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Grupo CEMA desde junho de 1986 realiza estudos ambientais, avaliações de impactos ambientais, planejamento ambiental, assistência técnica a ações judiciais, licenciamentos, consultorias, auditorias, PRADs etc

03/09/2018

Ibama localiza quase 260 hectares de Mata Atlântica desmatada em oito municípios da região. Medeiros Neto aparece na lista.

Foram localizados 49 áreas desmatadas, a partir da análise de imagens de satélite do Núcleo de Geoprocessamento da Unidade Técnica do Ibama, que f**a em Eunápolis (BA).

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) localizou 257,9 hectares de Mata Atlântica desmatados em oito municípios da região. O desflorestamento gerou multa de R$ 1,4 milhões.

Segundo o Ibama, as multas foram aplicadas a pessoas físicas nas áreas rurais das cidades de Alcobaça, Guaratinga, Jucuruçu, Itamaraju, e Medeiros Neto,no extremo sul, além de Canavieiras, Santa Luzia e Una, no sul baiano.

Foram localizados 49 áreas desmatadas, a partir da análise de imagens de satélite do Núcleo de Geoprocessamento da Unidade Técnica do Ibama, que f**a em Eunápolis (BA). De acordo com o instituto, em 32 desses locais foram comprovadas a retirada de vegetação em estágios variados de regeneração.

Além disso, equipes de fiscalização também encontraram vestígios de danos causados por incêndios em locais com vegetação que estão no mesmo processo. Além do crime contra a vegetação, o Ibama também autuou pessoas por crimes relacionados à fauna.

Animais silvestres em cativeiro e armazenamento de produto de caça foram encontrados. Durante a operação, agentes ambientais apreenderam 32 pássaros e carcaças de tatu, porco-do-mato e paca.

(Com informações do G1 Bahia)

30/08/2018

Promessa de governo não é cumprida e São Paulo ainda tem 25 lixões ativos

São mais de 10 mil toneladas de resíduos descartados diariamente de forma inadequada na natureza. O governo pretendia acabar com os lixões até 2017, mas a complexidade do problema, que envolve verba, capacitação técnica e empenho dos municípios, impediu a promessa.
“Até o final de 2017 todos os aterros irregulares e transbordos irregulares do Estado de São Paulo estarão fechados. As prefeituras terão de encontrar soluções para a questão dos resíduos sólidos nos seus municípios”.

A afirmação, do ex-secretário estadual de Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi feita durante a operação de fechamento do lixão de Batatais, no interior do Estado. Iniciativa que, à época, foi classif**ada de “a grande cruzada da secretaria e da Cetesb” contra os lixões.

Mas, estamos em 2018 e a realidade é outra. De 615 municípios paulistas, 25, ou 4%, ainda descartam os resíduos em lixões. O presidente da Abrelpe, a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, Carlos Silva Filho, explica que a obrigação de se adequar à lei federal, de 2010, é das cidades. O governador, no entanto, tem papel fundamental no suporte às prefeituras.

Recuperação ambiental
“O papel do governo do Estado é fundamental dando apoio aos municípios nesse processo de transição e fomentando as soluções adequadas. Enquanto nós não erradicarmos a destinação inadequada vamos continuar de uma maneira permanente contaminando o meio ambiente e trazendo uma série de problemas de saúde para a população por conta dessa gestão irregular de resíduos que ainda existe”.

Um levantamento recente da Abrelpe aponta que os lixões e demais unidades inadequadas geram prejuízo ao Estado de 420 milhões de reais, por ano, em tratamentos de saúde e recuperação ambiental. Mais que o dobro do necessário para resolver o problema.

Outro desafio é expandir a reciclagem, que abrange apenas 4% dos resíduos no Estado. E, como prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos, incluir os catadores em processos dignos de coleta seletiva. Em Itapeva, no interior de São Paulo, o governo atuou para fechar o lixão da cidade. Mas, não houve acompanhamento das autoridades e, segundo a catadora Tatiane Ribeiro, quase nada mudou.

“Foi fechado o lixão. Faz 7 meses que nós estamos na cooperativa. Só que outras pessoas invadiram o lixão e estão trabalhando normal, irregularmente. E aí as pessoas vão pra lá, começam a trabalhar, e daqui a pouco tem um monte de gente de novo, um monte de família. O lixão continua lá, né, com outras pessoas no mesmo sofrimento que nós tivemos antes”.

