Nozomi Travel

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01/09/2026

Japão reduz limite em ruas residenciais e motoristas podem ser pegos de surpresa
O Japão mudou a regra para ruas residenciais sem faixa central. A partir de 1º de setembro, o limite padrão cai de 60 km/h para 30 km/h. A medida vale para vias usadas no dia a dia por moradores e vem acompanhada de campanhas de orientação. Em Hyogo, a polícia distribuiu folhetos para alertar motoristas e pedestres. O objetivo é reduzir acidentes em áreas de tráfego mais sensível. Mas há exceções importantes para ruas que já têm sinalização própria.
https://mundo-nipo.com.br/japao-reduz-limite-em-ruas-residenciais-e-motoristas-podem-ser-pegos-de-surpresa/

31/08/2026

Suspensão para contratar estrangeiros no Japão expõe disputa por mão de obra e pressiona o setor de restaurantes
A suspensão na entrada de novos trabalhadores estrangeiros para o setor de restaurantes no Japão já mexe com a disputa por mão de obra. O impacto aparece primeiro fora dos grandes centros, onde a falta de pessoal é mais aguda. Empresas e entidades relatam aumento na concorrência por profissionais que já vivem no país. Em Hokkaido, um empresário mudou até sua estratégia para tentar segurar trabalhadores. No governo, a decisão reforça uma linha mais dura sobre estrangeiros.
https://mundo-nipo.com.br/suspensao-para-contratar-estrangeiros-no-japao-expoe-disputa-por-mao-de-obra-e-pressiona-o-setor-de-restaurantes/

