O que é ter um propósito? É como estabelecer uma lei maior que vai reger todas as nossas ações, tanto corporativas como pessoais. O verdadeiro propósito é imutável, nasce e cresce na alma da cada um que nele crê, e só se encerra quando estiver concretizado. Para que não haja confusão quanto às declarações de identidade organizacionais e pessoais, vale lembrar que missão e visão são mutáveis, de ac
ordo com o rumo que o negócio ou a vida tomam, já o propósito não: é algo muito maior e completamente tangível, algo que dá pés e gravidade ao sonho, ouso que é a materialização do sonho. Assim, propósito é muito maior do que simplesmente “no que acreditamos”, ou “onde queremos chegar”, porque isso muda de acordo com o nosso íntimo, influenciado pelo mercado, notícias de toda parte, tudo e todos que nos rodeiam. Algumas leis mudam, decretos são revogados, mas o propósito de viver em sociedade da forma mais harmônica possível não muda. Neste contexto, podemos ser destros, canhotos ou até ambidestros, mas quando escolhemos uma mão, é com ela que escrevemos todas as linhas de nossa história; esta mão é nosso propósito. Mudar de mão é negar tudo o que foi escrito antes. Acreditamos que todos têm um ou mais propósitos, que vão nascer ou morrerão nas entranhas de quem não pode pari-los. Por outro lado, feliz de quem deu à luz um proposito e tem um norte para tudo o que faz, isso é como dar à luz a si mesmo. Novos propósitos vão surgir? O nascimento de um é longo e doído, mas quando ele aparece, em meio à obscuridade das entranhas das ideias, é incrível. Ilumina todo o caminho e guia os passos. O nosso fenótipo vem do material genético e do que vivenciamos. Quando realmente descobrimos um propósito verdadeiro ele fica impresso e deve ter uma relação simbiótica com o nosso DNA. Sim, o nosso DNA agora contém o código para “dar as mãos a quem alimenta o mundo”, e vai, junto com os todas as nossas experiências, nos moldar pelo resto de nossas vidas. De agora em diante, para todo o sempre, vamos DAR AS MÃOS A QUEM ALIMENTA O MUNDO.