Um terceiro tema a ser discutido, polêmico porque divide opiniões, é a incineração dos resíduos sólidos. Em Barueri, na Grande São Paulo, a primeira planta de queima de lixo urbano para geração de energia elétrica segue em construção. O presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, Carlos Bocuhy, conselheiro do Conama, avalia que essa é uma alternativa cômoda para os governantes.

“É como jogar o problema para debaixo do tapete. Você tem lixo, incinera o lixo, gera energia a partir do lixo, só que todo esse material é perdido, é volatizado. E geração de energia você consegue fazer de outras formas. Então, a incineração não seria do ponto de vista da sustentabilidade uma alternativa a ser adotada pelo Brasil. Tem um ditado bem utilizado no movimento ambiental que diz o seguinte: Deus recicla e o diabo incinera”.

Fonte: CBN

30/08/2018

Como a tecnologia está sendo usada para resolver os grandes desafios ambientais

Acompanhar o resíduo que sua empresa de ponta a ponta de maneira transparente, usar a inteligência artificial para examinar água e outros recursos naturais, ou mesmo ajudar a monitorar com eficiência espécies em extinção.
Tudo isso é possível no século XXI. A revolução 4.0, com todas as suas novidades – inteligência artificial, blockchain, big data, armazenamento em nuvem – chegou para transformar os negócios. Essas ferramentas, além de ótimas aliadas para a produtividade das empresas, chegam também para renovar o mundo da sustentabilidade.

A tecnologia pode, sim, ser uma ótima aliada daqueles que se preocupam com o futuro do meio ambiente. Através da inovação, desde empresas grandes como a Microsoft até startups com menos de dois anos de operação como a Plataforma Verde buscam resolver desafios ambientais gigantescos.

Digitalizando o lixo com o blockchain
Uma base de dados única que reúne informações sobre a gestão de resíduos das empresas e que também pode ser acessada pelo poder público a fins de fiscalização e controle da destinação do lixo. A PlataformaVerde é um software online que gerencia resíduos sólidos, com controle por parte de todos os envolvidos no processo: geradores, transportadores e receptores de resíduos. O sistema é online, armazenado em nuvem, e pode ser acessado de diversos dispositivos. O registro da informação é feito em blockchain, o que garante a transparência de todo o processo. Além disso, as empresas podem também controlar quem acessa as informações ou que dados quer compartilhar.

A ideia é rastrear para onde vai o lixo e inibir o descarte incorreto, segundo Chicko Sousa, Líder Rebelde da empresa. “Sempre brinco que resíduo tem pernas, ele sempre está em movimento e passa por diversos entes na cadeia de destinação: gerador, transportador, depósito, gerenciador, tratamento e disposição final. A mesma informação sobre a característica de um resíduo, seu volume e destino acaba sendo necessária para diversos entes da cadeia e ela sempre está lá repetida em sistemas, planilhas e HDs que estão isolados e não se conversam. A PlataformaVerde acaba gerenciado toda essa cadeia em uma única rede de bancos privados, sem repetir a mesma informação. Ela é compartilhada e validada entre todos esses entes, dando transparência e agilidade ao processo”, explica.

O desenvolvimento da tecnologia surgiu em 2015, junto às concessionárias de limpeza urbana da cidade de São Paulo. A ideia era organizar a cadeia de gestão os resíduos da coleta seletiva municipal. Sousa conta que a equipe percebeu que o desenvolvimento deste software também poderia ser usado como produto para empresas. “Procuramos a Renault do Brasil para efetuar o piloto dentro de um ente privado. Com a ajuda da empresa, efetuamos diversas modif**ações processuais no software, convertendo-o em um BaaS (Blockchain as a Service). Após um ano de piloto com a Renault em 2016, criamos o nosso MPV [produto mínimo viável] e abrimos para o mercado em janeiro de 2017, com apenas 1 cliente”, conta. Hoje, são mais 1.300 clientes na Plataforma, como a Renault, Eurofarma, Scania, Riachuelo e Mondelez.

A tecnologia, além do propósito ambiental, também ajuda as organizações a entenderem seus custos com o gerenciamento de resíduos e ajuda a otimizar esses gastos: “O sistema controla e gerencia prazos e processos dos atendimentos legais necessários para a gestão dos resíduos. Desta forma, o gestor acaba ganhando o tempo que ele gastava para controlar e o direciona para tomar ação. Temos casos de clientes que melhoraram a performance financeira da gestão de seus contratos acima de 60%”.