31/08/2026

Tóquio quer transformar estacionamento subterrâneo perto da estação mais movimentada do Japão em abrigo antimisísseis
Tóquio decidiu mirar um dos pontos mais simbólicos e movimentados da cidade para reforçar sua proteção civil. O governo metropolitano anunciou um plano para usar uma estrutura subterrânea próxima à Tokyo Station como abrigo antimisísseis para moradores e turistas em caso de ataque de míssil balístico. A proposta coloca a infraestrutura de emergência no coração da capital japonesa e mostra como a pressão de segurança na região voltou a ganhar espaço nas decisões públicas.
A área escolhida f**a no entorno imediato da estação, considerada uma das portas de entrada mais importantes da cidade. O espaço em estudo é o Yaesu Parking Lot, uma instalação subterrânea localizada sob a avenida Yaesu-dori, a cerca de 2 a 11 metros abaixo do solo. O projeto prevê uma reforma do local para transformá-lo em abrigo antimisísseis capaz de receber pessoas em situação de emergência. A iniciativa também tem valor simbólico, porque atinge uma região que concentra circulação intensa de trabalhadores, visitantes e turistas.
O anúncio foi feito pela governadora de Tóquio, Yuriko Koike, que informou o início de um levantamento ainda neste ano fiscal, com prazo até março. Esse estudo servirá de base para definir as exigências da obra, o custo e o cronograma final do projeto. O governo metropolitano ainda não fechou esses pontos. Por enquanto, a administração trabalha na fase de preparação técnica antes de avançar para a execução.
Abrigo antimisísseis em área central
A estrutura em estudo tem área total de aproximadamente 13 mil metros quadrados e ocupa os primeiros e segundos subsolos sob a avenida que parte da Tokyo Station. Entre as adaptações previstas estão portas capazes de resistir a explosões e prateleiras para armazenar suprimentos de emergência. As autoridades também passaram a discutir, na fase de desenho do projeto, como lidar com riscos como onda de choque, detritos e desabamento de estruturas em eventual ataque.
O objetivo é deixar o espaço apto para acolher pessoas em caso de necessidade imediata. O governo de Tóquio avalia que a reforma de um estacionamento subterrâneo nessa região pode oferecer uma resposta rápida em uma área de grande fluxo, especialmente porque a estação é um dos principais nós de transporte da capital e concentra circulação externa em seu entorno.
Se o plano avançar, este será o segundo abrigo subterrâneo de emergência na capital. O primeiro está em processo de conversão em Azabu-Juban, em uma instalação de armazenamento de 1.400 metros quadrados ligada ao metrô. A nova proposta amplia a rede de proteção em uma cidade que já vinha estudando usos semelhantes para espaços subterrâneos.
Contexto de segurança
Koike justificou a escolha da região pela proximidade com Tokyo Station, que ela descreveu como a “porta de entrada da capital”, por receber grande circulação de pessoas. A lógica do projeto é justamente proteger um ponto de alto fluxo e grande valor urbano, onde a evacuação rápida pode ser decisiva em uma situação de risco.
A decisão também se insere no contexto de tensão militar no entorno do Japão. Nos últimos anos, a Coreia do Norte intensificou os lançamentos de mísseis balísticos, incluindo te**es que levaram autoridades japonesas a reforçar a vigilância e a proteção civil. O governo metropolitano citou esse cenário como parte da motivação para acelerar estudos sobre instalações que possam funcionar como abrigo em caso de ataque.
Koike classificou os lançamentos repetidos de mísseis como uma ameaça grave e inaceitável, e afirmou que a prioridade é proteger a vida e o patrimônio dos moradores da capital. A mensagem do governo metropolitano é de preparação, não de improviso. A ideia é antecipar respostas em vez de esperar uma crise para estruturar a defesa civil.
O que já existe no Japão para esse tipo de emergência
No Japão, o conceito de abrigo antimisísseis costuma estar ligado a estruturas subterrâneas e instalações de concreto capazes de reduzir os efeitos diretos de explosões, em especial blast waves e detritos. O governo japonês e autoridades locais vêm tratando o tema no âmbito da proteção civil e da chamada “resiliência”, com diretrizes para uso de instalações subterrâneas e de edifícios robustos em caso de ameaça armada.
Tokyo Metro já havia informado, em anúncios anteriores, que estações e outras instalações subterrâneas podem ser designadas como áreas de evacuação emergencial temporária, especialmente para reduzir danos diretos em situações de ataque. No sistema metropolitano, também há medidas permanentes de segurança e procedimentos específicos para casos de alerta de míssil, com orientação para suspensão da operação dos trens quando houver informação oficial de risco.
As autoridades japonesas vêm ampliando o debate sobre a criação e o uso de abrigos, num contexto em que o governo central também passou a reforçar a ideia de aproveitar instalações subterrâneas para proteção de civis em cenários de ataque armado. Em paralelo, o plano de Tóquio reforça a tendência de transformar estruturas já existentes em equipamentos de proteção sem depender, necessariamente, da construção de grandes complexos novos.
Próximos passos
O levantamento deve continuar até o ano fiscal de 2027. Só depois disso o governo vai definir a data de conclusão, os requisitos específicos da construção e o valor total da obra. Isso signif**a que o projeto ainda está em fase inicial, embora já tenha uma direção política clara.
A escolha de um espaço subterrâneo no entorno de Tokyo Station mostra que o governo pretende usar a própria geografia da cidade como parte da estratégia de proteção. Em uma área onde milhões circulam, a adaptação de um estacionamento subterrâneo a um abrigo antimisísseis traduz a combinação entre utilidade prática e resposta a um cenário de risco regional que segue no radar das autoridades.
https://mundo-nipo.com.br/toquio-quer-transformar-estacionamento-subterraneo-perto-da-estacao-mais-movimentada-do-japao-em-abrigo-antimisisseis/

