27/09/2012
Prezados Clientes e Amigos, abaixo segue um texto bem interessante para leitura e reflexão. É um texto de Novembro de 2009 porém continua bem atual. "Algumas empresas e suas boas práticas" - por Patricia Almeida para o site RH.
O que me inspirou a escolher o tema foi a preocupação sobre o quanto cada empresa investe ou ainda tem a investir em seus empregados, se os querem mais talentosos. Chega a ser intrigante notar que diversas avarias ou perdas de mercadorias vistas nos supermercados aumentam pela inércia de alguns funcionários e ainda assim muitas dessas organizações não se preocupam em capacitar as suas pessoas.
Assim como este, vários são os casos de desrespeito entre vendedor e cliente, ou de profissionais que por trabalharem na área de projetos não dão ao cliente a sua devida importância. Pelo que se observa no mercado, este artigo objetiva incentivar empregadores a programarem as suas boas práticas. E para gerar ideias, nada mais oportuno do que conhecermos o que algumas companhias brasileiras estão fazendo.
É fato que tais práticas nos servem como ideias para novas atitudes e não como pacotes, pois uma vez boas para uma organização, não necessariamente servirão para a sua empresa. Afinal, cada organização possui um mercado e cada mercado possui um grupo de pessoas que se diferem, inclusive em suas necessidades de sobrevivência.
Neste momento, alguns leitores podem acreditar que já que o artigo serve muito mais para o chefe ou para os donos da corporação, não investirão o seu tempo com a leitura. Ledo engano. Algumas práticas constantes nas próximas linhas também podem ser implementadas por você, pessoa física, independente do cargo em que atua.
E se algumas empresas ainda acreditam que é possível tornar o seu funcionário motivado somente por ter registrado a sua Carteira de Trabalho, insisto em dizer que os tempos mudaram. É antigo, mas não promissor, o pensamento de que é difícil encontrar organizações que registram a Carteira Profissional de um profissional e, por isso, aquelas que registram são as melhores para trabalhar. Para tornar-se competitiva, é fundamental atrair e manter pessoas com qualidades para tal.
No mercado competitivo, a empresa que se preza busca diferencial ao seu negócio, ambiciona uma fatia maior no segmento, e para isso é importante que se tenha os melhores e maiores talentos que existem na área de logística, na produção, na área comercial e assim por diante. Para manter gente boa de serviço, é preciso arregaçar as mangas e investir.
É seguir bons exemplos ou, no mínimo, saber "quem faz o quê" para segurar o seu pessoal, e ainda, investindo em medidas muito simples. A começar pela Ambev, com o seu programa de segurança "Paz no Trânsito", cujo objetivo é reduzir e prevenir os acidentes no trânsito envolvendo os funcionários. Isso significa não só cuidados com a manutenção dos veículos, mas também avaliação, orientações, acompanhamento e treinamento aos colaboradores.
A Editora Abril, no ano passado, no trabalho de pesquisa sobre as organizações que adotam as melhores práticas, qualificou a Promon como a primeira empresa no ranking de seu segmento. Durante nove anos, a mesma companhia esteve no ranking das melhores. E o que a fez ser a melhor em 2008, segundo o seu presidente é a maneira como lida com os seus funcionários. Ou seja, ouvir e manter o diálogo com as pessoas que lá trabalham é uma prática comum na corporação. Neste caso, o diferencial é a possibilidade que todos têm em tornarem-se sócios da Promon, o que é a realidade de 75% dos empregados.
Já a empresa paulista Manah é um pouco mais conservadora. Para atrair o comprometimento dos colaboradores com o negócio a que emprega, criou uma "caixa de sugestões" via Internet, a fim de aumentar a venda de seus produtos (os brinquedos). Na época, o seu objetivo era alavancar a venda de brinquedos populares, mas para isso precisava lançar produtos próprios para este cliente. Resultado: funcionários e familiares sugeriam o que mais os atraia nos brinquedos, bem como aqueles que eram alvo de sua compra.
Este exemplo é similar a empresa do segmento farmacêutico Medley, que criou o BIS, cuja finalidade era premiar as pessoas que apresentassem soluções dos quais os impactos fossem positivos no dia a dia da companhia. Ao final do ano, em evento com os profissionais, premiam-se as dez melhores ideias praticáveis, distribui-se troféus aos três funcionários que tiverem maior participação e implantação no BIS, além de reconhecer os líderes das equipes que mais sugeriram ideias durante o ano.
No Banco Real, o Programa Diversidade objetiva o respeito às diferenças sociais, raciais e escolhas se***is. Com isso, as equipes de trabalho atuam nas diferentes frentes, tais como inclusão de pessoas com deficiência, adolescentes de baixa renda, homosse***is e outros. Dessa forma, não só cria uma cultura de respeito entre as pessoas, como também amplia a mente para novas possibilidades de aprendizado com pessoas que produzem, indiferentemente de s**o, raça, cor ou estado civil.
Na Todeschini, que já foi considerada uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil, a essência de sua boa gestão está no lema: "Faça a eles tudo o que gostarias que fizessem a ti". Com o intuito de valorizar e capacitar os seus funcionários, a organização investe em cursos de graduação, bem como na saúde das pessoas, através do seu completo serviço médico. E para acompanhar o que acontece por trás dos bastidores, uma vez por semana, os diretores reúnem-se com um grupo de colaboradores, a fim de escutar as dificuldades e sugestões encontradas no dia a dia.
Também não é difícil entender por que a Volvo foi a melhor empresa para se trabalhar no Brasil em 2008. Um exemplo simples de ação bem sucedida junto aos funcionários é a rodada de pizza toda sexta-feira no meio da produção.
Em suma, as boas práticas não param por aqui, além de nem sempre exigirem milhões em investimento. Investir em pessoas, sempre foi, mas hoje é uma atitude vital para as organizações de sucesso. Para ser reconhecida como melhor empresa, é necessário que se tenha os melhores profissionais e para tanto, é fundamental que se crie recursos para mantê-los ativos e motivados em sua área de atuação.
E é claro, a adoção de medidas isoladas não resolverá nenhum problema de baixa motivação dos colaboradores, ao contrário. É avaliando as necessidades de sua organização, se é possível criar programas que atendam as expectativas daquele que pode ser a chave para o seu negócio: o seu funcionário.
Texto extraído do site: http://www.rh.com.br/Portal/Motivacao/Artigo/6354/algumas-empresas-e-suas-boas-praticas.html
Investir em no capital humano tornou-se um diferencial competitivo para as empresas que buscam excelência no mercado.