Para o município, o ganho é em processo de fiscalização e tempo: é possível controlar os resíduos dos entes privados, direcioná-los aos destinos corretos e legalizados e contribuindo com a limpeza urbana. Inclusive, a startup doa o software a qualquer município com mais de 500 mil habitantes – o primeiro foi para a cidade de São Paulo.

“Tudo está interligado de uma forma tão intrínseca que todas as soluções precisam e devem ser compartilhadas. A tecnologia vem para eliminar essas barreiras e reduzir suas fronteiras. Precisamos pegar o que há de melhor em soluções de controle, tratamento, redução de desperdícios e otimização de processos. O blockchain é mais do que o mundo financeiro, ele é a extensão de um mundo colaborativo e transparente. Sempre digo, o nosso objetivo é digitalizar o lixo e não estamos sozinhos”, finaliza. A organização concorreu ao Prêmio ECO de Sustentabilidade da Amcham em 2017.

Inteligência artificial
Outra aposta de inovação em prol da sustentabilidade é a Inteligência Artificial (IA). A Microsoft criou o programa AI for Earth (Inteligência Artificial para a Terra), iniciativa que aplicará U$ 50 milhões nos próximos cinco anos para colocar a ferramenta em organizações que trabalham pela sustentabilidade. A IA pode ser usada para medir com precisão condições de ar, água e solo, capturando esses dados rapidamente e fornecendo informações para soluções ambientais.

O programa atua em quatro áreas principais: clima, água, agricultura e biodiversidade. A primeira etapa consiste em aplicar capital semente para que as organizações em todo o mundo criem e testem aplicações diferentes para a IA. Os melhores projetos continuarão recebendo investimentos mais altos para escalar soluções promissoras e criar impacto rapidamente. A Microsoft, através de seu site, afirma que já concedeu 110 subsídios em 27 países.

Para receber o benefício, as organizações podem enviar suas propostas via formulário online durante todo o ano. A empresa revisa as propostas quatro vezes por ano: neste ano, o prazo final para avaliar é oito de outubro. No formulário, é preciso descrever o desafio que se pretende abordar, conjuntos de dados a respeito do tema, a solução técnica pensada e o potencial impacto que ela poderá causar.

Uma das bolsas concedidas é ao Snow Leopard Trust, organização que luta pela proteção aos leopardos-das-neves, espécie que é tão rara que só é possível estudá-los através de câmeras remotas. A solução de inteligência artificial atualmente ajuda os cientistas a separarem essas fotos. São cerca de 200 a 300 mil imagens geradas – o que gerava um trabalho grande para classif**ar e separar as fotos com os leopardos. Agora, com a tecnologia, é possível automatizar esse trabalho em poucos minutos, economizando horas de trabalho e esforço da ONG.

Fonte: Estadão

O aquecimento global já é realidade. E agora?Cientistas concluíram que as ondas de calor devem se tornar mais intensas e...
27/08/2018

O aquecimento global já é realidade. E agora?
Cientistas concluíram que as ondas de calor devem se tornar mais intensas e frequentes com aumento de emissões
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Este verão de fogo e suor no hemisfério norte é bem parecido com o futuro a respeito do qual os cientistas vêm alertando na era da mudança climática, revelando em tempo real o quão despreparada boa parte do mundo está para a vida num planeta mais quente.

As perturbações do cotidiano são amplas e devastadoras. Na Califórnia, os bombeiros correm para controlar aquele que já se tornou o maior incêndio da história do estado. A colheita de cereais básicos como trigo e milho deve apresentar queda (em alguns casos acentuada) este ano, em países tão diferentes quanto Suécia e El Salvador. Na Europa, usinas nucleares tiveram de fechar porque a água dos rios que resfria os reatores estava quente demais. Ondas de calor praticamente paralisaram a rede elétrica de quatro continentes.

E, no Japão, dúzias de mortes ligadas ao calor deste verão serviram de amostra do que os pesquisadores querem dizer quando preveem uma alta na mortalidade decorrente do calor extremo. Um estudo divulgado no mês passado na revista PLOS Medicine projetou um aumento de 500% para os Estados Unidos já em 2080. As perspectivas de países mais pobres são piores; para as Filipinas, a previsão é de um aumento de 1.200% na mortalidade.

