01/09/2026
Todo ativo precisa passar por teste de impairment?
E, quando precisa, o teste deve ser realizado todos os anos?
A resposta depende da natureza do ativo e da norma contábil aplicável.
O impairment existe para evitar que ativos permaneçam registrados contabilmente por valores superiores àqueles que podem ser recuperados por uso ou venda. Por isso, a análise não começa pelo cálculo da perda: começa pela correta identificação do ativo, do pronunciamento aplicável e dos eventos que podem indicar uma redução em seu valor recuperável.
No contexto do CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, essa distinção é especialmente relevante. Para determinados ativos, como itens do imobilizado e intangíveis com vida útil definida, a avaliação é desencadeada pela existência de indícios de desvalorização. Já intangíveis com vida útil indefinida e goodwill estão sujeitos a te**es anuais, conforme as regras aplicáveis.
Também é fundamental reconhecer o que está fora desse escopo. Estoques, ativos financeiros, impostos diferidos e determinados outros ativos possuem critérios próprios estabelecidos por pronunciamentos específicos. Aplicar automaticamente a lógica do CPC 01 a qualquer saldo patrimonial pode levar a uma análise tecnicamente inadequada.
Na prática, uma política consistente de impairment exige mais do que executar um teste no fechamento contábil. Exige governança sobre os ativos, acompanhamento de indicadores internos e externos, documentação das premissas utilizadas e integração entre as informações contábeis e a realidade operacional da empresa.
Quando esse processo é bem estruturado, a organização fortalece a confiabilidade dos valores apresentados nas demonstrações financeiras, a rastreabilidade das análises e a qualidade das informações utilizadas por gestores, auditoria e demais stakeholders.
A tabela mostra um ponto de partida: quais ativos observar, quando o teste se aplica e qual referência normativa considerar.