31/08/2026

Salário de 1 milhão de ienes por mês? A aposta de uma empresa de Tóquio que pode mexer com a disputa por talentos
Uma empresa de Tóquio decidiu elevar o salário inicial de recém-formados a 1 milhão de ienes por mês, uma cifra que chama atenção por romper com a faixa mais comum de entrada no mercado japonês e colocar a companhia entre as que mais pagam no país. A aposta mira candidatos com perfil de empreendedorismo e inteligência artificial, em uma tentativa de usar a remuneração como ferramenta para atrair talentos considerados estratégicos.
A iniciativa parte da Rimo, uma startup de IA com sede em Tóquio, conhecida pelo desenvolvimento e operação do serviço de reconhecimento de voz e criação automática de atas “Rimo Voice”. Em comunicado divulgado em 2 de março de 2026, a empresa informou que abriu recrutamento para a turma de 2027 e passou a oferecer um salário inicial de 400 mil ienes por mês, com meta de formar, em até três anos, um responsável de negócios capaz de alcançar renda anual acima de 8 milhões de ienes.
Salário inicial acima da média japonesa
O novo patamar de remuneração foi anunciado para quem ingressar em abril de 2027. Na prática, a proposta da empresa coloca o salário inicial muito acima do padrão japonês para recém-formados universitários. Dados oficiais do governo japonês mostram que a remuneração mensal inicial média de universitários ficou em 262.300 ienes em junho de 2025. O mesmo indicador vem sendo acompanhado pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar e pelo portal oficial Study in Japan, que aponta valores em torno de 210 mil ienes para graduados universitários e quase 230 mil ienes para pós-graduados, dependendo da metodologia usada.
A diferença entre os dois números ajuda a dimensionar o alcance da decisão. Um salário inicial de 1 milhão de ienes por mês representa múltiplas vezes a média nacional para a entrada na carreira e foge completamente do padrão mais comum entre empresas japonesas, inclusive em um momento em que várias companhias vêm revisando para cima as ofertas a novos graduados.
A medida também se destaca porque não se trata de uma remuneração genérica. A empresa pretende direcionar o processo seletivo a pessoas com habilidades específ**as e potencial de mercado, em vez de adotar uma faixa única para todos os novos contratados. No material de recrutamento, a companhia afirma que quer formar “executivos de próxima geração” e que busca candidatos com capacidade de pensar por conta própria, operar com IA no centro do trabalho e criar novos negócios.
Como funciona o modelo de contratação
A companhia quer introduzir um sistema de recrutamento para recém-formados em que o salário inicial seja definido com base na capacidade individual e no valor de mercado de cada candidato. Esse modelo rompe com a lógica tradicional de remuneração padronizada no início da carreira e se aproxima de uma seleção voltada para desempenho, potencial e especialização.
Segundo a própria empresa, os candidatos foram convidados a apresentar uma proposta sobre aquilo em que consideram ser melhores. O interesse inicial foi expressivo: cerca de 1.300 pessoas se inscreveram para vagas com início previsto para a primavera de 2027, e aproximadamente 10 receberam ofertas de emprego. O dado reforça que a proposta salarial se tornou um filtro importante no funil de recrutamento.
A remuneração média anual dos funcionários da empresa atualmente gira em torno de 17 milhões de ienes, de acordo com o comunicado da Rimo. A empresa também afirma operar sem depender de captação de recursos externos e manter lucratividade desde a fundação, em 2019, o que ajuda a sustentar uma política de contratação mais agressiva do ponto de vista salarial.