Cientistas concluíram que as ondas de calor devem se tornar mais intensas e frequentes com aumento de emissões
Cientistas concluíram que as ondas de calor devem se tornar mais intensas e frequentes com aumento de emissões Foto: Noah Berger/Associated Press
Em termos globais, este deve ser o quarto ano mais quente já registrado. Os únicos anos mais quentes foram os três anteriores. Essa sequência de recordes faz parte de uma tendência ascendente nas temperaturas que se acelera desde o início da era industrial, apontada pelos cientistas como prova clara da relação causal entre emissões de gases-estufa e a mudança climática.

E ainda que tenhamos variações nas tendências climáticas dos próximos anos, com a possibilidade de alguns anos mais frios, a tendência em si é clara: 17 dos 18 anos mais quentes já registrados ocorreram depois de 2001.

“Não se trata mais de um aviso", disse a Dra. Cynthia Rosenzweig, que comanda o grupo de impacto climático do Instituto de Estudos Espaciais Goddard, da NASA, a respeito do aquecimento global e seu custo humano. “Isso é uma realidade que está afetando milhões de pessoas em todo o mundo.”

Mas é preciso calma antes de considerar este o novo patamar de normalidade.

As temperaturas ainda estão aumentando e, por enquanto, as tentativas de domar o calor fracassaram.

Os cientistas concluíram que as ondas de calor devem se tornar mais intensas e frequentes com o aumento das emissões. No horizonte, um futuro de falhas sistêmicas cada vez mais profundas, ameaçando necessidades básicas como a eletricidade e o fornecimento de alimentos.

Para muitos cientistas, este é o ano em que eles deixaram de simplesmente estudar a mudança climática e passaram a vivê-la.

“Décadas atrás, quando as bases científ**as da questão climática começavam a se acumular, os impactos eram vistos como um problema para as gerações futuras, ou talvez para as comunidades já em situação limite”, disse Katharine Mach, cientista climática da Universidade Stanford.

“Em meio à sensação sufocante de um desconforto generalizado, as evidências científ**as do aumento do calor provocado pelos gases-estufa já são um dado comprovado no aumento dos riscos", disse ela.

“Trata-se de uma mudança com a qual todos teremos que conviver.”

Do ponto de vista global, o ano mais quente já registrado foi 2016. Isso não foi totalmente inesperado, pois aquele foi um ano que coincidiu com o El Niño, o ciclo climático do Pacífico que costuma aumentar o calor.

Mais surpreendente, 2017, que não foi um ano de El Niño, foi quase tão quente quanto o ano anterior.

Foi o terceiro ano mais quente já registrado, de acordo com a Agência Oceânica e Atmosférica dos EUA.

O nível do mar também seguiu aumentando no ano passado, com alta acumulada de aproximadamente 7,7 centímetros em relação aos níveis de 1993.

Qual o resultado de tudo isso?

Para Daniel Swain, cientista climático da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, trata-se de uma confirmação dos modelos matemáticos da comunidade científ**a. Mas essa não é uma conclusão reconfortante.

“Estamos vivendo num mundo que não é simplesmente mais quente do que antes. Não atingimos um novo patamar de normalidade", advertiu o Dr. Swain. “O aquecimento não se estabilizou.”

Diante deste panorama, as emissões industriais de dióxido de carbono alcançaram níveis recordes em 2017, depois de se manterem estáveis nos três anos anteriores.

Ainda assim, os cientistas apontam que, com uma redução signif**ativa nas emissões de gases-estufa, o aquecimento pode ser retardado a ponto de evitar as piores consequências da mudança climática.

Alguns governos nacionais e locais estão agindo. Na tentativa de evitar mortes ligadas ao calor, funcionários públicos prometem o plantio de mais árvores em Melbourne, Austrália; outros estão cobrindo os telhados com tinta branca reflexiva em Ahmedabad, Índia. Agrônomos tentam desenvolver sementes mais resistentes ao calor e à seca. A Suíça espera impedir que os trilhos cedam ao calor extremo pintando-os de branco.

Os cientistas climáticos também tentam oferecer respostas mais rápidas e melhores. A equipe da Dra. Rosenzweig, da NASA, tenta prever a duração das ondas de calor, e não apenas a probabilidade de tal fenômeno ocorrer, para que assim os líderes possam se preparar. Esforços semelhantes para prever a distribuição de volumes extremos de chuva têm como objetivo ajudar agricultores.

