10/04/2026
Recentemente assisti o filme Até o Último Homem.
Ele conta a história real de Desmond Doss, um soldado que foi para a 1a Guerra, mas, por motivos religiosos, se recusou a pegar em armas e escolheu salvar vidas como médico do exército.
Desmond Doss foi um dos primeiros Opositores Conscientes, soldados que pedem a isenção do serviço militar armado com base em convicções pessoais e religiosas, dispondo-se a servir seu país de outras maneiras.
Ele foi ridicularizado, agredido, pressionado e isolado.
E, num ambiente de alta pressão, Desmond Doss se tornou ainda mais fiel aos seus princípios.
Na Batalha de Okinawa, atuando na ala médica, ele foi a campo e, sozinho, salvou 75 homens feridos.
E se tornou o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a ser concecorado pelo Congresso Americano com a Medalha de Honra.
Especialmente nos dias atuais, a ideia aqui não é demonizar o soldado que cumpre sua missão, e muito menos entrar na seara do conflito mundial.
Mas sim - como líderes atuantes nos ambientes empresariais - nos confrontarmos com uma pergunta desconfortável.
Quem você precisa deixar de ser para continuar pertencendo ao seu ambiente de trabalho?
E quem você deixaria de ser, se finalmente parasse de se abandonar?
Há muitos riscos psicossociais que contribuem para o desenvolvimento do Burnout, mas um dos fatores determinantes para Burnout é quando a cultura organizacional se opõe a seus valores e princípios pessoais.
Porque não os deixamos em casa quando vamos trabalhar.
O conflito grave de valores e princípios consome a capacidade de adaptabilidade ao ambiente, reduzindo os recursos internos de resiliência.
Desnecessário dizer que adaptar-se é fundamental, mas a verdadeira força não está em se adaptar a qualquer ambiente.
Está em sustentar quem você é, mesmo quando o ambiente entra em colapso.
Porque no fim, não é sobre vencer a guerra externa, mas sim, sobre não perder a interna.
®autenticidade saúdemental