15/08/2017
No dia 23 de agosto de 2015, foi quando passei meu primeiro perrengue com o fusca.
Eu trabalhava de noite na logística de uma fábrica de biscoito de Campinas-SP.
Um dia antes, 22 de agosto daquele ano, indo para o trabalho com o fusca, percebi que a luz da bateria estava acesa e não estava apagando, mas continuei viagem até o serviço.
Chegando lá, algo deve ter acontecido com o comutador de ignição, pois eu não conseguia desligar o fusca de jeito nenhum, e sem saber o que fazer, eu engatei erroneamente a primeira marcha já com o fusca estacionado, e soltei a embreagem para que ele morresse. Depois disso até brinquei com os colegas dizendo que o fusca estava possuído por não querer desligar.
Agora, já no dia 23, foi quando o bicho pegou de vez. Indo embora de manhã, depois de uma noite de trabalho, fui seguindo viagem para casa até que ao parar em um semáforo, ainda com um certo nervosismo por não ter tanta prática no volante, o fusca morreu e eu não consegui mais ligá-lo.
Minha sorte naquele dia talvez, foi que não havia movimento nas ruas por ser um domingo, mas tive azar ao mesmo tempo por ser domingo, mas já chego lá.
Enquanto eu tentava ligar o fusca, um rapaz que parou seu carro logo atrás, veio me ajudar a dar um tranco no fusca, logo à minha esquerda havia uma decida que me levaria até um parque da cidade, e foi nessa descida que tentei, com fracasso, ligar o fusca no tranco. Fui assim, parar em um posto de gasolina, levado pelo embalo, pois o fusca não ligou.
Neste posto, eu fiquei um enorme tempo tentando desvendar o que estava acontecendo com o meu fusquinha, porém, eu não entendia nada de mecânica ou elétrica, por mais simples que me dissessem que era. Eu aproveitei a internet do meu celular para pesquisar sobre o que poderia estar acontecendo, lá busquei saber o que era a Bomba de Combustível e seus problemas comuns, descobri como desmontá-la e verificá-la, aprendi a técnica famosa para esfriar a Bobina de Ignição, observando que tanto a Bobina quanto a Bomba, quando quentes, não deixam o fusca ligar. Então aguardei um tempo para ver se esfriando essas peças, o fusca voltaria a funcionar.
O tempo foi se passando e nada de eu conseguir ligar o bendito fusca, fui f**ando um pouco tenso com isso pois tinha medo de deixá-lo lá no posto e ir embora de ônibus, pois não queria arriscar ter meu primeiro carro roubado. Tudo f**aria mais fácil naquele momento se não fosse um domingo, pois haviam muitas auto mecânicas e auto elétricas lá por perto, mas estavam todas fechadas por conta do dia.
Sem saber mais o que fazer, decidi pagar então um guincho para levar o fusca para casa, para depois eu tentar resolver com mais tranquilidade. O guincho acabou me custando um pouco caro na época, mas sem saber o que fazer, foi a única solução que encontrei.
Já em casa, passei a pesquisar insanamente sobre possíveis causas do problema, comprei um multímetro para teste e notei que a bateria estava marcando uns 11 volts e pouco, quase 12, mas querendo descartar a hipótese de ser a bateria, continuei pesquisando, pois não queria gastar muito e acabar descobrindo que o problema era outro.
Durante alguns te**es, suspeitei que o problema estivesse no motor de arranque, pois ao virar a chave até o final, eu ouvia o motor querer girar, mas como se algo estivesse o segurando, tornando o giro fraco e alternante, hora fraco e hora menos fraco, não chegava a girar com força.
Então, já tendo conhecido alguns vídeos do Tonella no Youtube, eu pesquisei vídeos do mesmo autor sobre desmontagem e teste do Motor de Arranque, encontrei tais vídeos e coloquei o aprendizado em prática, percebi que o motor de arranque estava meio sujo mas que estava em perfeito funcionamento. Logo foi me dando o medo de o problema ser a bateria, pois o dinheiro estava curto por causa do guincho.
Observei através de alguns vídeos do Youtube, que não era normal a carga da bateria que a do fusca estava apresentando, e daí que surgiu a pesquisa e o aprendizado sobre como fazer um carregador de bateria caseiro gastando cerca de 15 reais. Fiz o tal carregador, coloquei a bateria para carregar de um dia para o outro, mas não adiantou.
Na época eu morava em uma pensão no centro de Campinas-SP, e tinha uma boa amizade com a dona do lugar. Em um dos dias em que eu estava passando todo esse sufoco para ligar o fusca, ela me ofereceu uma carona até uma loja de baterias para enfim fazer um teste e se preciso fosse, comprar uma nova. Chegando lá, o teste condenou logo de cara a bateria, por sorte, haviam baterias com bons preços naquele lugar, e então levei logo uma como minha última esperança.
Cheguei em casa, e instalei a bateria no coitado do fusca, e então, finalmente ele ligou.
Horas antes, eu havia encontrado apenas um único vídeo na internet onde um fusca demonstrava o mesmo sintoma do meu, e nos comentários desse vídeo o autor do mesmo havia dito que resolveu o problema trocando a bateria. Claro que fui teimoso em tentar descartar a hipótese de ser realmente a bateria, pois são caras nas lojas. Mas graças a Deus deu tudo certo e consegui colocar o fusca para andar novamente.
Abaixo, seguem fotos de quando desmontei o Motor de Arranque e de quando coloquei a bateria para carregar no carregador caseiro.
Logo postarei mais histórias como essa aqui na página do Fusca Fantasma.