável".

6. Mas a ideia de sustentabilidade não é incompatível com o crescimento econômico?

Tem gente que acha que sim, que pensa que o regime capitalista não tem espaço para esse tipo de visão. Nosso sistema de produção precisa de muitos recursos naturais, humanos e financeiros para manter as taxas de crescimento. E isso sempre teria um custo muito alto. Mas o Relatório Brundtland é otimista e diz que é possível chegar ao desenvolvimento sustentável usando, principalmente, a tecnologia.

1. Nossos pais sempre dizem pra a gente não desperdiçar comida. Isso faz alguma diferença?Faz sim. Os números a respeito...
12/12/2017

1. Nossos pais sempre dizem pra a gente não desperdiçar comida. Isso faz alguma diferença?

Faz sim. Os números a respeito do desperdício de comida no mundo são preocupantes. Um terço dos alimentos produzidos no mundo é jogado fora, 1,3 bilhão de toneladas. São US$ 750 bilhões de comida produzida que vai ao lixo. Isso equivale, em valores de mercado, a US$ 1 trilhão, ou duas vezes o PIB da Noruega. Os países ricos e pobres desperdiçam aproximadamente a mesma quantidade. Mas, como a população dos países em desenvolvimento é maior, a comida jogada no lixo por cada habitante é bastante desproporcional. Europeus e americanos desperdiçam de 95 a 115 quilos de comida por ano. Mas, por exemplo, na África Subsaariana e nas partes Sul e Sudeste da Ásia, cada habitante joga fora de seis a 11 quilos anuais.

2. A culpa é nossa, então? Não comer tudo que está no prato gera isso tudo de desperdício?

Não só nossa. O desperdício começa na produção e no transporte de alimentos. No Brasil, 10% do total jogado fora acontece na colheita. Metade se perde no transporte. Mais 30% vão embora nas centrais de abastecimento. O desperdício em casa é responsável por 10% das perdas. É assim que as coisas acontecem nos países subdesenvolvidos. Nos países ricos, grande parte da comida jogada fora (40%) está em perfeito estado de conservação e se dá por compras em excesso. As perdas durante a produção e o transporte são menores.

3. No Brasil é assim também?

É, infelizmente. Nós desperdiçamos 41 mil toneladas de alimentos por ano. Além disso, os brasileiros compram 37 kg de hortaliças e jogam mais da metade disso fora: 28 kg.

4. Quantas pessoas não têm comida no Brasil e no mundo? Esses alimentos todos seriam suficientes para alimentar a quem precisa?

No Brasil são 3,4 milhões; no mundo, 1 bilhão de pessoas. A produção mundial de alimentos poderia alimentar todas as 7,3 bilhões de pessoas que existem no mundo. Para você ter uma ideia, com apenas ¼ do que Estados Unidos e Europa jogam fora seria possível alimentar 800 milhões de pessoas. No Brasil, o alimento desperdiçado poderia alimentar a população toda do país (e ainda sobraria um pouco).

5. O desperdício de alimentos tem outros impactos no mundo?

Sim! Quando se desperdiça alimentos, estamos também jogando fora os recursos usados para produzi-los. Só a comida descartada consome 250 km3 de água e usa 1,4 bilhão de hectares, o que equivale a um terço de toda a área de plantio da Terra. 72% de toda a água do Brasil é usada na agricultura. Ou seja, desperdiçar comida é também desperdiçar água. Se fosse um país, o desperdício seria o terceiro maior poluidor do mundo, atrás de EUA e China. O custo de tudo isso chega a US$ 940 bilhões anuais (R$ 3 trilhões). A agricultura tem sua parcela de responsabilidade também na mudança climática: mais de 20% das emissões de gases responsáveis pelo aquecimento do planeta vêm dessa atividade. Ou seja, se os alimentos fossem melhor aproveitados, a emissão não seria em vão. Os lixões também contribuem para a poluição. A decomposição dos alimentos acumulados em lixões gera gás metano, muito mais poluente que o CO2.