Além do valor de entrada, a companhia estruturou uma trilha de desenvolvimento de três anos. No primeiro mês, o novo contratado deverá entender a estrutura do negócio; entre o primeiro e o segundo ano, a expectativa é de atuação direta em prospecção, propostas e feiras; já entre o segundo e o terceiro ano, a meta é assumir a responsabilidade por uma área de negócio, incluindo desenho de processos, novos projetos e gestão de equipe.
Salário inicial e disputa por talentos
O movimento ocorre em meio a uma preocupação recorrente entre empresas japonesas: reter profissionais capazes de inovar. A própria Rimo afirma que quer ver uma remuneração baseada em habilidade se espalhar entre outras companhias japonesas para evitar a saída de talentos para o exterior. A comparação feita internamente é direta: para a empresa, um salário de 1 milhão de ienes por mês não é extraordinário em padrões europeus ou norte-americanos.
Na prática, a estratégia tenta responder a um problema conhecido no ambiente corporativo japonês. Se o mercado valoriza menos certas competências no início da carreira, empresas mais agressivas na remuneração podem ganhar vantagem na contratação de perfis disputados, especialmente em áreas ligadas à tecnologia e à inovação. O próprio governo japonês tem acompanhado o avanço dos salários de entrada, e levantamentos recentes mostram que as empresas vêm elevando os valores oferecidos a novos universitários.
O caso também evidencia uma mudança de enfoque no recrutamento. Em vez de olhar apenas para diploma ou tempo de formação, a empresa passa a insistir em capacidade, proposta individual e valor de mercado como critérios centrais. O comunicado da Rimo diz que quer pessoas com “forte vontade de crescer”, senso de responsabilidade e aptidão para lidar com mudanças, além de destacar o uso cotidiano de IA como parte da cultura interna.
Para quem acompanha o mercado de trabalho no Japão, a decisão funciona como um sinal importante. Ela mostra que, em determinados setores, o salário inicial pode deixar de ser apenas ponto de partida e virar instrumento para disputar os profissionais mais cobiçados. Ao mesmo tempo, o caso expõe como startups de tecnologia vêm usando remuneração, ambiente de trabalho e perspectiva de crescimento rápido para competir com empresas maiores na atração de jovens talentos.
O que esse anúncio revela
A oferta de 1 milhão de ienes por mês não signif**a que essa seja a nova média do Japão. O dado mais concreto é que se trata de uma política específ**a de uma empresa, voltada a um número limitado de novos contratados. A própria Rimo fala em uma contratação “em pequena escala” e em formação acelerada de futuros líderes de negócio.
Ainda assim, o anúncio tem peso simbólico. Ele expõe uma tentativa de desafiar padrões salariais tradicionais e coloca no centro da conversa temas como produtividade, retenção de talentos e valorização de competências técnicas. Também ajuda a explicar por que a palavra-chave salário inicial ganhou novo protagonismo no debate corporativo japonês, agora associada não apenas à entrada no mercado, mas à disputa por cérebros capazes de operar em um ambiente de IA.
Em um país em que o salário inicial médio de universitários ainda está bem abaixo desse patamar, a iniciativa chama atenção justamente por deslocar o debate para um nível incomum. O foco deixa de ser apenas contratação e passa a ser a disputa por quem consegue oferecer as melhores condições para atrair os profissionais certos. A decisão de uma empresa de Tóquio sinaliza, assim, como a corrida por talento pode levar o mercado japonês a testar modelos de remuneração muito acima da média e com impacto direto na forma como recém-formados enxergam as oportunidades de carreira.
https://mundo-nipo.com.br/salario-de-r-1-milhao-por-mes-a-aposta-de-uma-empresa-de-toquio-que-pode-mexer-com-a-disputa-por-talentos/

