21/08/2026
Há um padrão em muitos comitês de sucessão: os participantes já chegam com os nomes na cabeça.
O processo acontece.
A governança é cumprida.
O PPT é aprovado. Mas a decisão real foi tomada antes — com base em relacionamento, experiência de convivência e intuição.
O critério explícito vira pro-forma. Um to-do para fechar o ciclo.
Esse modelo aguenta bem em ambiente estável (ou seja, nenhum).
A prova dos nove vem quando a primeira cadeira do C-level f**a vazia de verdade.
É nesse momento que os sucessores mapeados não são efetivados — porque ninguém consegue defender, com clareza, por que aquele nome está pronto para aquele cargo, naquele momento.
A decisão feita no automático era fácil de aprovar em sala. É difícil de sustentar sob pressão real.
Plano de sucessão que não sobrevive ao primeiro momento crítico não era um plano.