6. O que tem sido feito para resolver isso?

Uma maneira de não desperdiçar alimentos é comprando e consumindo os alimentos "feios". Os comerciante e consumidores, geralmente, procuram vegetais "perfeitos", sem manchas, irregularidades e formatos incomuns. Esses alimentos, porém, são tão bons quanto os outros. Por serem mais difíceis de vender, acabam sendo rejeitados e desperdiçados. O projeto Fruta Imperfeita (https://goo.gl/9atcDD) vende frutas, legumes e verduras fora do padrão, por exemplo.

7. O que, além de questionar os padrões estéticos, os consumidores podem fazer?

Em primeiro lugar, é preciso repensar o consumo de alimentos. Devemos comprar só o que formos de fato consumir. Além disso, é preciso aproveitar ao máximo o que ainda pode ser ingerido. Isso vale para os consumidores e para quem vende. Alimentos também podem ser reciclados para o consumo animal, evitando que seja necessário plantar para dar de comer aos bichos.

1. O que é a monocultura? Por que ela é tão ruim? Vejo muitas críticas a esse tipo de plantação, mas não entendo muito b...
02/10/2017

1. O que é a monocultura? Por que ela é tão ruim? Vejo muitas críticas a esse tipo de plantação, mas não entendo muito bem.

Vamos por partes! Como o próprio nome diz, monocultura é o cultivo de um só tipo de vegetal. Os donos de terras escolhem fazer isso para garantir o máximo de lucro usando métodos mecânicos e ferramentas como produtos químicos e agrotóxicos para terem produtividade. Eles separam áreas grandes de terra para plantar uma coisa só: pode ser milho, soja, algodão, etc.

2. Certo. E isso é necessariamente ruim?

A monocultura acaba prejudicando a terra e o ambiente por vários motivos. Os fazendeiros precisam que suas plantações rendam o máximo possível. Então, eles são obrigados a usar agrotóxicos, comprar sementes transgênicas e a produzir em grande escala. Uma das questões mais graves diz respeito aos agricultores. As sementes geneticamente modif**adas (GMs) são propriedade das grandes empresas, que registram a patente das alterações feitas nessas plantas. Para ter o direito de usar essas sementes, os agricultores concordam em pagar o valor que a empresa pedir. E esse valor tende a aumentar a cada nova safra ou a cada vez que novas modif**ações são feitas. O uso de sementes transgênicas deixa de lado as chamadas sementes crioulas, que são "variedades desenvolvidas, adaptadas ou produzidas por agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas ou indígenas, com características bem determinadas e reconhecidas pelas respectivas comunidades". As sementes crioulas se adaptam melhor aos seus locais de origem e garantem que exista diversidade genética nas plantações. Como não são propriedade de ninguém, os pequenos agricultores podem refazer um plantio se tiverem problemas com pragas ou problemas climáticos sem ter de pagar pelas sementes.

3. Ah, mas faz sentido, ué! Se alguém planta, quer vender e ter lucros, né?

O problema é que, ao escolher plantar uma coisa só, o fazendeiro vai deixando a terra mais fraca, com menos nutrientes; no longo prazo, ela rende menos justamente porque só se planta uma única coisa ali. É preciso levar em conta que, a curto prazo, pode até ser que haja mais rendimento, mas o futuro da terra f**a comprometido. Cada espécie tira algo do solo, mas também "doa" algo. Plantando diversos tipos de vegetais, garantimos que o solo esteja sempre fértil. Quando isso acontece, é necessário colocar cada vez mais fertilizantes e produtos químicos na terra para as plantas "vinguem". Isso pode contaminar o solo e a água. Plantações com um vegetal só também f**am mais frágeis e podem ser atingidas por pragas. Daí, os agricultores usam quantidades grandes de agrotóxicos para garantir o rendimento de suas terras.

4. Quais são os resultados disso?

A ONG Conservação Internacional afirma que a Mata Atlântica e o cerrado estão sumindo e que um dos principais responsáveis é a monocultura da soja. Segundo a ONG, "as plantações de algodão e milho e a agricultura mecanizada como um todo são os principais fatores responsáveis pela destruição do Cerrado". A monocultura também tem impactos sociais. Para cultivar apenas um vegetal são necessários investimentos de valores muito altos. As terras acabam concentradas nas mãos de poucas empresas e empresários que podem gastar tanto dinheiro. Os pequenos agricultores não têm condição de competir com a produtividade das monoculturas e são obrigados a deixar suas próprias pequenas lavouras trabalhar nessas grandes fazendas, onde, na maioria das vezes, trabalham em condições precárias. Ou então são obrigados a deixar o campo e migrar para as grandes cidades, onde trabalham em empregos que exigem baixa qualif**ação.

