16/08/2026
Há viagens que a gente faz para conhecer lugares.
E há viagens que fazemos para nos reencontrar.
Em julho, entre Balneário Camboriú e Blumenau, eu não estava apenas conhecendo novos lugares. Estava colecionando experiências, observando pessoas, aprendendo, respirando novos ares e, principalmente, desfrutando de uma companhia que aprendi a valorizar: a minha própria.
Viajar sozinha nunca significou estar só.
Significa ter liberdade para escolher o caminho, mudar os planos, parar quando quiser, observar com calma, experimentar algo novo e descobrir que a própria companhia pode ser um dos melhores lugares para se estar.
E talvez seja justamente por isso que viajar me ensina tanto sobre liderança e Administração.
Porque administrar uma viagem é, de certa forma, administrar a própria vida.
É planejar, mas saber adaptar.
É estabelecer prioridades.
É administrar recursos.
É tomar decisões.
É lidar com imprevistos sem perder o equilíbrio.
É entender que nem tudo estará sob nosso controle — e ainda assim seguir em frente.
Na liderança, também é assim.
Disciplina para continuar.
Coragem para decidir.
Sabedoria para mudar a rota.
Humildade para aprender.
E inteligência para transformar experiência em conhecimento.
Cada lugar que conheço me ensina alguma coisa que levo comigo para a sala de aula, para minha carreira, para meus projetos e para a vida.
Porque conhecimento não está apenas nos livros.
Está nas pessoas.
Nas culturas.
Nos caminhos.
Nas escolhas.
Nos detalhes que quase ninguém percebe.
E existe uma coisa que o tempo me ensinou:
não é preciso esperar alguém para começar a viver aquilo que desejamos.
Às vezes, precisamos simplesmente ter coragem de ir.
Ir mesmo sem companhia.
Ir mesmo sem todas as respostas.
Ir mesmo com algum receio.
Ir porque sabemos que crescer também exige movimento.
Hoje, olhando para essas fotos, percebo que elas registram muito mais do que paisagens bonitas.
Registram uma mulher que continua aprendendo.
Que continua se movimentando.
Que continua construindo sua história.
E que descobriu que uma boa viagem, assim como uma boa vida, não depende apenas do destino.
Depende de como administramos o caminho.