No leste de El Salvador, os agricultores olhavam impotentes para uma colheita de milho que não prosperou este verão com as temperaturas alcançando um recorde de 41°C. De acordo com o governo, alguns lugares f**aram até 40 dias sem chuva.

A produção de trigo em muitos países da União Europeia deve cair este ano. Na Grã-Bretanha, o rendimento da colheita de trigo deve ser o mais baixo em cinco anos. Agricultores alemães dizem que é provável uma colheita de cereais abaixo do normal. E, na Suécia, temperaturas recordes deixaram os campos sedentos e os pecuaristas lutando para alimentar seus animais.

P***e Borgstrom, presidente da Federação de Agricultores Suecos, disse que seu grupo calcula um prejuízo de pelo menos 1 bilhão de dólares no setor agrícola.

“Trata-se de uma situação extrema que nunca vimos antes", disse ele.

https://internacional.estadao.com.br/noticias/nytiw,o-aquecimento-global-ja-e-realidade-e-agora,70002470621

Fonte: Estadão
Somini Sengupta, The New York Times
26 Agosto 2018 | 10h30

Cientistas concluíram que as ondas de calor devem se tornar mais intensas e frequentes com aumento de emissões

27/08/2018

Moradores invadiram a área da Saturnia, em Sorocaba (SP), retiraram material com enxadas e até retroescavadeiras. Cetesb multou responsáveis pela massa falida da empresa.

Material reciclável pode ser trocado por 'vale feira' em IçaraEm Içara, no Sul catarinense, um projeto permite que comun...
27/08/2018

Material reciclável pode ser trocado por 'vale feira' em Içara

Em Içara, no Sul catarinense, um projeto permite que comunidade e empresas possam trocar todo tipo de material reciclado por dinheiro para gastar numa feira da agricultura familiar. Cada quilo de item reciclável, seja vidro, plástico, papelão, alumínio, pode ser trocado por R$ 0,50 de 'vale-feira'. A proposta é realizada ao lado da rodoviária, todas as sextas, das 7h às 11h.

"A gente trabalha com três eixos fundamentais. O eixo da conscientização ambiental: todo lixo que ele traz aqui vai ser descartado corretamente. Então sai da rua, do meio ambiente, e vira produto reciclável. O eixo que gera renda pros catadores, para a Associação de Catadores no município. E o eixo do fomento da agricultura familiar, porque todo material convertido em vale-feira tem que ser comprado aqui na feira da agricultura familiar", disse Ivan Réus Viana, presidente da Fundação de Meio Ambiente de Içara.

O representante comercial Márcio Mattiola levou material para ser trocado: garrafas, papelão e plástico que estavam jogados num canto da casa dele. Tudo deu sete quilos e ele recebeu R$ 2,50 para gastar na feira. Não é muito, mas o que mais importa é ajudar os catadores de lixo e os donos das feirinhas.

"Em primeiro lugar estamos exercendo a nossa cidadania. Eu acho que isso aí é um fator importante e também fomenta, é só olhar o movimento que está acontecendo nessa feira", disse Mattiola.

Uma construtora, por exemplo, levou materiais de obras e caixas de papelão. Em muitos casos, essas empresas não têm onde deixar esse material.

"Esse programa aí foi uma ótima ideia, que foi elaborada, que vai nos facilitar muito e vai ajudar o meio ambiente também", disse Tiago Baldissera, sócio-diretor da construtora.

Somente num dia, foram 46 quilos de materiais recicláveis levados pela empresa, número que só vai aumentar, já que a ideia é levar os lixos para lá toda semana. Esses itens renderam R$ 23 para gastar na feira. E o dinheiro não f**a para a construtora.

"A gente está retornando esses valores para os nossos funcionários, para incentivar eles também na reciclagem", disse Baldissera.

Os organizadores querem aumentar os pontos de coleta. "A gente quer levar o projeto para essas cidades mais interioranas e também para as empresas, para que a gente possa ter conscientização do pessoal das empresas, das indústrias, e depois a gente transforma isso em vale-feira para que eles possam dar para os seus trabalhadores também", disse Ivan Réus Viana, presidente da Fundação de Meio Ambiente de Içara.

https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2018/08/07/projeto-em-icara-permite-troca-de-material-reciclado-por-alimentos-em-feira-de-agricultura-familiar.ghtml

Por NSC TV
07/08/2018 16h01 Atualizado 07/08/2018 16h11

Cada quilo pode ser trocado por R$ 0,50 de 'vale-feira'. Ideia é fazer conscientização ambiental e gerar renda.