5. Mas existe alguma outra alternativa?

Existem sim algumas alternativas aparecendo. Um deles são os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, desenvolvidos no Brasil. Esse método promove a rotação de lavouras e pastagens. Dessa maneira, os agricultores evitam desgastar o solo. Outra técnica é a chamada agroflorestal. Esse tipo de plantação recria o sistema de uma floresta. Ao mesmo tempo, produz-se alimentos e madeira, combinando diferentes plantas. Em vez de queimar a madeira e fazer desmatamento, os produtores podam as árvores para fornecer húmus ao solo. Húmus, aliás, é material orgânico que entra em decomposição e serve de adubo natural.

1- Existe mesmo um tipo de pesca chamada artesanal? O que é isso? A pesca artesanal é feita apenas com o trabalho manual...
17/08/2017

1- Existe mesmo um tipo de pesca chamada artesanal? O que é isso?

A pesca artesanal é feita apenas com o trabalho manual dos pescadores, usa pequenas embarcações, materiais comprados no comércio local e conhecimentos que são transmitidos pelas famílias. 90% dos trabalhadores dessa área no mundo estão na pesca artesanal Ela é bastante diferente da pesca comercial ou industrial.

2 - E como é a pesca industrial?

Ela usa embarcações grandes, munidas de equipamentos de navegação, de captura de animais marinhos (como grandes redes ou gaiolas) e, às vezes, com a capacidade de armazenar o que foi pescado.

3 - Esses dois tipos de pesca convivem bem?

Não. A pesca industrial tem prejudicado as comunidades que sobrevivem da pesca artesanal para sobreviver porque muitas vezes os grandes barcos invadem áreas frágeis e acabam pescando muito mais do que deveriam. Isso desequilibra esse locais e tira o sustento dos pequenos pescadores, que retiram apenas o necessário para sobreviver e não causam danos.

4 - A pesca industrial causa mesmo problemas? Existem provas disso?

Sim, existem várias evidências. Uma das mais conhecidas é o "sumiço" do atum por causa da pesca excessiva. Aqui no Brasil também estamos sofrendo: a lagosta e o camarão rosa correm risco de desaparecer. Assim como no caso da agricultura, a concentração da alimentação em apenas algumas espécies é prejudicial porque cria uma enorme demanda que a natureza não pode suprir. Em escala mundial, o atum, o bacalhau, o robalo e o salmão podem deixar de existir porque são os peixes mais consumidos no mundo todo.

5 - Ouvi dizer que existe criação de peixe. Essa não seria uma solução?

A criação de peixes em cativeiro tem diversos problemas. Ela diminui a biodiversidade, muitas vezes os peixes não recebem alimentação adequada e recebem antibióticos para sobreviver às doenças, que se espalham rapidamente em ambientes pequenos; esses remédios acabam indo parar no organismo dos seres humanos. Existe ainda o risco de que os animais escapem e virem espécies invasoras, o que pode causar desequilíbrios ecológicos e exterminar espécies nativas.

6 - Como fazer para comprar bons peixes, então? Como evitar esses que ameaçam o ambiente?

Existem algumas dicas. Procure saber quais são as espécies ameaçadas no Brasil e no mundo e evite comprá-las; evite os peixes importados; dê preferência para os pescados da sua região e descubra onde estão os pequenos produtores, aqueles que fazem pesca artesanal. Para saber mais sobre esse assunto, consulte o Slow Food Brasil: https://goo.gl/hNdBN3

Batemos um papo com o pessoal do Projeto Draft para contarmos um pouco mais sobre o nosso trabalho e como nos propomos a...
10/08/2017

Batemos um papo com o pessoal do Projeto Draft para contarmos um pouco mais sobre o nosso trabalho e como nos propomos a contribuir para o desenvolvimento do universo da alimentação brasileira.

