19/01/2021
Enquanto escrevo esse post, as primeiras pessoas estão recebendo a vacina no Brasil. É muita emoção, conquista, alívio e esperança.
A verdade humana contada atrás de cada história dessas pessoas é o que nos conecta e a cada vacina queremos saber suas histórias, desafio e superação.
Todos nós precisamos de histórias para auxiliarmos uma causa ou colaborarmos entre nós. Vivemos um momento no Brasil, tenebroso, obscuro e caótico onde a ciência tem sido questionada.
É graças a ciência e todos os remédios, vacinas, prevenção na saúde, descobertas e avanços que tivemos até agora que chegamos aqui.
Os números, dados, gráficos são importantes porque fundamentam a ciência, mas eles não são narrativas. São estatísticas.
A narrativa que a ciência pode contar é por exemplo o da primeira mulher indígena, Vazunia Costa, de 50 anos, técnica de enfermagem que tomou a vacina e fez um apelo emocionante sobre ciência e educação:
“Devemos valorizar a ciência e a educação. Só minha crença não é capaz de dar conta desse vírus. A ciência milenar (dos indígenas) não é capaz de combater o vírus. Tomo vacina há 50 anos, minha mãe me levava na nossa aldeia. Sempre tomamos vacinas e porque não agora? A vacina veio para nos salvar e dar vidas.”
É possível a Ciência contar boas e emocionantes histórias, porque ela pode salvar e melhorar a vida de Vazunia, Mônica, Pedro, João, Francisco, Antonia, Ana, Adriana e todos nós. Cada uma dessas pessoas tem uma história e são elas que nos conectam e não os números.
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