03/09/2026
Quando uma grande empresa do varejo entra em recuperação judicial, os impactos não ficam restritos à própria companhia ou ao consumidor.
Eles também alcançam a cadeia de fornecedores que mantém relações comerciais e possui valores a receber.
Para quem vende produtos e serviços a prazo, o risco pode aparecer justamente onde muitas vezes existe menos visibilidade: nos títulos em aberto, no capital de giro comprometido e na incerteza sobre quando e quanto será efetivamente recuperado.
O acontecimento recente envolvendo Casas Bahia, Marabraz, Mobly e Tok&Stok reforça uma questão importante para empresas que fornecem ao varejo: qual é o nível de exposição da sua carteira a clientes que apresentam maior risco financeiro?
Esse tipo de situação também mostra por que a gestão de recebíveis não pode começar apenas quando o cliente deixa de pagar ou entra em recuperação judicial.
Antes disso, existem sinais que precisam ser acompanhados: alterações no comportamento de pagamento, concentração de receita em determinados clientes, aumento da exposição por contrato e mudanças na capacidade financeira do parceiro comercial.
Para quem vende a prazo, conhecer o cliente é importante. Conhecer a exposição e o risco da carteira é essencial.
Uma gestão estratégica dos recebíveis permite identificar vulnerabilidades com antecedência, estabelecer prioridades, ajustar estratégias de cobrança e reduzir o impacto de eventuais perdas sobre o fluxo de caixa.
Em um contexto de maior pressão sobre o varejo, previsibilidade não depende apenas de vender mais. Depende também de saber para quem sua empresa está vendendo, quanto está exposta e qual o nível de risco que essa carteira representa.
Comax | Gestão estratégica de recebíveis e cobrança.
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