Como foi concebida a empresa que tem um "cardápio" infinito de problemas e desafios para resolver.

1 - Qual é a definição de alimento orgânico?O Ministério da Agricultura diz que, para ser orgânico, o alimento "deve ser...
18/07/2017

1 - Qual é a definição de alimento orgânico?

O Ministério da Agricultura diz que, para ser orgânico, o alimento "deve ser cultivado em um ambiente que considere sustentabilidade social, ambiental e econômica e valorize a cultura das comunidades rurais. A agricultura orgânica não utiliza agrotóxicos, hormônios, dr**as veterinárias, adubos químicos, antibióticos ou transgênicos em qualquer fase da produção".

2 - Então quer dizer que todo alimento que não tem agrotóxico é orgânico?

Não. Essa é uma das características do alimento orgânico, mas não a única. Para estar nessa categoria, o cultivo tem que respeitar o ambiente e a cultura locais.

3 - Como assim? O que isso quer dizer?

Quer dizer esse tipo de agricultura respeita as características dos ecossistemas. Em vez de cultivar uma espécie de maneira isolada, ela usa diversos tipos de plantas para criar equilíbrio e manter os nutrientes do solo. Por isso ela não precisa de agrotóxicos e outros químicos. Quando é necessário adubar, usa-se apenas adubo orgânico; como o solo já é rico, não é preciso fazer grandes intervenções para iniciar uma nova cultura.

4 - Quando vou ao mercado, vejo que os orgânicos são muito mais caros que os vegetais normais. Por quê?

Em primeiro lugar, porque ainda há poucos produtores no Brasil (e no mundo). Segundo, os produtores têm custos mais altos porque preservam os ecossistemas (e produzem numa escala reduzida) e porque tratam os trabalhadores de forma justa. Isso aumenta o custo dos alimentos orgânicos. Quanto mais produtores de orgânicos existirem, menor será o preço. Hoje, apenas 1% da agricultura mundial é orgânica. Para que esses preços caiam, seria necessário que os governos dessem incentivos a esses agricultores; assim, os orgânicos seriam mais acessíveis a toda a população.

5 - Os alimentos orgânicos são mais feios?

Não. O que acontece é que por não usarem agrotóxicos durante seu cultivo, esses alimentos podem ter algumas imperfeições na casca, no formato ou mesmo uma falta de padrão no tamanho, mas nada que altere seu sabor e sua carga nutritiva. Na realidade, o problema é que os alimentos cultivados com agrotóxicos criaram padrões estéticos que fizeram com que alimentos saudáveis e próprios para o consumo fossem considerados feios ou impróprios.

6 - Por que eu deveria comprar e comer orgânicos?

Porque o método de cultivo deles é melhor para a natureza, para a sociedade e para a saúde. Como a gente disse, os orgânicos procuram respeitar os ciclos naturais, os conhecimentos tradicionais e evitam usar produtos químicos que podem contaminar não só os alimentos, mas também o solo e a água. A agricultura orgânica garante que o solo esteja sempre fértil e também ajuda a preservar a fauna e a flora do seu entorno. Para nós, os benefícios também são consideráveis. Segundo um estudo da Universidade de Stanford, "o consumo de comidas orgânicas pode reduzir a exposição a resíduos de pesticidas e bactérias resistentes a antibióticos".

7 - Como sei se um alimento é orgânico de verdade?

Quando você estiver no supermercado, procure pelo selo que certif**a a produção orgânica (https://goo.gl/TKs9ja) e, sempre que possível, busque informações extras sobre o produtor ou sobre a empresa que o produz. Se for comprar de pequenos produtores, pergunte a eles se estão no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (https://goo.gl/d2NIfq).

Alô alô, galera da comunicação!Nosso time está crescendo (viva!) e nós procuramos um(a) profissional da área de comunica...
19/06/2017

Alô alô, galera da comunicação!

Nosso time está crescendo (viva!) e nós procuramos um(a) profissional da área de comunicação que:

- Tenha bastante facilidade com redação de textos diversos, desenvoltura para comunicar eventos, cursos e palestras, etc.

