17/05/2020
A RBU – Renda Básica Universal e, cada um de nós
Ricardo Oliveira
Desejamos apenas R$ 790,53 (reais) mensal per capita para uma população em 2020 - Estimativa IBGE - 103.527.689 homens 108.228.003 mulheres 211.755.692 no total no BRASIL.
Difícil entender a necessidade de uma Nação e da Economia Participativa em que TODOS GANHAM – TODOS TRABALHAM e TODOS PARTICIPAM da sociedade que construímos juntos?
O “corona vírus” só trouxe a realidade para todos nós. No Brasil e no Mundo.
Se, a PNAD Contínua 2018, diz que cada um dos brasileiros teria uma renda distribuída equivalente a R$ 1.332 (reais) per capita mensal no Brasil em 2018.
Se, o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 diz que cada um dos brasileiros teria uma renda mensal distribuída equivalente a R$ 2.894,80 (reais) per capita mensal no Brasil em 2019.
Se, a Renda Emergencial estabelece que abaixo de R$ 522,50 (reais) per capita mensal há uma necessidade e direito reconhecido para complementar a Renda Familiar (Pessoal)..
O que temos para decidir é a diferença para a RBU - Renda Básica Universal seria de R$ 260 (reais) mensais no cálculo para todo e qualquer brasileiro, mensalmente.
Todas as mulheres, homens, crianças, jovens, idosos e idosas independente de terem ou não alguma atividade econômica. Todos de zero até a quantidade de anos que tiver na vida.
Só para quem gosta e entende de contas, teríamos uma Renda per capita anual de R$ 9.486,36 reais, bem menor do que os R$ 34.533 reais que dizem ser o PIB per capita anual do brasileiro em 2019, e também bem menor que a Renda per capita anual de R$ 15.984 reais que o PNAD Contínua atribuiu ao brasileiro em 2018. Mas todos teriam RENDA.
Afinal! O que está acontecendo com a Economia, com os economistas, com os políticos e com a população que parece não entender, alguns e não desejar outros, que achemos a saída mais simples e mais eficaz e mais justa para toda a sociedade.
Onde ficou o Malba Tahan, o “Homem que Calculava” em cada um de nós, para darmos menos atenção a discursos perdidos que apenas destrói famílias, vidas, oportunidades, e, nos lançarmos em busca de transformar a sociedade de forma apenas matemática, sem ideologias, e apenas com o desejo de reconhecer nossos limites e necessidades individuais.
Do nascimento até a morte. Todos os brasileiros têm necessidade de respirar – grátis – de beber leite o recém-nascido, que precisa de uma mãe protegida e saudável, temos necessidade de beber água, de comer, de nos vestirmos e de nos abrigarmos, de termos educação, segurança, lazer e cuidados de saúde.
Todas estas necessidades podemos dar conta delas, em parte, recebendo diretamente para provê-las e podemos muito bem descontarmos uma parte para suprir as necessidades coletivas dos mesmos benefícios para todos.
Esta é a proposta da RBU – Renda Básica Universal. Todos ganham. Ninguém perde.
Somos 108 milhões de brasileiros sem qualquer renda entre crianças, jovens, adultos desempregados, adultos sem atividade remunerada e idosos sem benefícios.
E aqueles que já tem muito além do que é necessário?
Simples. O que eles já ganham apenas compensarão os valores numa outra estrutura tributária e fiscal e estes valores serão compensados junto com todos os demais ganhos.
A RBU – Renda Básica Universal substituirá TODOS OS BENEFÍCIOS sociais já existentes.
Aposentadoria, Pensões, Bolsa Família, Auxílio Desemprego, 13º Salário...
Se todos recebem para se manter vivos. A Economia volta a funcionar e quem desejar melhorar a sua vida e de seus filhos irão empreender e terão, então, a possibilidade de livres da submissão por comida e abrigo, construir e prover uns, às necessidades de outros.
A única coisa que nos falta, para dar certo, é o desejo de acertar.