29/08/2026

Japão abre caminho para o novo prefixo 060, mas a adoção ainda está indefinida
A expansão da numeração reflete mudanças no uso do telefone móvel no Japão. A necessidade de mais linhas não vem apenas do crescimento populacional, mas da multiplicação de usos por pessoa e por empresa. Uma pesquisa citada no material consultado mostrou que os celulares de trabalho se tornaram muito mais comuns, especialmente porque o período da pandemia de covid-19 acelerou o uso do aparelho como ferramenta profissional.
Entre trabalhadores ouvidos nesse levantamento, o celular fornecido pela empresa apareceu como a resposta mais frequente. Também houve uma parcela relevante de pessoas que usam telefones próprios com números privados para o trabalho. O movimento ajuda a explicar por que a demanda por números segue alta mesmo em um país que já tem mais linhas do que habitantes.
Outro fator importante é a busca por redundância. Depois de uma grande falha de rede de uma operadora em 2022, mais usuários passaram a adotar uma segunda linha com outra empresa como forma de prevenção. Além disso, terremotos e outros grandes desastres reforçaram o hábito de manter mais de uma opção de comunicação ativa. Nesse contexto, o celular deixou de servir apenas para chamadas e mensagens. Hoje, ele também é usado em pagamentos, serviços digitais e atividades de rotina, o que aumenta a dependência do aparelho.
A competitividade do setor também ajuda a empurrar essa procura. As grandes operadoras oferecem planos e sub-marcas de menor custo, enquanto as operadoras virtuais consolidaram uma oferta mais ampla e barata. Há pacotes que começam em algumas centenas de ienes por mês, o que estimula usuários a contratar linhas adicionais ou serviços paralelos.
O que já foi decidido sobre o prefixo 060
O novo bloco de numeração foi incorporado ao planejamento do governo para evitar falta de números móveis. A ideia é acrescentar cerca de 90 milhões de combinações, elevando a capacidade total do Japão para 360 milhões de números. Em dezembro de 2024, o Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações anunciou a inclusão do 060 para telefonia móvel, e as cinco grandes operadoras passaram a se preparar para a mudança. O sistema prevê números móveis de 11 dígitos iniciados por 060-1 a 060-9.
As cinco grandes operadoras do país — NTT Docomo, KDDI, Okinawa Cellular Telephone, SoftBank e Rakuten Mobile — haviam planejado iniciar a distribuição do 060 de forma escalonada a partir de julho de 2026. No entanto, a estreia foi adiada porque os sistemas das empresas levaram mais tempo do que o previsto para f**ar prontos. Atualmente, a data de lançamento aparece como indefinida. As próprias operadoras disseram que o novo prefixo poderia ser oferecido a partir de 2026, mas apenas após as adaptações internas necessárias.
No processo regulatório, a abertura do 060 não significou disponibilidade imediata ao consumidor. A autorização entrou em vigor em 20 de dezembro de 2024, mas a oferta comercial depende de ajustes de rede, te**es de compatibilidade e sincronização entre empresas. Em outras palavras, o prefixo foi aprovado em termos de numeração, mas ainda não chegou de forma plena às mãos dos usuários.
O que atrasou a adoção do prefixo 060
O atraso ocorreu porque a expansão do sistema exigiu mudanças mais amplas do que as previstas inicialmente. O governo abriu consulta sobre a mudança ainda em 2024, e empresas do setor apontaram que a adaptação não dizia respeito apenas às operadoras móveis. Havia também impacto em serviços fixos, centrais telefônicas e sistemas corporativos que precisam reconhecer corretamente o novo bloco.
Segundo a apuração divulgada em julho de 2026, a janela de 18 meses entre a alteração regulatória de dezembro de 2024 e a data prevista de lançamento não foi suficiente. A comparação com ampliações anteriores ajuda a entender o problema: o 070 levou cerca de 11 meses para entrar em operação, e o bloco 020, usado para IoT, demandou cerca de 9 meses. No caso do 060, a complexidade foi maior, justamente porque o número precisa funcionar em um ecossistema mais amplo.
As discussões também envolveram o risco de incompatibilidades com equipamentos e sistemas que usam a estrutura do número para identif**ar o tipo de serviço. Em ampliações anteriores, a migração de faixas numéricas exigiu ajustes em ambientes corporativos, centrais privadas e serviços de voz. O novo prefixo, portanto, representa mais uma etapa de adaptação da infraestrutura japonesa de telecomunicações.
Quando o 060 deve aparecer nas redes
O setor avalia que a adoção não será instantânea. Mesmo depois do início da distribuição, especialistas do mercado acreditam que pode levar cerca de dois anos até que o 060 se torne realmente comum. Isso signif**a que, por um bom tempo, o novo prefixo ainda deve ser visto com pouca frequência. Em julho de 2026, a oferta ao público seguia sem calendário definido, embora o enquadramento regulatório já estivesse concluído.
No quadro atual, o Japão ainda não enfrenta uma falta imediata de números para os usuários finais. Em julho de 2026, havia cerca de 4,6 milhões de números 070 não atribuídos, e a base efetivamente em uso para 070, 080 e 090 somava cerca de 188 milhões, abaixo da capacidade total de 270 milhões então disponível. O governo avaliou que não há risco de interrupção ou de impacto direto aos assinantes enquanto a transição para o 060 não for concluída.
Na prática, a mudança mostra como o sistema de telefonia japonês vem se ajustando a uma vida cada vez mais dependente do celular. O avanço do trabalho remoto, a preocupação com segurança, o uso de linhas extras e a necessidade de backup depois de falhas de rede e desastres colocaram pressão sobre a numeração disponível.
O prefixo 060 entra, portanto, como resposta a uma demanda concreta. Mas sua chegada ao dia a dia dos usuários ainda depende de um processo técnico que não terminou. Até lá, o Japão segue usando as faixas antigas enquanto prepara espaço para mais uma geração de números móveis.
https://mundo-nipo.com.br/japao-abre-caminho-para-o-novo-prefixo-060-mas-a-adocao-ainda-esta-indefinida/

29/08/2026

Masturbador japonês aposta em parceria com o anime Panty & Stocking with Garterbelt para lançar produtos licenciados no Japão e nos Estados Unidos.
Tenga anime chega ao Japão e aos EUA com itens licenciados de New Panty & Stocking with Garterbelt, incluindo cup e tissue case.