Moradores relatam lucro de mais de R$ 1 milhão com extração de garimpo de chumbo de antiga fábrica de bateriasMoradores ...
27/08/2018

Moradores relatam lucro de mais de R$ 1 milhão com extração de garimpo de chumbo de antiga fábrica de baterias

Moradores invadiram a área da Saturnia, em Sorocaba (SP),
retiraram material com enxadas e até retroescavadeiras. Cetesb multou responsáveis pela massa falida da empresa.

Prefeitura determina que representantes fechem local de onde é retirado material tóxico

Os moradores que se arriscam no garimpo ilegal de chumbo no terreno de uma fábrica falida de baterias, em Sorocaba (SP), afirmam que a extração do material com máquinas retroescavadeiras no início da extração já rendeu cerca de R$ 1, 5 milhão.

A situação foi denunciada no domingo (20) pelo Fantástico. Ainda nesta segunda-feira (20) pessoas foram flagradas se arriscando com contato direto com a terra contaminada.

Segundo o relato de um homem que estava sendo filmado com uma câmera escondida, há cerca de quatro meses as pessoas usavam até quatro máquinas no local.

"Aqui tem poço, tem que achar. Se der sorte e catar no poço, já era. Tem um cara que comprou uma caminhonete a diesel, comprou uma moto de R$ 20 mil", diz.
Em nota à TV TEM, a Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) informou que multou os responsáveis pela massa falida da Saturnia em R$ 257 mil pela contaminação do terreno e falta de providências para eliminar o risco potencial a saúde.

A Secretaria de Meio Ambiente também foi notif**ada pelo órgão para acelerar o processo afim de eliminar a situação de risco.

Já o Ministério Público disse que vai pedir que a Prefeitura de Sorocaba interdite o terreno da antiga fábrica. Na área, no bairro Iporanga, há restos de baterias e lixo tóxico.

A Prefeitura de Sorocaba determinou no fim da tarde que a massa falida da empresa feche o local onde operava e que impeça o acesso de catadores. Ainda segundo a nota, outras medidas ainda serão estudadas junto com o Ministério Público.

A Justiça decretou, também no fim da tarde, que a Polícia Militar faça rondas na área para evitar a extração ilegal de materiais.

'Garimpo' de chumbo
Com câmeras escondidas, os repórteres da TV TEM e do G1 flagraram dezenas de pessoas escavando o terreno, na semana passada. Sem saber que estava sendo filmado, um homem, que teve a identidade preservada, explicou que ferro-velho compra o material puro por até R$ 4 o quilo.

A reportagem recolheu pedras que foram submetidas a análise laboratorial. Segundo o toxicologista da Universidade de São Paulo (USP) Fernando Barbosa Júnior, cinco tipos de metais prejudiciais à saúde foram identif**ados.

O especialista explica que os metais pesados entram no organismo pelo nariz e pela boca na poeira levantada no garimpo. Com o tempo, podem surgir doenças cardiovasculares, hepáticas e do sistema nervoso.

Após denúncia, moradores são vistos em terreno contaminado em Sorocaba
Falência
O terreno onde ocorre o garimpo pertencia a uma das maiores fábricas de baterias industriais e de automóveis do país: a Saturnia. O chumbo é um dos principais componentes da fabricação. Quando uma bateria acaba, ela volta para a indústria para ser reciclada.

A Saturnia funcionou por 39 anos e fechou em 2011. Em 2016, a fábrica decretou falência. Desde então, tudo ficou abandonado. O advogado responsável pela empresa foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações.

Em dezembro de 2017, a Cetesb fez um laudo e identificou a contaminação por chumbo de todo o solo da fábrica, mas nada foi feito. A engenheira química Fabíola Ribeiro afirma que este tipo de descarte é totalmente irregular.

“Eles precisam ser encaminhados para o que a gente chama de uma disposição final adequada, a exemplo de um aterro de resíduos perigosos, e nunca diretamente no solo sem nenhum tipo de prevenção e controle da poluição”, explicou.

https://g1.globo.com/google/amp/g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2018/08/20/moradores-relatam-lucro-de-mais-de-r-1-milhao-com-extracao-de-garimpo-de-chumbo-de-antiga-fabrica-de-baterias.ghtml

Por G1 Sorocaba e Jundiaí
20/08/2018

Moradores invadiram a área da Saturnia, em Sorocaba (SP), retiraram material com enxadas e até retroescavadeiras. Cetesb multou responsáveis pela massa falida da empresa.

