18/05/2021
É muito comum a gente ver as histórias de sucesso e imaginar que foi, consideravelmente, fácil chegar até lá.
O que muita gente não sabe, é que para chegar onde eu estou hoje, por exemplo, já passei por umas boas e dolorosas histórias.
Eu já fui o carinha do xerox; já distribui folhetos pelas casas; já limpei calçada de noite; já fiquei pendurado em prédios limpando janelas, já fotografei aniversário, já fiz logo por cinquenta reais e também por sete mil reais...e eu também já quebrei.
Todos esses trabalhos evidentemente me ensinaram alguma coisa. Mas nenhum deles me ensinou o que aprendi depois de quebrar.
Quebrar é, sem dúvida, uma das escolas mais enriquecedoras da vida. Dói? Pra caramba. Mas a dor é proporcional ao que se aprende.
Eu aprendi que trabalhar doze ou treze horas por dia não é sinônimo de trabalho duro, pois de nada adianta todo esse tempo, se não tem eficiência no que está sendo feito. Hoje eu trabalho quatro ou cinco horas por dia. Muito mais feliz, muito mais eficiente.
Aprendi que começar pequeno realmente é importante. Um dos fatores por ter quebrado foi a prepotência em achar que eu tinha a melhor ideia do planeta e que tudo que eu havia colocado no papel, seria real. Eu acho que isso foi o que mais doeu, pois eu tinha um ego gigante.
Aprendi a ser mais simples e eficiente, investindo o dinheiro no que realmente importa no momento.
Aprendi que feito é melhor que perfeito. Que constância é mais importante do que intensidade. E que mudar de ideia no meio do caminho está tudo bem.
Para mim foi libertador ter quebrado e espero estar certo de que aprendi a lição.