A Tenga colocou no mercado uma colaboração oficial com o anime New Panty & Stocking with Garterbelt e transformou uma parceria improvável em produto real à venda no Japão e nos Estados Unidos. O lançamento inclui um cup e uma tissue case, ambos licenciados e inspirados na série.

A novidade chamou atenção porque mistura duas áreas que, em tese, costumam andar separadas. De um lado, há uma marca conhecida por produtos adultos. De um lado, há uma marca conhecida por produtos adultos. De outro, uma animação que ganhou nova temporada em 2025, depois de uma espera de 15 anos desde a série original, exibida em 2010. Agora, essa conexão saiu do campo da referência cultural e virou item de prateleira.

Tenga anime entra em uma colaboração oficial

Os produtos fazem parte da linha New PANTY & STOCKING with GARTERBELT Special Collaboration. No mercado japonês, o cup é vendido por 1.200 ienes, enquanto a tissue case custa 3.850 ienes. Nos Estados Unidos, os mesmos itens aparecem por US$ 13,99 e US$ 34,99, respectivamente.

A própria descrição comercial dos itens reforça que se trata de uma ação de licenciamento voltada ao público que acompanha o universo da série. A tissue case é apresentada como um acessório decorativo para o quarto, e a linha deixa claro que a parceria busca associar a estética do anime ao portfólio da marca. A Tenga também enquadra a coleção na categoria de colaboração, ao lado de outras parcerias e produtos especiais.

O lançamento foi apresentado primeiro no Anime Expo, em Los Angeles, antes de chegar às lojas online oficiais da marca nos dois países. A comercialização simultânea no Japão e nos Estados Unidos amplia o alcance da ação e tira o projeto do campo de uma peça isolada de evento.

Tenga anime aposta em uma combinação de imagem e tema

A leitura da parceria passa pela afinidade temática entre a marca e a série. A Tenga não tenta vender seus produtos como itens “sexy” em si. Em vez disso, trabalha a ideia de reduzir o constrangimento em torno do uso desses acessórios. A colaboração com Panty e Stocking segue essa lógica de humor, irreverência e desinibição.

A série, por sua vez, também carrega esse tipo de identidade. As protagonistas, Panty e Stocking, são apresentadas como irmãs anjo que enfrentam demônios enquanto lidam sem pudor com seus impulsos e desejos. É justamente essa coincidência de tom que sustenta a parceria e ajuda a explicar por que o licenciamento faz sentido dentro da estratégia comercial.

Ainda que o estilo visual do anime não seja necessariamente óbvio como produto de apelo erótico, o vínculo entre as duas marcas foi construído na ideia de liberdade de comportamento e de quebra de tabu. Nesse contexto, a colaboração funciona como extensão natural de uma linguagem já conhecida do público adulto que acompanha o título.

O que é o Tenga anime e por que a parceria chama atenção

O interesse em torno do Tenga anime também tem relação com a própria trajetória da marca. A empresa ficou conhecida por criar produtos com forte identidade de design e por transformar um segmento historicamente cercado de tabu em um mercado com linguagem visual própria. Em sua linha de cup, a Tenga reúne versões variadas e mantém a categoria como uma das mais reconhecíveis do catálogo.

No caso desta colaboração, o cup segue essa tradição de produto principal da marca, enquanto a tissue case amplia o alcance para o uso cotidiano e doméstico. A diferença de preços reforça essa segmentação: o item mais acessível conversa com a base de consumidores da marca, e o acessório decorativo mira também quem busca um objeto de coleção ligado ao anime.

A escolha de lançar uma colaboração com New Panty & Stocking with Garterbelt também se encaixa no momento da franquia. A nova temporada, exibida em 2025, reativou o interesse pelo título e reacendeu a circulação de imagens, personagens e referências associadas à obra. Com isso, a parceria com a Tenga encontrou um terreno favorável tanto no Japão quanto fora dele.

Tenga anime chega a dois mercados

Os itens podem ser comprados tanto no Japão quanto nos Estados Unidos, o que amplia o alcance comercial da iniciativa. A presença simultânea nos dois mercados mostra que a ação não ficou restrita a um lançamento pontual para colecionadores no evento de Los Angeles.

