09/02/2022
Neste mês de carnaval, mas ainda sem festa (🥺), vamos de Carybé!
Hector Julio Páride Bernabó - também conhecido como Carybé - foi um pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, muralista, pesquisador, historiador e jornalista argentino (ufa!). Apaixonado pelo Brasil, naturalizou-se e passou a morar no país desde 1949 até a sua morte, em 1997.
Nascido em 1911, na pequena cidade de Lanús, subúrbio de Buenos Aires, Hector viveu parte da infância na Itália. Em 1919, veio morar no Brasil pela primeira vez, onde completou os estudos secundários no Rio de Janeiro e mais tarde ingressou na Escola Nacional de Belas Artes.
Escoteiro, sua tropa era caracterizada pelos apelidos de nomes de peixe: Hector escolheu se chamar Carybé, pequeno peixe amazônico, apelido que o acompanhou para o resto da vida.
Em 1927, retornou para a Argentina, onde um jornal local o contratou para viajar por vários países fazendo e enviando desenhos e reportagens por onde passasse.
O novo emprego permitiu que Carybé tivesse contato com diferentes diversas culturas, que influenciaram a sua pintura. Em uma dessas viagens conheceu a cidade de Salvador e se apaixonou pela cultura baiana.
Neste período, trabalhou também como ilustrador de obras literárias e traduziu para o espanhol Macunaíma, de Mário de Andrade. Ao longo da sua carreira ilustraria diversas obras de renome, ganhando vários prêmios por isso.
A partir de 1940, morando no Brasil, passou a ser artista prolífico, divulgando a cultural afro-brasileira pela América Latina e Europa. Sua última grande obra foi o gradil e o mural de concreto do Museu de Arte Moderna da Bahia, em 1997.
A inspiração para o nosso F de fevereiro é a obra Samba-Reggae, de 1994. Parabéns pela excelente curadoria de e , que contou ainda com a colaboração de e
Fonte: Wikipedia