- Seja, de preferência, jornalista ou publicitário - com no mínimo 4 anos de experiência -, que tenha facilidade para lidar com conteúdos acadêmicos.

- Saiba administrar o próprio tempo e ser dinâmico (clima de startup).

- Tenha experiência ou, no mínimo, bastante interesse pela temática da alimentação :)

- Tenha disponibilidade para trabalhar fixo em São Paulo.

Lembrando que nós dividimos a casinha - e a mesa de almoço! - com a galera da Inesplorato e estamos todos ansiosos para te conhecer!

Se você se encaixa nesse perfil preencha o formulário https://goo.gl/dc4YDN ou, caso conheça alguém que se encaixe, marque a pessoa neste post!

1. Estava lendo sobre alimentação e vi a expressão "segurança alimentar". O que isso quer dizer? Esse termo signif**a a ...
29/05/2017

1. Estava lendo sobre alimentação e vi a expressão "segurança alimentar". O que isso quer dizer?

Esse termo signif**a a capacidade que um país tem de produzir e estocar alimentos para garantir que toda sua população seja alimentada de maneira adequada e permanente.

2. Quer dizer, então, que os alimentos têm de ser seguros, sem contaminações?

Não só isso; a segurança alimentar vai além da qualidade dos alimentos. Essa ideia envolve também a noção de que todos os cidadãos devem ter acesso a alimentos em quantidade suficiente para terem uma boa dieta e que, para comprar a comida necessária, não precisem abrir mão de outros direitos essenciais. O alimento é visto como um direito humano: ele deve ser saboroso, deve garantir a preservação do ambiente e respeitar as culturas locais e regionais. Igualmente importante é que a dieta básica não cause problemas de saúde, como a obesidade.

3. O que pode ameaçar a segurança alimentar?

Infelizmente, são muitos os fatores que podem colocá-la em risco. Mudanças climáticas pelas quais o mundo está passando são motivo de grande preocupação. Qualquer alteração nos ciclos naturais é capaz de diminuir a produção e a distribuição da comida necessária a todos os cidadãos como, por exemplo, a escassez de água. A crise hídrica pela qual o Brasil vem passando nos últimos anos preocupa, pois reduz as safras e assim temos menos alimentos à nossa disposição. Como consequência, estes acabam f**ando mais caros. O desaparecimento de abelhas, por exemplo, é outra grande ameaça: esses insetos, através da polinização, são responsáveis por uma parte importante da reprodução das plantas. Segundo a FAO, um terço da produção mundial de alimentos está relacionada às abelhas. O crescimento das monoculturas e acúmulo de agrotóxicos e outros químicos, também podem ser considerados fatores que afetam a segurança alimentar.

4. O que o combate à fome tem a ver com esse conceito?

Os dois têm tudo a ver. O fato de haver pessoas passando fome é um forte indício da fragilidade da segurança alimentar de um determinado lugar. Isso quer dizer que a população não tem acesso aos alimentos necessários a sua sobrevivência - por falta de renda, dificuldades climáticas, falta de acesso a terra, dentre outros fatores. Combater a fome signif**a implementar políticas públicas para que esses gargalos sejam resolvidos. No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) levanta dados a respeito da segurança alimentar. Um dos dados mostra que a porcentagem de domicílios com algum tipo de insegurança alimentar caiu de 30,2% em 2009 para 22,6% em 2013. Em 2014, 3,2% dos brasileiros estava em situação de fome, contra 6,9% em 2004.

5. Quem decide se existe segurança alimentar em um país?

A principal autoridade mundial é a FAO-ONU, Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura. Ela realiza estudos periódicos e publica relatórios a respeito da situação de diversos países do mundo, inclusive o Brasil. Um dos mais importantes é o 'Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional', cuja versão mais recente para a América Latina e o Caribe é de 2016. Mas cada país tem sua maneira de fiscalizar essa questão. No Brasil, o direito à alimentação adequada foi incluído na Constituição em 2010. Para avaliar a eficácia das políticas públicas e sugerir ações, os governos criaram órgãos e entidades específ**as: em 2003, foi recriado o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), ligado à presidência da república, e em 2004 foi criado o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que em 2016 foi fundido ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional surgiu em 2006, por iniciativa da sociedade civil.

