25/02/2026
Administrar um serviço de alimentação sempre foi considerado um trabalho difícil, porém de muito respeito. E não é por menos. Acumular funções de calcular cardápios, controlar custos, gerenciar equipe, atender o cliente interlocutor e o cliente usuário, controlar estoques, cumprir processos de boas práticas, atender auditorias, receber fiscalização, enfim, essa é apenas uma pequena parcela dentre tantas atividades que uma Nutricionista de UAN exerce, ou pelo menos exercia.
Há algum tempo estamos assistindo essa profissão ser cada vez menos procurada e valorizada pelos próprios profissionais.
A grande competitividade do mercado, que esmaga as margens de lucro, muitas vezes torna difícil cumprir com o que foi vendido na proposta comercial e a crise de mão de obra que o Brasil enfrenta torna o dia a dia bastante desafiador.
Fora isso as Nutricionistas que chegam ao mercado não possuem mais o comprometimento de ter a unidade como “Dona do Negócio” e tanto elas quanto as empresas “terceirizam” funções que antes eram da Gestora, por exemplo: engajar o colaborador virou obrigação do RH, treinar o colaborador em boas práticas é com o depto de Qualidade, planejar o cardápio é uma função do P*P e com isso os departamentos das sedes trazem para si a responsabilidade de funções e tiram a autonomia que outrora era da Gestora da UAN por conta desse ciclo vicioso.
Essa atividade é a que mais emprega no início de carreira, e prepara o profissional para o futuro, depois de passar por tantos desafios. Vamos torcer para que essa realidade se transforme.