O cup, com preço mais acessível, e a tissue case, de valor mais alto, apontam para públicos diferentes dentro do mesmo nicho. Um produto se encaixa na linha tradicional da marca. O outro funciona também como peça decorativa e pode ser usado de forma comum no dia a dia, como caixa de lenços.

Essa combinação ajuda a explicar a força de merchandising da colaboração. O apelo não está apenas no objeto em si, mas na associação entre marca, anime e cultura pop japonesa. Em um mercado em que edições especiais costumam ter forte valor simbólico, a parceria ganha peso justamente por parecer improvável.

A Tenga também reforça a lógica de suas colaborações ao disponibilizar o produto dentro da categoria de itens especiais e de linha limitada. Isso ajuda a posicionar a coleção como lançamento específico, com valor de novidade e interesse de fãs, em vez de apenas mais um item de catálogo.

No fim, a Tenga anime se apresenta como mais um exemplo de como o licenciamento japonês transforma referências de nicho em produto concreto, com potencial de chamar atenção dentro e fora do país. O resultado é uma coleção curta, específ**a e feita para circular entre fãs, curiosos e colecionadores, agora com presença oficial nos dois mercados e com a marca apostando em uma parceria que equilibra humor, identidade visual e apelo comercial.
https://mundo-nipo.com.br/tenga-lanca-versoes-licenciadas-de-anime-no-japao-e-nos-eua-e-aposta-em-uma-parceria-improvavel/

29/08/2026

Japão abre caminho para o novo prefixo 060, mas a adoção ainda está indefinida
O Japão prepara a entrada de um novo prefixo para celulares em meio a um cenário de pressão sobre a numeração móvel. O prefixo 060 foi criado para ampliar a oferta de números, mas a liberação ao público ainda depende da conclusão de ajustes técnicos pelas operadoras. Enquanto isso, os blocos 090 e 080 já estão praticamente tomados, e o 070 também se aproxima do esgotamento.
A mudança não acontece por acaso. O país já havia ampliado sua capacidade de numeração várias vezes nas últimas décadas. Em 1999, os celulares japoneses passaram a começar com 090. Em 2002, veio o 080. Depois, em 2013, entrou o 070. Juntos, esses três prefixos criaram uma capacidade de cerca de 250 milhões de combinações.
Mais tarde, a numeração ligada a serviços que deixaram de existir também foi incorporada ao sistema. Com isso, o total disponível no país chegou a aproximadamente 270 milhões de números. Ainda assim, a demanda continuou avançando e forçou uma nova solução.
Os dados mais recentes mostram a pressão sobre o sistema. Em setembro de 2024, quase todos os números começados por 090 e 080 já haviam sido atribuídos. Restavam cerca de 5,3 milhões de números com 070 disponíveis. É esse quadro que levou à criação de mais um bloco, agora com 060.
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artificial

29/08/2026

Shinkansen esconde um espaço privado barato que quase ninguém viu
O Business Booth do Shinkansen oferece privacidade por 1.500 ienes por hora, mas só em trens específicos e com regra de uso restrita.

Um espaço privado no Shinkansen tem passado quase despercebido por muitos passageiros, apesar de já existir desde 2022. O serviço oferece uma pequena cabine de trabalho a bordo, com uso pago, e pode custar 1.500 ienes por uma hora. O detalhe chama atenção porque a estrutura não foi criada como um produto de luxo, mas como uma solução prática para quem precisa trabalhar durante a viagem.

O serviço f**a disponível apenas em trens N700S da linha Nozomi, nas rotas Tokaido e Sanyo, entre Tóquio e Hakata, em Fukuoka. Para usar o espaço, o passageiro precisa ter comprado também um assento comum no carro 7. A cabine f**a na área de conexão entre os carros 7 e 8. Ali, o ambiente conta com duas cadeiras, uma bancada, tomadas comuns e USB, além de uma janela para acompanhar a paisagem.