6. Ainda não entendi como se faz para ter segurança alimentar. Como funciona isso?

A segurança alimentar é uma questão muito complexa, que envolve diferentes setores da economia, da sociedade e do governo. Há uma quantidade enorme de fatores que precisam ser levados em conta. Alguns dos mais importantes são: garantir que os preços sejam acessíveis e não sofram grandes variações (por motivos econômicos ou ambientais), facilitar o acesso aos alimentos usando redes de transportes baratas e com o mínimo de impacto ambiental, preservar o solo e a água, evitando contaminação causada pelo uso de fertilizantes ou de agrotóxicos, usar os solos aráveis do país para a produção de alimentos consumidos pela população (sem priorizar o cultivo de insumos para combustíveis ou agropecuária).

7. E o que é soberania alimentar? Li sobre esse conceito também, mas não entendi o que é.

A soberania alimentar é a autonomia que países e povos têm para decidir o que será produzido, para quem será produzido e como será produzido o alimento. Quer dizer que um país dá prioridade a suas tradições, características naturais e culturais, sem depender de empresas ou de outros governos para conseguir garantir as condições mínimas de subsistência da população.

1. Sempre ouço dizer que é melhor respeitar a sazonalidade dos alimentos. O que é isso?Sazonalidade é a época em que um ...
16/05/2017

1. Sempre ouço dizer que é melhor respeitar a sazonalidade dos alimentos. O que é isso?

Sazonalidade é a época em que um determinado vegetal se desenvolve naturalmente. As plantas são diferentes entre si: elas crescem melhor em certas épocas do ano e em certos ambientes. Você já deve ter ouvido falar que cada fruta tem uma “estação” específ**a. Pois a sazonalidade é justamente isso: a época em que as frutas, verduras, legumes, hortaliças e outros vegetais se desenvolvem melhor.

2. Mas isso faz diferença para mim? Por que eu devo comprar alimentos da estação?

Porque quando compramos alimentos respeitando a sua sazonalidade, temos certeza de que ele terá o máximo de qualidade. Alimentos da estação são mais saborosos, mais nutritivos e precisam de menos agrotóxicos e substâncias químicas para serem cultivados. Comendo os vegetais de cada estação, sua alimentação f**a mais variada e balanceada. Além de tudo, elas são mais baratas e mais frescas!

3. Por que isso acontece? Por que tanta diferença?

Porque uma fruta da estação, por exemplo, se desenvolve da melhor maneira possível, sendo capaz de captar uma quantidade de nutrientes maior; por causa disso, ela f**a mais saborosa e mais nutritiva. Quando um agricultor quer cultivar esses alimentos fora da estação correta, é obrigado a usar mais agrotóxicos porque a planta f**a mais vulnerável a pragas e intempéries, e também é obrigado a usar produtos químicos (como fertilizantes, por exemplo) para que o desenvolvimento da planta seja possível mesmo num solo com menos nutrientes. Isso tudo faz diferença no preço final do alimento. Quanto mais longe da estação, maior é o preço do alimento.

4. Então quer dizer que essas frutas que eu vejo o ano todo no supermercado não são sazonais?

A grande maioria dos frutos tem data marcada para a colheita. Sim, as que estão disponíveis fora de estação são produto dessa “forçada de barra” que os agricultores dão para garantir as vendas o ano todo. Apesar de permitir que a gente coma estes alimentos em qualquer época, esse tipo de produção tem um custo ambiental, já que o uso de agrotóxicos e produtos químicos podem contaminar o solo e água. Usar o solo para plantar apenas uma variedade de planta (monocultura) é ruim para o solo porque o esgota com o tempo e acaba com seus nutrientes.

5. Como faço para saber a época desses vegetais?

Existem diversas tabelas disponíveis na internet. Basta consultar uma delas para saber a melhor época. O Jornal Nexo criou um guia interativo para que sua feira tenha sempre os produtos mais frescos: https://goo.gl/C7RVnQ. Você também pode conversar com os feirantes e produtores, que conhecem muito bem as estações de cada alimento. Para aproveitar suas frutas favoritas o ano todo, você pode fazer conservas (doces ou salgadas) ou congelar polpa.

