25/08/2026
Como manter a depreciação dos ativos alinhada à realidade patrimonial da empresa?
A gestão da depreciação começa com informações técnicas consistentes sobre o ativo e continua durante todo o seu ciclo de vida. Vida útil, valor residual, intervenções, condição física e movimentações precisam permanecer atualizados para sustentar registros contábeis confiáveis.
No Brasil, o CPC 27 – Ativo Imobilizado estabelece critérios para reconhecimento, mensuração e depreciação do ativo imobilizado. Entre os pontos relevantes está a revisão, pelo menos ao final de cada exercício, da vida útil e do valor residual dos ativos. Quando as expectativas mudam, seus efeitos são tratados prospectivamente como mudança de estimativa contábil, conforme o CPC 23.
Na prática, uma gestão estruturada da depreciação reúne diferentes controles.
A definição da vida útil deve considerar a expectativa de utilização do ativo e pode ser sustentada por avaliações e critérios técnicos. A conciliação entre depreciação contábil e fiscal permite acompanhar diferenças entre as bases e seus respectivos tratamentos. Intervenções relevantes também precisam ser documentadas para que seus efeitos sobre componentes, vida útil e depreciação futura possam ser avaliados adequadamente.
O ERP ocupa outra posição importante nesse processo. Parâmetros como custo, data disponível para uso, método de depreciação, vida útil, valor residual, movimentações e baixas precisam estar estruturados para que o cálculo automatizado represente corretamente os critérios definidos pela organização.
E existe uma conexão especialmente importante entre depreciação e inventário físico de ativos.
Inventários periódicos permitem verificar existência, localização, identificação, condição e status de uso dos bens. A conciliação entre essa realidade física e a base patrimonial fornece informações para analisar baixas, transferências, reclassificações e atualizações cadastrais.
Essa periodicidade também pode ser estruturada de acordo com as características da base e os controles estabelecidos pela organização, direcionando verificações para diferentes grupos de ativos.
Assim, gestão da depreciação, CPC 27, revisão de vida útil, inventário físico, conciliação patrimonial e governança da base de ativos fazem parte de um mesmo ambiente de controle.
Quando essas informações permanecem conectadas, a empresa fortalece a qualidade dos registros do ativo imobilizado e cria uma base mais consistente para demonstrações financeiras, auditorias, planejamento de CAPEX e decisões sobre o ciclo de vida dos ativos.
Depreciação precisa acompanhar a realidade dos ativos.