19/08/2019
A Bahia com H recebe do fotógrafo e ativista ambiental baiano Carlos Lopes o texto abaixo (A Salvador de 2029 está melhor), que bem traduz o nosso interesse pela cidade de Salvador, capital desse estado que nos batiza e para o qual desejamos mais integração com a natureza.
Sigam instagram.com/carloslopez.ssa.ba! No ativismo que ele faz, com muita presença digital e forte adesão conquistada, ele nos ensina como participar.
E leiam esse texto futurista e possível. Depende de nós!
* Foto de Carlos Lopes - Rio Camarajipe (flor de camará em tupi-guarani), em frente ao Hospital Aliança, em Salvador.
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𝐀 𝐒𝐚𝐥𝐯𝐚𝐝𝐨𝐫 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟗 𝐞𝐬𝐭á 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫
Sim, estamos em 2029. É bom sentir a cidade de clima ameno, por força das mudanças dos últimos 9 anos.
Hoje somos ouvidos e interferimos nas decisões. Os rios, revitalizados, agora navegáveis em muitos trechos, onde pequenos barcos, e até canoagem, singram nas águas. Os livros de Xavier Marques, do final do século XIX, vêm à memória. Salvador superou a degradação que lhe foi imposta até o ano de 2020.
Um basta foi dado ao “progresso” sem sustentabilidade, que não cuidava das pessoas. A Salvador de 2029 é acolhedora e deixou, para trás, a desigualdade. O turismo, agora integrado à cidade, cresceu de forma inclusiva. A cultura popular ressurgiu, junto com a natureza reurbanizada, um paradigma que nada deve à melhor civilidade. Salvador se destaca no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
A sociedade organizada fez a diferença. O clima é de envolvimento e sustentabilidade. Nada mais de “Poder absoluto” e sem diálogo com a população. Nada de obras desalinhadas com a cidade.
Uma pergunta fez a mudança eclodir: “QUAL É O PAPEL DOS GESTORES, SEJA DO PODER EXECUTIVO (PREFEITURA), OU LEGISLATIVO?
A resposta mudou as pautas eleitorais. Um basta às decisões sem escuta. A sociedade agora tem voz. Sem mais prefeituras infiltradas nos bairros para conter a expressão cidadã. As comunidades, de todas as classes, organizaram o novo pacto social: a Natureza refeita, águas cuidadas, nascentes e rios restaurados, reintegrados novamente ao mar. A agricultura retornou à cidade. Alimentos orgânicos e baixo custo. Saúde e sustentabilidade, à serviço da população. Produção local e consumo interno, economia estável e inclusão social.
A Engenharia cresceu, com projetos à população. Salvador é EQUIDADE SOCIAL, é referência, é turismo cultural e socioambiental. No antigo zoo, ampliado, a fauna livre, reintegrada. Nos parques, as visitas guiadas. Axé às águas e religiosidades no parque São Bartolomeu, pois até o Abaeté tem a lagoa abundante e os mananciais, como antes.
É domingo e um grupo se reúne às margens do rio, onde nasce a flor de Camará. A brisa traz, num canto, a voz de Caymmi.
𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐋𝐨𝐩𝐞𝐬
𝐅𝐨𝐭ó𝐠𝐫𝐚𝐟𝐨 𝐞 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐚𝐦𝐛𝐢𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