1. O que são os alimentos transgênicos?Transgênico é um organismo (planta ou animal, por exemplo) que recebeu o DNA de o...
26/04/2017

1. O que são os alimentos transgênicos?

Transgênico é um organismo (planta ou animal, por exemplo) que recebeu o DNA de outra espécie.

2. Como acontece essa transferência?

Através de técnicas de engenharia genética, que permitem combinar o DNA de diferentes espécies. Esse método permite criar características que antes não existiam na natureza.

3. Que tipo de características?

Por exemplo, é possível fazer com que uma planta se torne resistente a um inseto. Assim, é possível evitar que tais insetos destruam uma plantação.

4. Existem produtos transgênicos nos supermercados?

Sim. Milho, soja e algodão são alguns dos alimentos vendidos em suas versões transgênicas no Brasil. Para você ter uma ideia, 92,3% do total semeado destes três vegetais são geneticamente modif**ados. Esse número só vem crescendo; entre 2015 e 2016 o aumento do uso de sementes transgênicas ficou em 5,7% em nosso país. Brasil, Argentina e EUA são responsáveis por ¾ da produção de transgênicos no mundo.

5. Como eu sei se um produto é transgênico?

O rótulo do alimento tem que dizer se existe mais de 1% de ingredientes transgênicos na composição. Até 2015, era obrigatório colocar um aviso visual com um “T” na embalagem, mas o Congresso eliminou essa exigência. Mas a Câmara pode, em breve, obrigar novamente os fabricantes a colocar o símbolo nas embalagens. Um projeto de lei quer que o rótulo informe o consumidor de que está comprando um produto com transgênicos, não importa a quantidade presente no alimento.

6. O transgênico faz mal à saúde?

Ainda não se sabe com certeza. Pesquisas estão sendo feitas para determinar se esses alimentos podem causar danos à nossa saúde. Os transgênicos acabam fazendo mal de maneira indireta: as plantas modif**adas são propositalmente resistentes aos agrotóxicos, por isso, quantidades maiores dessas substâncias são usadas e acabam chegando a nós por meio dos alimentos. Os próprios produtores também acabam intoxicados, porque são expostos a grandes quantidades dessas substâncias. Pesquisas mostram que o contato com os agrotóxicos podem causar alergias, depressão e outras doenças.

7. Então qual é o problema dos transgênicos?

Uma das questões mais graves diz respeito aos agricultores. As sementes geneticamente modif**adas (GMs) são propriedade das grandes empresas, que registram até a patente das alterações feitas nessas plantas. Para ter o direito de usar essas sementes, os agricultores concordam em pagar o valor que a empresa pedir. E esse valor tende a aumentar a cada nova safra ou a cada vez que novas modif**ações são feitas. Além disso, essas sementes vendidas geram plantas inférteis, o que signif**a que eles sempre terão de comprar novos lotes de sementes para poder produzir. Na natureza, os vegetais plantados produzem sementes que gerarão novas plantas. Com os transgênicos, isso se torna impossível.*

8. Por que os agricultores são obrigados a pagar essa taxa?

Porque uma vez que as empresas fazem modif**ações nas plantas, elas se tornam donas da patente daquele organismo. Ou seja, a planta se torna uma propriedade intelectual e só pode ser usada de acordo com os desejos de quem a fabrica. Isso coloca os agricultores, principalmente os menores, numa posição frágil. Outro problema é que eventualmente as plantações de transgênicos acabam contaminando as que estão próximas. Plantações que não são transgênicas podem ter alguns espécimes geneticamente modif**ados e isso é ruim por dois motivos: as empresas podem acusar agricultores de roubar sua propriedade intelectual e abrir processos contra os produtores, levando muitos à falência ou a um contínuo esquema de dependência dos agricultores com essas empresas. Além disso, plantações que não são transgênicas podem ser “contaminadas” pelos organismos GMs.*

*Texto editado no dia 2/5/17

Endereço

Rua Coronel Arthur Godói, 120
São Paulo, SP
04018-050

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Salsada posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar