11/08/2026
Desde domingo, tive vontade de falar sobre isso antes, mas não quis trazer um assunto tão doloroso em pleno Dia dos Pais.
Aproveitei que estou aqui no aeroporto, a caminho de São Paulo e parei para escrever sobre isso...
Eu, enquanto pai e avô, não consigo permanecer em silêncio diante de algo tão grave: a violência cometida contra uma criança justamente por quem deveria ser uma de suas maiores referências de proteção — o próprio pai.
Há cerca de seis meses, vimos o caso de um pai que matou os dois filhos e depois tirou a própria vida. E, nos últimos dias, fomos novamente confrontados com notícias difíceis de compreender: um menino de apenas 3 anos e duas meninas, de 5 e 3 anos, perderam suas vidas de maneira brutal pelas mãos de seus próprios pais.
Talvez uma das partes mais dolorosas seja perceber que essas crianças foram atingidas pela raiva, pelo desejo de vingança e pela incapacidade de alguns homens de aceitar o fim de uma relação ou que aquela mulher possa reconstruir sua vida longe deles.
Filho não é instrumento de vingança contra a mulher.
Eu sempre falo aqui sobre violência contra a mulher. E esses casos também precisam fazer parte dessa discussão.
Quando alguns homens já não conseguem atingir diretamente aquela mulher — inclusive quando existem medidas de proteção — os filhos podem se tornar uma forma cruel de continuar exercendo controle, violência e sofrimento.
Tirar a vida do próprio filho para destruir emocionalmente uma mãe talvez seja uma das formas mais brutais dessa violência.
As crianças não têm culpa dos conflitos dos adultos e jamais poderiam ser transformadas em armas dentro de uma relação que terminou.
Por isso, minhas queridas seguidoras, deixo um alerta:
Precisamos perceber quando uma criança está pedindo ajuda, mesmo sem conseguir dizer isso claramente.
Porque nenhuma disputa entre adultos pode valer a vida de uma criança. Nenhum relacionamento terminado justifica violência. Nenhum sentimento de posse pode ser chamado de amor.
🖤