Business Booth no Shinkansen
A cabine pode ser usada sozinho ou com mais uma pessoa. Em vez de ser reservada para toda a duração da viagem, o espaço é alugado em blocos de 10 minutos, por até duas horas. Os preços começam em 200 ienes por 10 minutos, até 30 minutos de uso. Depois disso, a cobrança sobe para 300 ienes a cada 10 minutos entre 30 e 60 minutos. Na prática, meia hora custa 600 ienes e uma hora sai por 1.500 ienes. Sessões de 90 minutos custam 2.500 ienes, e duas horas custam 4.000 ienes.

A lógica do serviço ajuda a explicar por que ele ficou fora do radar de muitos viajantes. O nome oficial é Business Booth, e ele está ligado ao carro S Work, o sétimo carro dos N700S. Esse vagão foi pensado para passageiros que querem trabalhar durante o trajeto, com mais liberdade para usar computador, organizar documentos, fazer ligações ou participar de videochamadas. A cabine, portanto, não tem acabamento voltado ao luxo. Mesmo assim, oferece um espaço reservado e silencioso em meio ao movimento do trem.

De acordo com a JR Central, a proposta do Business Booth é permitir que o passageiro faça reuniões rápidas, chamadas telefônicas, videoconferências e tarefas que exigem privacidade sem sair do trem. A empresa também informa que o uso é reservado apenas aos clientes do carro 7, o chamado S Work Car, e que o acesso ao espaço é feito depois do embarque, a partir de um folheto colocado no assento. Um QR code direciona o usuário à página de reservas disponíveis naquele momento.

Outro ponto importante é a forma de implantação. Em documentos oficiais da companhia, a JR Central detalhou que os Business Booths começaram a ser introduzidos gradualmente em abril de 2022, com a adaptação do antigo smoking room no espaço entre os carros 7 e 8 dos N700S. Mais tarde, a empresa informou que o serviço passou a ser operado com cobrança regular a partir de 1º de outubro de 2023, e que a instalação em todos os N700S existentes foi concluída no ano fiscal de 2024. Isso ajuda a explicar por que o recurso já estava em operação antes de ganhar atenção mais ampla do público.

Como funciona o serviço
A disponibilidade também é restrita. O Business Booth existe somente nos N700S da Nozomi e depende da configuração do dia. A JR Central mantém uma verif**ação específ**a para saber quais trens contam com o recurso, já que a composição pode variar por manutenção, operação ou substituição de material rodante. Em comunicados e páginas de serviço, a empresa destaca que o espaço faz parte de um conjunto maior de soluções para passageiros de negócios, incluindo o S Work Car e o serviço de Wi-Fi dedicado “S Wi-Fi for Biz”.

O S Work Car, aliás, foi criado como um vagão para clientes que precisam trabalhar durante a viagem. Nele, a empresa permite o uso de computadores e considera aceitáveis sons típicos de trabalho, como digitação e chamadas curtas, desde que respeitada a convivência entre passageiros com o mesmo objetivo. O Business Booth complementa essa proposta ao oferecer uma área fechada para tarefas que pedem isolamento temporário.

Na prática, o serviço representa uma alternativa para quem quer mais privacidade sem migrar para uma categoria premium. Em vez de uma cabine de luxo, trata-se de um recurso funcional, criado para produtividade, chamadas e reuniões rápidas. A JR Central também relaciona o projeto a uma estratégia mais ampla de melhorar o ambiente de trabalho a bordo e nas estações do Tokaido Shinkansen, com espaços que atendem diferentes perfis de passageiros.

Além disso, o serviço se encaixa em uma tendência maior da companhia de ampliar a oferta voltada ao trabalho durante a viagem. Em materiais institucionais recentes, a empresa menciona não só os booths dentro do trem, mas também áreas de trabalho em estações, o que reforça a tentativa de transformar o deslocamento em tempo útil para profissionais em trânsito. Mesmo assim, o Business Booth permanece discreto por estar localizado em uma área de passagem entre vagões e por depender de um embarque em um trem específico.

O resultado é um dos serviços mais incomuns do Shinkansen: pequeno, funcional e pouco divulgado, mas já integrado à rotina dos N700S. Para quem sabe procurar, a cabine oferece uma forma simples de atender ligações, fazer uma reunião rápida ou trabalhar com mais privacidade sem deixar o trem.
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Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 10:30 - 17:00
Quinta-feira 10:30 - 18:00
Sexta-feira 10:30 - 18:00

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