09/11/2011
Mineração tira municípios do subdesenvolvimento
Grandes projetos de mineração implantados no Estado do Pará nos últimos anos deram contribuição decisiva para tirar os municípios próximos do subdesenvolvimento. É o que comprova uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que elaborou um Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) envolvendo todos os municípios brasileiros. No Pará, os municípios que tiveram projetos de mineração instalados na última década viveram um acelerado processo de desenvolvimento.
Um desses municípios é o de Juruti, no extremo oeste paraense. De acordo com a pesquisa da Firjan, que considera aspectos como geração de emprego e renda e qualidade de serviços públicos como saúde e educação, no ano de 2000 o IDM de Juruti era de apenas 0,3799, num índice que vai até 1,0. A pontuação colocava Juruti no grau de baixo desenvolvimento, ou subdesenvolvido. Em 2009, a mineradora Alcoa inaugurou uma planta de extração de bauxita, cuja instalação elevou o índice de desenvolvimento do município para 0,6199, considerado moderado, acima de regular.
Outro município paraense que deixou o grau de subdesenvolvido foi o de Parauapebas, no Sul do Estado, que possui projetos de mineração da empresa Vale. Em 2000, o município tinha um grau de desenvolvimento regular, com pontuação de 0,4957. A evolução, principalmente depois de 2005, foi espetacular, chegando em 2008 a 0,8031, alcançando o status de alto desenvolvimento. Em 2009 a pontuação foi de 0,7586, mantendo Parauapebas entre os municípios mais desenvolvidos do Pará, na segunda colocação, perdendo apenas para a capital paraense.
Marabá, também no Sul do Pará, também experimentou uma melhora no desenvolvimento por causa de projetos minerais. O município é o principal pólo dos projetos da Serra do Carajás, da Vale, e saiu de um IDM de 0,4677 em 2000 para 0,6632 em 2009. O município saiu de uma condição de desenvolvimento regular para moderado e hoje é o quinto mais desenvolvido do Estado, de acordo com a pesquisa realizada pela Firjan.
Emprego e renda
O grande diferencial que contribuiu para o desenvolvimento dos municípios mineradores é a geração de emprego e renda. Em Parauapebas, por exemplo, no ano de 2008 o índice obtido pela Firjan para este fator foi de apenas 0,54. Em 2008, este índice chegou ao nível máximo da pesquisa, ou seja, 1,0. O grande gerador de emprego direto é a extração de minério, que também contribui para a geração de empregos indiretos.
Em Juruti, no Oeste paraense, a realidade é a mesma. Em 2000, a pontuação obtida no quesito geração de emprego e renda foi de apenas 0,2895, o que deixava o município nas últimas posições no IMD do Estado do Pará. Com a implantação do projeto de mineração da Alcoa, a realidade mudou. Em 2008, o índice deste fator foi de 0,7920, o que foi decisivo para colocar Juruti entre os 12 municípios mais desenvolvidos do Estado.
Além de gerar emprego e renda, os projetos de mineração contribuem para a melhorar a arrecadação dos municípios, que passam a oferecer melhores serviços públicos, entre eles saúde e educação, aferidos na pesquisa da Firjan. Houve uma melhora significativa nestes índices nos municípios paraense que receberam grandes projetos de mineração nos últimos dez anos.
Fonte: Redacão Ecoamazônia