24/08/2018

Incêndio atinge área de preservação ambiental em Belo Horizonte

A região de difícil acesso é conhecida como "Mata do Cercadinho" e pertence à Copasa

Bombeiros tiveram trabalho para conter as chamas

Um incêndio de grande proporção atingiu uma mata da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta das 2h desta quinta-feira (23).

A região de difícil acesso é conhecida como "Mata do Cercadinho" e é uma área de preservação ambiental de responsabilidade da Copasa. Popularmente, o local é conhecido como "Mata da Copasa".

Ainda segundo os Bombeiros, por volta das 03h15, foram realizados combates nos focos que se aproximaram de algumas residências.

A corporação informou que eles receberam muitas solicitações de moradores durante a madrugada. Na ocasião, os denunciantes informaram que as chamas estavam aproximando das casas.

A perícia investiga as causas do incêndio, que já foi controlado.

MINAS GERAIS
Matheus Renato Oliveira*, do R7, e Túlio Lopes, da RecordTV Minas
23/08/2018 - 10h16

* Estagiário do R7, com supervisão de Pablo Nascimento

Peru começa a usar aviões e drones para monitorar danos ambientais na AmazôniaMinistério da Defesa do Peru anunciou que ...
24/08/2018

Peru começa a usar aviões e drones para monitorar danos ambientais na Amazônia

Ministério da Defesa do Peru anunciou que passará a usar drones e aviões para monitorar danos à floresta.

Força Aérea do Peru começou a monitorar com aviões e drones os danos ambientais causados por mineiros e madeireiros ilegais na Amazônia, a selva peruana, informou nesta quarta-feira (22) o ministério da Defesa do país.

Naves tripuladas e não tripuladas captaram milhares de imagens na região amazônica de Madre de Dios, epicentro da mineração no Peru, em uma operação “sem precedentes, realizada nos dias 7, 8 e 9 de agosto”, informou o ministério em um comunicado.

No detalhe, “mais de 20 mil imagens aéreas (…), muitas das quais mostram os efeitos perniciosos da mineração ilegal e outras atividades ilícitas nas florestas, foram captadas”, acrescentou o ministério.

Nas imagens podem ser vistos acampamentos de mineradores e madeireiros, além das trilhas que percorrem na selva, por onde passam caminhões e tratores.

Mais de 20 mil imagens foram feitas em operação no início de agosto.
Lagoas de rejeitos, motores em funcionamento, depósitos de combustíveis e gente operando dragas também podem ser vistos nas fotografias e nos vídeos, que foram tiradas de uma altitude de 2.000 metros por aviões C-26B e drones.

Estas imagens “permitirão às autoridades estabelecer os níveis de afetação ao meio ambiente e à biodiversidade”, destacou o ministério.

As fotos e vídeos serão entregues à promotoria, o ministério da Cultura, a Marinha e outras instituições vinculadas à preservação e à proteção do meio ambiente e biodiversidade.

Além disso, o material será entregue a algumas ONGs, como a Associação para a Preservação da Bacia Amazônica e a Federação de Nativos de Madre de Dios, que combatem a exploração ilegal dos recursos nesta região remota.

Material será entregue para algumas ONGS e também para órgãos responsáveis de fiscalização.

Os milhares de mineiros ilegais empregam dragas, dinamite e mercúrio para extrair ouro, destruindo tudo pelo caminho, afirmam as autoridades.

“As fotografias e os vídeos captados durante o sobrevoo em Madre de Dios permitem apreciar com precisão como a atividade de mineração ilegal afeta a Amazônia, ao provocar desmatamento”, disse o coronel Luis José Callirgos, do Comando de Controle Aeroespacial da FAP, à agência de notícias estatal Andina.

Projeto pretende aumentar número de denúncias de desmatamento e danos ao meio ambiente na Amazônia peruana.

Publicado por BLOGONEGREEN em 24 DE AGOSTO DE 2018

https://onegreenblog.com.br/2018/08/24/peru-comeca-a-usar-avioes-e-drones-para-monitorar-danos-ambientais-na-amazonia/

Fonte: France Presse

Ministério da Defesa do Peru anunciou que passará a usar drones e aviões para monitorar danos à floresta (Foto: Ministério da Defesa do Peru/AFP) Força Aérea do Peru começou a monitorar com aviões …

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